Os Ebionistas

Quem eram os Ebionitas? O desenvolvimento desta seita vem desde a época do profeta Samuel, século 9º a.C. até o século 2º d.C. Este profeta, que a pedido do povo instituiu a monarquia e proclamou Saul o primeiro rei de Israel, foi o fundador da seita cujo nome significa “Humildes”.

Era formada principalmente por jovens intelectuais e visava ensinar por meio de práticas místicas e exemplos. Grandes profetas aí se formaram destacando-se Isaías, Oséias, Miquéias, Habacuc e Amós, entre outros.

Os eleitos que atingiam o último grau, ficavam encarregados de propagar a seita através de ensinamentos, instruindo e moralizando o povo. Reuniam-se em lugares altos, executavam cantos e danças sagradas ao som de harpas, flautas e violinos.

O povo vinha em grande número ouvir as músicas, geralmente seguidas de emocionadas prédicas contra os vícios, a favor das virtudes, pela justiça e pela verdade.

Morto Samuel, a ordem é seguidamente chefiada por Nathan. Morto este, vem a escolha recair em Oséias, escolhido entre ele mesmo, Isaías, Miquéias e Amós.

Sob a direção de Oséias a Ordem deu ênfase a práticas de caridade, exercício de justiça, piedade dos desgraçados, defesa da viúva, proteção ao órfão, amor ao estrangeiro, atos que, diziam, agradavam a Deus mais que qualquer culto.

Declaravam que o homem foi dotado de pensamento e conhecimento para executar tarefas e proclamavam ainda que a vida do homem é uma larga agonia e que somente as dificuldades ficam enquanto os prazeres são efêmeros. A vida não é mais do que um sofrimento eterno do nascer ao morrer e seu único lenitivo era a prática da virtude, consciência limpa e coração puro.

Os ebionitas também tinham sinais de reconhecimento. As reuniões e trabalhos começavam como em determinadas sociedades secretas. Quando perguntados, “sois ebionita?”, a resposta era “Três me iniciaram, cinco me completaram e sete me fizeram perfeito”.

O chefe, mestre, ensinava que esses números eram sagrados desde a antiguidade e que Moisés os usava de forma misteriosa, ao abençoar o povo pelos sacerdotes, seja, uma bênção continha três palavras, uma segunda bênção, cinco, e uma terceira bênção, sete palavras.

Na entrada das reuniões cada ebionita repetia os números 3, 5 e 7, aos quais o mestre respondia: “Filho bendito do nome sagrado, o sublime número 9, simbolizado na verdade, é o último ideal do esforço humano, o símbolo da verdade divina; podes entrar e iluminar-te com as luzes celestes que aclaram esta assembléia de sábios”.ebionistas

Ao terminar a reunião, o mestre dizia: “Lembremo-nos que somos ebionitas, os mais humildes e modestos servidores de Deus, da verdade e da justiça”.

Tinham seus signos e senhas e ainda usavam, tudo indica, quando reunidos, sobre a cabeça uma peça de pano bordado com um quadrado entrelaçado com um triângulo em cujo centro estavam as letras YOD, NUM, RESCH, YOD, que, pelo alfabeto latino se traduz por INRI, dando a entender que eles eram adeptos da Alquimia Crística, da manipulação do Fogo de Pentecostes, do Fogo sagrado que a tudo regenera, especialmente os elementos naturais: Ar, Fogo, Água e Terra.

Samael e o INRI

“Convém que entendamos melhor o que é o Cristo! Que não nos contentemos em recordar a questão meramente histórica porque o Cristo é uma realidade de instante em instante, de momento em momento, de segundo em segundo. Ele é o Criador!

O fogo tem o poder de criar os átomos e de desintegrá-los, o poder de dirigir as forças cósmicas universais etc. O fogo tem poder para unir todos os átomos e criar universos, assim como tem o poder para desintegrar universos: O mundo é uma bola de fogo que se acende e se apaga segundo Leis.

Assim que o Cristo é o fogo. Por isso, se vê sobre a cruz as quatro letras: Inri, as quais significam: Ignis Natura Renovatur Integram, e que equivalem à frase: O fogo renova incessantemente a natureza.

Agora, creio que estão entendendo por que a nós interessa a assinatura astral do fogo, a chama da chama, o oculto, o aspecto esotérico do fogo. É que na realidade o fogo é crístico. Ele tem poder para transformar tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será. Inri é o que nos interessa. Sem Inri não é possível que nós nos cristifiquemos.

5787_7_47db296cb1905Já foi dito que o Cristo Íntimo, o Cristo Cósmico, tem de dar três passos, de cima para baixo e através das sete regiões do Universo. Também disse que o Cristo deve dar três passos de baixo para cima.

Eis aqui o mistério dos três passos e dos sete passos da Maçonaria. É uma lástima que os irmãos maçons tenham esquecido isto. Em todo caso, o Crestos, o Logos, resplandece no zênite da meia-noite espiritual.

Tanto no ocaso como no oriente, cada uma destas três posições é respeitada nas sete regiões. O místico que se guia pela estrela da meia-noite, pelo Sol Espiritual, sabe o que significam esses três passos dentro das sete regiões.

Pensamos também no sol, no raio e no fogo. Eis aqui as três luminárias, os três aspectos do Logos, nas sete regiões.

Quando o uno se desdobra no dois, surge o terceiro e este é o fogo que cria e volta novamente a criar. Esse terceiro pode criar com o poder da palavra, com a palavra solar ou palavra mágica, com a palavra do Sol Central. Assim cria o Logos.

É por meio do fogo que podemos nos cristificar. Inutilmente terá nascido o Cristo em Belém se não nascer em nosso coração também. Inutilmente terá sido crucificado, morto e ressuscitado na Terra Santa se não nascer, morrer e ressuscitar também em nos.

Precisamos encarnar o Crestos Cósmico, o espírito do fogo, torná-lo carne em nós. Enquanto não o tivermos feito, estaremos mortos para as coisas do espírito porque Ele é a vida, o Logos, a Grande Palavra… Heru Pa-kroat.

Ele penetra em tudo o que é, foi e será. É preciso que penetre em nós para que nos transforme radicalmente. Somente através do Fogo Crístico conseguiremos aniquilar o Ego, aniquilar o mal que existe dentro de nós. Quem pretender aniquilar o Ego unicamente com o intelecto seguirá pelo caminho do erro.”

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