Os Apostolos de Jesus

PEDRO. Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Jesus Cristo mudou seu nome para Kepha, que em aramaico significa “pedra”, “rocha”, nome este que foi traduzido para o grego como Petros, através da palavra petra, que também significa “pedra” ou “rocha”, e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado. A mudança de seu nome por Jesus Cristo, bem como seu significado, ganha importância  quando Jesus diz: “E eu te declaro: tu és Kepha e sobre esta kepha edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão nunca contra ela.”

As principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos, onde aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas, os Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo e as duas epístolas do próprio apóstolo. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome original era Simão e na época de seu encontro com Cristo morava em Cafarnaum, com a família da mulher (Lc.4:38-39). Pescador, tal como os apóstolos Tiago e João, trabalhava com o irmão e o pai e foi apresentado a Jesus por seu irmão, em Betânia, onde tinha ido conhecer o Cristo, por indicação de João Batista. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus” (Mt.16:18-19).

Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus. Junto com seu irmão e os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze.  Após a Ascensão, presidiu a assembléia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes, fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades. Fundou as linhas apostólicas de Antióquia e Síria, as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos, que sobrevivem em várias ortodoxias Sírias. Encontrou-se com São Paulo, ou Paulo de Tarso, em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica.

Após esse encontro, foi preso por ordem do rei Agripa I, e encaminhado à Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana e, por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem do imperador, no mesmo ano de Paulo e pelo mesmo motivo, mas em ocasiões diferentes. Conta-se, também, que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo. Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores.

ANDRÉ. Apóstolo de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galileia, também conhecido como o Afável foi escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento é sempre citado entre os quatro mais importantes, junto com Pedro, João e Tiago, sendo seu nome mencionado explicitamente três vezes: por ocasião do discurso sobre a consumação dos tempos de Jesus, na primeira multiplicação dos pães e dos peixes e quando, juntamente com Filipe, apresentou ao mestre alguns gentios. Sendo também pescardor em Cafarnaum, foi o primeiro a receber de Cristo o título de Pescador de Homens e, portanto, o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre.

Filho de Jonas tornou-se discípulo do João Batista, cujo testemunho o levou juntamente com João Evangelista a seguirem Jesus e convencer seu irmão mais velho, Simão Pedro a seguí-los. Desde aquele momento os dois irmãos tornaram-se discípulos do Senhor e deixaram tudo para seguí-lo. No começo da vida pública de Jesus ocuparam a mesma casa em Cafarnaum. Segundo as Escrituras esteve sempre próximo ao mestre durante sua vida pública. Estava presente na Última Ceia, viu o Senhor Ressuscitado, testemunhou a Ascensão, recebeu graças e dons no primeiro Pentecostes e ajudou, entre grandes ameaças e perseguições, a estabelecer a Fé na Palestina, passando provavelmente por Cítia, Épiro, Acaia e Hélade. Pregou também na Capadócia, Galácia e Bitínia, e esteve em Bizâncio, onde determinou a fundação da Igreja local e apontou São Eustáquio como primeiro bispo. Finalmente esteve na Trácia, Macedônia, Tessália e Acaia. Foi na Grécia, segundo a tradição, durante o reinado de Trajano, que foi crucificado em Patros da Acaia, cidade na qual havia sido eleito bispo, por ordem do procônsul romano Egéias.

Atado, não pregado, a uma cruz em forma de X, que ficou conhecida como a cruz de Santo André, embora que a evidência generalizada deste tipo de martírio não seja anterior ao século catorze. Suas relíquias foram transferidas de Patros para Constantinopla (356) e depositadas na igreja dos Apóstolos (357), tornando-se padroeiro desta cidade. Quando Constantinopla foi invadida pelos franceses no início do século treze, o Cardeal Pedro de Cápua trouxe as relíquias à Itália e as colocou na catedral de Amalfi. Anos mais tarde, decidiram levar seus restos mortais para a Escócia, onde fora escolhido padroeiro, mas o navio que os transportava naufragou em uma baía que, por esta ocorrência, passou a ser denominada de Baía de Santo André. É honrado como padroeiro da Rússia e Escócia e no calendário católico é comemorado no dia 30 de novembro, data de seu martírio.

FELIPE. Um dos 12 primeiros apóstolos de Cristo e nascido em Betsaida, na Galiléia, segundo os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Perdeu o pai exatamente na ocasião em que conheceu o Divino Mestre e tornou-se o quinto apóstolo na hierarquia de Cristo. Esteve presente na multiplicação dos pães e na última ceia (Jo 1,43-45; 6,5-7; 12,20-22; 14,8). Viajou para o Egito, Etiópia (África) e ao Norte, e depois rumou para a Grécia onde viveu em Hierápolis com suas quatro filhas, que eram profetizas. Duas delas tornaram-se muito respeitadas por suas previsões. Era um judeu helenístico e, antes de mais nada, um evangelista para as sinagogas judaicas de língua grega da Cítia, Frígia e dos arredores da Grécia e Macedônia.

No Evangelho de João aparece como grande amigo do apóstolo Bartolomeu e cita que ele ficou profundamente impressionado sobre o mistério da Trindade relatado por Jesus, durante a última ceia. O resto de sua vida não consta em nenhum relato, assim como a sua morte. Consta que em sua mensagem preservava um belo misticismo baseado na santidade do casamento. Ordenou vários bispos entre os gregos e as suas igrejas desenvolviam sete sacramentos cuja mais alta iniciação era o Mistério da Câmara Nupcial, na qual a imagem ou Yetzer de Deus, que habitava no coração do discípulo, era reunido ao anjo ou alma ressuscitada. Conta uma tradição que ele morreu crucificado de cabeça para baixo, aos 87 anos, em Gerápolis, no tempo do imperador Domiciano. As suas relíquias teriam sido transportadas a Roma e colocadas juntas com as de São Tiago Menor, na igreja dos santos Apóstolos. Este seria o motivo pelo qual a Igreja latina festeja os dois apóstolos no mesmo dia. Sua festa votiva é em primeiro de maio.

TIAGO MAIOR. Apóstolo de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galileia, escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento é sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, André e seu irmão mais novo João. Aportuguesado para Santiago, união dos termos São + Tiago, também é conhecido como o Apóstolo Ambicioso. Era pescador, filho de Zebedeu e de Salomé, estava com o irmão nas margens do lago Genesaré, quando Jesus os chamou. Testemunhou a ressurreição da filha de Jairo (Mc. 5,37), a transfiguração (Mc. 9,2-13) e a agonia de Jesus no horto do Getsêmani (Mc. 14,32).

De acordo com Isidoro de Sevilha, em De vita et obitu Sanctorum (71, Vida e morte dos Santos), após a ascensão de Jesus, teria evangelizado a Espanha, tornando-se seu primeiro evangelizador e depois seu patrono. Para revigorar esta tradição, no século IX o bispo Teodomiro, da cidade de Iria, afirmou ter reencontrado as relíquias do apóstolo e desde aquela época, a cidade que depois mudaria o nome para Santiago de Compostela, tornou-se importante meta de peregrinações, especialmente durante a Idade Média. Conta-se também que após a morte de Jesus, permaneceu em Jerusalém com Pedro. Foi preso juntamente com Pedro, e decapitado por ordem do rei Herodes Agripa (At 12,2), depois da execução de Estêvão (35), diácono grego e exaltado pregador cristão e personagem de grande importância na história de Paulo de Tarso. Foi, portanto, o primeiro mártir entre os apóstolos de Cristo, o primeiro a dar a vida pela Fé. Sua festa votiva é em 25 de julho.

TIAGO MENOR. Filho de Alfeu, é identificado nos Evangelhos como “irmão do Senhor”, termo usado para designar parentesco de primos. Governou a Igreja de Jerusalém e foi chamado de “o Menor” para não ser confundido com São Tiago, o Maior, que era irmão de São João. Os Evangelhos só falam dele nas listas dos apóstolos. Porém, esta falta de informação foi compensada pelas fartas referências à sua ação e personalidade, contida nos Atos dos Apóstolos e na Carta de São Paulo aos Gálatas, que nos permite saber que Tiago era com São Pedro, a principal figura da Igreja. São Paulo chega a citar seu nome em primeiro lugar, dizendo: ” Tiago, Pedro e João, considerados colunas da Igreja” (Gl. Cap.2,9). Foi com ele, que Paulo, depois de convertido, se encontrou em Jerusalém. Dizem as Escrituras que Tiago sempre teve atenção e carinho especial de Jesus Cristo. Além de considerá-lo um homem de grande elevação espiritual, ainda era seu parente próximo. Tiago foi testemunha da Ressurreição de Jesus; (I Cor. Cap.15,7).

Antes de subir aos céus, Jesus, numa aparição, deu a ele o dom da ciência como recompensa por sua bondade e santidade. No concílio de Jerusalém, onde se discutiu o problema da circuncisão e da lei mosaica a serem impostas ou não aos convertidos do paganismo, Tiago teve um papel importante quando deu sua opinião, aceita por todos (At. Cap.15). Ele também escreveu uma Epístola. Devemos a Tiago, os práticos, sensíveis e prudentes ensinamentos. Como esta advertência, sempre muito atual: ” Se alguém pensa ser religioso, mas não freia sua língua e engana seu coração então é vã sua religião. A religião pura e sem mácula, aos olhos de Deus, nosso Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições e conservar-se puro da corrupção deste mundo” (Tg. Cap.1, 26-27).  Sobre a morte de Tiago, o Menor, que foi o primeiro apóstolo a dar a vida em nome de Jesus, existem apenas informações de antiga data. Entre as mais prováveis estão as do historiador hebreu José Flávio, segundo o qual, o apóstolo teria sido apedrejado e pisoteado no ano 61 ou 62, pelo sumo pontífice Anás II, que se aproveitou da morte do íntegro Papa Festo para eliminar o bispo de Jerusalém. São Tiago, o Menor, sempre foi considerado um homem de grande pureza, total dedicação e abnegação, vivendo desde o nascimento consagrado a Deus. Sua vida foi santa e de muita austeridade. Converteu muitos judeus à fé cristã, antes de receber a coroa do martírio. Suas relíquias foram colocadas na igreja dos santos Apóstolos, em Roma, e sua festa se celebra no dia 3 de maio.

JOÃO EVANGELISTA. Um dos 12 e o mais jovem das apóstolos de Cristo. Nasceu em Batsaida, na Galiléia, autor do quarto evangelho e conhecido como o discípulo que Jesus amava, o único apóstolo que acompanhou Cristo até a morte na cruz, ao lado de Nossa Senhora, ocasião em que lhe foi confiada a tarefa de cuidar de Maria, a mãe de Jesus. Filho do também pescador Zebedeu e de Salomé, uma das mulheres que auxiliavam os discípulos de Jesus, juntamente com o irmão mais velho, Tiago o Maior, tabalhava também como pescador no lago de Genezaré, quando foi convidado a seguir Jesus, logo depois de Pedro e André. Com seu irmão, juntamente com Pedro e André, foram os discípulos privilegiados e participaram do círculo mais íntimo junto a Jesus.

Presenciaram a ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração de Jesus na montanha e sua angústia no Getsêmani. Os dois foram os únicos apóstolos que ousaram pedir a Cristo que lhes fosse dado sentar um à direita, outro à esquerda. Da resposta de Jesus “do cálice que eu beber, vós bebereis” deriva a suposição de que os dois se distinguiriam dos demais pelo martírio. Viveu ainda mais de 70 anos depois da morte de Jesus Cristo. Esteve em Jerusalém (37) e depois por ocasião do Concílio dos Apóstolos, que se realizou em Antióquia. Após as perseguições sofridas em Jerusalém, transferiu-se com Pedro para a Samaria, onde desenvolveu uma intensa evangelização. Mudou-se para Éfeso (67), onde viveu o resto de sua vida, morreu e foi sepultado. A partir dessa cidade, dirigiu muitas Igrejas da província da Ásia e foi ali que escreveu o Quarto Evangelho, o último dos Evangelhos canônicos, e as Epístolas, três cartas aos cristãos em geral.

De acordo com os Atos dos Apóstolos, quando acompanhou Pedro na catequese dos Samaritanos, com ele foi convencido por Paulo a desistir da imposição de práticas judaicas aos neófitos cristãos. Durante o governo de Domiciano (81-96), foi exilado (93-97) na ilha de Patmos, no mar Egeu, onde escreveu o Livro do Apocalipse ou Revelação, que é o derradeiro livro da Bíblia, e narrou as suas visões e descreveu mistérios, predizendo as atribulações da Igreja e o seu triunfo final. O seu evangelho difere dos outros três que são chamados sinóticos ou semelhantes, pois a sua narrativa enfoca mais o aspecto espiritual de Jesus, ou seja, a vida e a obra do Mestre com base no mistério da encarnação: o verbo feito carne veio dar vida aos homens.

Foi o apóstolo da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à ação. De acordo com Clemente de Alexandria, ordenou bispos em Éfesos e outras províncias da Ásia Menor. Ireneu afirmou que os bispos Policarpo e Papias foram seus discípulos. Os primeiros fragmentos dos escritos Joanitas foram encontrados em papiros no Egito datando de princípios do segundo século, e muitas escolas acreditam que ele tenha visitado estas áreas. Aparece representado por Michelângelo na cúpula da Basílica São Pedro, em Roma, pela imagem da águia. Santo na Igreja Católica, sua festa votiva é no dia 27 de dezembro.

MATEUS. De acordo com o seu próprio Evangelho (9:9-13), seu nome original era Levi, filho de Alfeu, e foi chamado por Jesus junto ao mar da Galileia, em Cafarnaum, quando trabalhava como publicano (cobrador de impostos) a serviço de Herodes Antipas. Apesar de sua profissão de coletor de impostos, foi Judas Iscariotes, porém, que teve o encargo de caixa da pequena comunidade apostólica. Embora conste da relação dos apóstolos, geralmente ao lado de são Tomé, o Novo Testamento oferece informação escassa e incerta sobre ele. Da sua atividade após o Pentecostes, conhece-se somente as admiráveis páginas do seu evangelho, primitivamente redigido em aramaico.

Denominado de primeiro evangelho, nele há mais ênfase ao aspecto humano e genealógico de Jesus. Fora do Evangelho, segundo Eusébio de Cesaréia em sua Historia ecclesiae (História da igreja), a única referência histórica a seu respeito é uma citação do bispo Papias de Hierápolis, do século II. Também não se conhecem versões conclusivas sobre sua morte, embora fontes, referenciam narrações dos sofrimentos e do seu martírio, apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia, de onde as relíquias do santo teriam sido transportadas para Paestum. Depois, essas relíquias foram levadas para a cidade italiana de Salerno (1080), onde até hoje se encontram e são consideradas pelos mais crentes como verdadeiramente do santo. Apóstolo e evangelista, pela tradição ele pregou pela Judéia, Etiópia e Pérsia e a igreja romana celebra sua festa em 21 de setembro, e a grega em 16 de novembro e seu símbolo como evangelista é o anjo.

JUDAS ISCARIOTES (em hebraico Yehudhah ish Qeryoth) foi o apóstolo de Jesus, que, de acordo com os Evangelhos, exerceu o papel do traidor que entregou Jesus Cristo aos seus capturadores por 30 moedas de prata.

Era filho de Simão de Queriote (Jo 6, 71; 13, 26). Judas, em grego Ioudas, é uma helenização do nome hebraico Judá (Yehûdâh, palavra que significa “abençoado” ou “louvado”), sendo, por sinal, o nome de apóstolo que mais vezes aparece nos Evangelhos depois do de Simão Pedro.

JUDAS TADEU foi irmão de Tiago, e segundo algumas crenças, um parente de Jesus. É o suposto autor da Epístola de Judas do Novo Testamento. Na visão da Igreja Apostólica Armênia, levou o Cristianismo a Armênia. Antigas tradições citadas pelos Padres da Igreja afirmam que ele foi martirizado na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido decapitado juntamente com outro apóstolo de Jesus, Simão Zelote, que também pregava naquela região.

Suas relíquias se encontram supostamente em Roma, para onde teriam sido trasladadas e são veneradas até hoje. É o santo patrono das causas desesperadas e das causas perdidas na Igreja Católica Romana.

BARTOLOMEU. Nenhuma narração bíblica lhe enfoca especialmente e seu nome consta apenas nas listas dos doze apóstolos de Jesus. No entanto, segundo a tradição, ele é o Natanael de que falam outras passagens, e isso fica evidente através da comparação entre os quatro Evangelhos. Natanael significa “Deus deu” – o significado desse nome fica claro levando-se em conta que ele vinha de Caná, onde deve ter testemunhado a ação de Jesus nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-11).

Como narra a Bíblia, São Filipe comunicou a Natanael (São Bartolomeu) que havia encontrado o Messias, e que esse provinha de Nazaré, ao que Natanael responde dura e preconceituosamente: “De Nazaré pode vir alguma coisa boa?” (Jo 1, 46a). Essa observação é importante indicador das expectativas judaicais quanto à vinda do Messias, então tidas. No seu primeiro encontro com Jesus, recebe um elogio: “Aqui está um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento” (Jo 1, 47), ao qual o apóstolo responde: “Como me conheces?”. Jesus responde de forma que não podemos compreender claramente somente através das Escrituras: “Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas sob a figueira”. Com certeza se tratava de um momento crítico e decisivo na vida de Natanael.

Após essa revelação de Jesus, Natanael faz a sua adesão ao Mestre com a seguinte declaração de fé: “Rabi, tu és o filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Segundo fontes históricas, São Bartolomeu teria pregado o cristianismo até na Índia. Outra tradição diz que o apóstolo morreu por esfolamento em Albanópolis, atual Derbert, Cáucaso, a mando do governador, tanto que na Capela Sistina ele é pintado segurando a própria pele na mão esquerda e na outra o instrumento de seu suplício, um alfange. Segundo a Igreja Católica, mais tarde suas relíquias foram levadas para a Europa e encontran-se agora em Roma, na Igreja a ele dedicada.

SIMÃO ZELOTE. São Simão, o Zelote, o Cananeu, também fazia parte do grupo dos doze apóstolos de Jesus. É referido como o Cananeu de acordo com o Livro de Mateus e como o Zelote no Livro de Lucas e em Atos dos Apóstolos. A palavra grega Cananeu e a palavra Zelote, derivada do aramaico, significam a mesma coisa: “zeloso”. Supõe-se por esse apelido que Simão pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.

O momento no qual se ocorreu o chamamento de Simão para se unir aos apóstolos não é muito claro na Bíblia. Sabe-se apenas que foi convidado ao mesmo tempo que André, Pedro, Tiago e João, filhos de Zebedeu, Judas Iscariotes e JudasTadeu (Mt. 4:18-22). Não se sabe ao certo qual teria sido o ministério de Simão posteriormente. Algumas tradições o colocam como grande auxiliador no estabelecimento do Cristianismo no Egito, juntamente com Marcos e Filipe na Síria.

Sua pregação era bem parecida com a dos outros quatro Apóstolos que foram para o Oriente, tida por alguns como ascética e judaica, tal como aquelas preservadas na Epístola canônica de Judas. Encontrou o martírio na cruz ou, segundo outras tradições menos seguras, pela fogueira, na Armênia. Mas a tradição católica diz que Simão foi martirizado sendo cortado ao meio vivo por um serrote.

PAULO. Era inicialmente chamado de Saulo, nascido na cidade de Tarso, capital da província romana da Cilícia, fabricante de tendas. Depois de Jesus, é considerado a figura mais importante do cristianismo. Era um judeu da Diáspora (Dispersão), de uma importante e rica família. Começou a receber aos 14 anos a formação rabínica, sendo criado de uma forma rígida no cumprimento das rigorosas normas dos fariseus, classe religiosa dominante daquela época, e ensinado a ter o orgulho racial tão peculiar aos judeus da antiguidade.

Quando se mudou para Jerusalém, para se tornar um dos principais dos sacerdotes do Templo de Salomão, deparou-se com uma seita iniciante que tinha nascido dentro do judaísmo, mas que era contrária aos principais ensinos farisaicos. Dentro da extrema honestidade para com a sua fé e sentindo-se profundamente ofendido com esta seita, que se chamava cristã, começou a persegui-la, culminando com a morte de Estêvão, diácono grego e grande pregador cristão, que foi o primeiro mártir do cristianismo. No ano de 32 D.C., dois anos após a crucificação de Jesus, Saulo viajou para Damasco atrás de seguidores do cristianismo, principalmente de um, que se chamava Barnabé. Na entrada desta cidade, teve uma visão de Jesus, que em espírito lhe perguntava: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Ficou cego imediatamente. Foi então levado para a cidade. Depois de alguns dias, um discípulo de Jesus, chamado Ananias, foi incumbido de curá-lo.

Após voltar a enxergar, converteu-se ao cristianismo, mudando o seu nome para Paulo. Paulo, a partir de então, se tornaria o “Apóstolo dos Gentios”, ou seja, aquele enviado para disseminar o Evangelho para o povo não judeu. Em 34 D.C., foi a Jerusalém, levado por Barnabé, para se encontrar com Pedro e Tiago, líderes da principal comunidade cristã até então. Durante 16 anos , após sua conversão, ele pregou no vale do Jordão, na Síria e na Cilícia. Foi especialmente perseguido pelos judeus, que o consideravam um grande traidor. Fez quatro grandes viagens missionárias: 1ª Viagem (46-48 D.C.), 2ª Viagem (49-52 D.C.), 3ª Viagem (53-57 D.C.), 4ª Viagem (59-62 D.C.), sendo que na última foi à Roma como prisioneiro, para ser julgado, e nunca mais retornou para a Judeia.
Escreveu inúmeras cartas, mas somente 14 destas chegaram até nós, chamadas de Epístolas Paulinas, que são:

  • Epístola aos Romanos
  • 1ª e a 2ª aos Coríntiosproduto3
  • aos Gálatas
  • aos Efésios
  • aos Filipenses
  • aos Colossenses
  • 1ª e a 2ª aos Tessalonicenses
  • 1ª e 2ª a Timóteo
  • a Tito
  • a Filemon
  • aos Hebreus

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