Cadeia de comando

Todas as instâncias que conhecemos dependem de organização, de um ordenamento, o qual seja capaz de sustentar a vida e os processos ligados a ela. A Sustentação da Ordem é crescimento e desenvolvimento e a perda desta organização significa destruição, involução e morte (fim).

Tudo e todos estão em constante transformação, e não significa que um sistema ainda que sendo perfeito, não terá de deixar de existir, até porque a eternidade de um sistema é algo contrário ao sentido da própria vida que é constante transformação, nascimento e morte de todas as coisas inferiores.

Em qualquer que seja a área, qualquer que seja o aspecto de um Sistema, para que este funcione adequadamente, precisamos de uma cadeia de comando, e de uma organização muito objetiva acerca dos trabalhos que cada uma destas instâncias realiza. Seja no aspecto Social, Militar, Político, Religioso, Artístico, Científico, sempre encontraremos diversos postos e diversas instâncias as quais promovem certa Governabilidade daquele aspecto em específico, já que de outra maneira não haveria uma Instituição, um Grupo ou um Governo no aspecto social, ou do que quer que seja.

O Máximo Governante, seja de uma Instituição Religiosa, seja de uma Associação Política, ou seja de um Grupo Cultural ou Governamental, é quem tem a responsabilidade de interligar todos os demais poderes e de ter a visão imparcial das necessidades de todos, já que indiferente da região ou do aspecto, ele governa para todos.

Assim no caso dos Países, o Governo Nacional gerencia o País como um todo, mas há claro os Estados, as Cidades e cada uma tem seu comando próprio o que forma uma Cadeia de Comando e o que provê uma Governabilidade por conta destas sucessivas camadas. Nem sempre o Governante está bem intencionado ou é idôneo em suas ações e claro isto pode fazer com que seja substituído, seja qual for a área que estejamos falando. Afinal mesmo os Impérios desmoronam e nenhuma Monarquia mostra-se eterna como bem vemos.

De qualquer maneira, para que haja uma harmonia entre os poderes, é necessário que haja uma correta administração em cada uma das instâncias que conforma esta Cadeia de Comando, e se por algum motivo não há, é necessário corrigir isto da melhor maneira possível, pois é o principal motivo da ruína de qualquer sistema necessário a vida.

O Sistema sempre é mecanicidade, obviamente. E na Obra precisamos libertar-nos dos sistemas, mas não necessariamente seremos alheios aos mesmos, visto que se vivemos em um País, estamos inseridos no Sistema de Governo, ainda que como “governados”, também fazemos parte da força de trabalho em qualquer ramo que seja, assim estamos inseridos em um sistema de trabalho e dependemos do sistema financeiro, pois por mais que tenhamos independência, temos um registro civil, temos impostos, etc. Assim que, precisamos entender os sistemas, se queremos libertar-nos deles, e esta libertação é psicológica, ativa, não algo fictício no sentido a viver a vida como indigentes.

Imaginemos por um momento a atual humanidade sem um Governo, as ruas sem policiamento, nenhuma lei (humana) regendo as ações das pessoas, nenhum tipo de educação, sem um Sistema Militar para proteger o país em caso de catástrofes ou de invasões, sem saúde, nada… Dentro deste parâmetro, vemos que a Obra que temos de realizar seria algo muito difícil, ainda mais do que é hoje no atual formato que vive a humanidade.

Sabemos e certamente reconhecemos que boa parte dos sistemas existentes são falidos, são completamente ultrapassados e fadados ao mais iminente desastre. A Maior parte dos Sistemas que vemos são a mais absoluta antítese das Leis Divinas e contrariam a cada passo o sentido da própria Vida.

Cedo ou tarde, tudo submerge no caos, ainda que fosse perfeito, toda a sociedade é desmantelada para que retorne mais uma vez a sua origem e então renasça sob uma nova regência, um novo ciclo. Por isto que não podemos identificar-nos ou fazer uma luta sem esforços por aquilo que é inútil… Devemos claro buscar sempre o bem comum, e o melhor para todas as pessoas e demais criaturas, e dentro do campo de atuação que temos, dentro da Vocação e dentro do posto que ocupamos na Vida cotidiana, esgrimir a Consciência e atuar de maneira a sustentar a Vida, a Governabilidade, até que claro as correntes internas ditem outro rumo, outra direção.

Falamos aqui de tudo, não apenas dos Sistemas Humanos, mas dos Sistemas Divinos plasmados em nossa vida cotidiana. Houveram sim Governos Sociais instalados e mantidos pelas Divindades e mesmo Sistemas Religiosos como forma de conduzir os indivíduos à sua regeneração. Mas como sabemos, cada passo que estes Sistemas dão contra o Espírito, contra a realidade Espiritual em constante transformação, mais perto encontram-se de seu fim. E ainda que fossem perfeitos, não seriam eternos, como sabemos, pois tudo tem seu tempo…

Sustentar algo, ou não, depende de sermos capazes de reconhecer estas correntes internas e de integrar-nos com esta Vontade Universal que por vezes integra-se com alguns indivíduos de maneira a moldar a Ordem dos Mundos.

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O Latifúndio e a reforma agrária

eu-nao-quero-presenteA terra é de todos! Direito universal adulterado pela ganância dos mortais. O ápice da corrupção é alcançado com o estabelecimento de latifúndios improdutivos. Se a terra é um recurso natural, nada mais justo que seja de quem a trabalhe, de quem produz e de quem extrai benefícios para si, sua família e para todos.

Porém, só possuir a terra é pouco. É preciso que o Estado, em nome de todos e para todos, promova o inteligente e racional direcionamento  sobre o uso da terra. Cada país deve ter um plano agrícola bem estruturado que, além da produção, contemple a justiça social. Não é o caso de nosso país e outros mais. Infelizmente, a terra é instrumento de poder econômico, em lugar de meio de produção de alimentos dos quais tanto necessitamos.

Fala-se muito em reforma agrária. Porém, não se pode fazer reforma agrária e justiça social, como querem os agentes do comunismo, sejam eles  padres, camponeses, agitadores ou inocentes úteis, sem se respeitar o direito alheio. Além do mais, dar terra e não dar infraestrutura, é condenar o pequeno produtor a morrer de fome.

O respeito ao direito alheio é a paz. Logo, não se faz justiça social invadindo-se propriedades alheias. O Estado possui muita terra improdutiva que pode e deve ser repartida entre todos. Além do mais, há muita terra apossada por grupos familiares ou empresariais durante os últimos 20 ou 30 anos, sem que, até o momento, tenham sido aproveitadas como é devido.

Os planos agrícolas e as reformas agrárias não funcionam porque os políticos fracos, débeis e pusilânimes que são não querem fazer esse trabalho. Sabemos que um plano agrícola é complexo, mas não impossível de ser feito. Tudo, na vida, deve apenas ser encaminhado, direcionado, jamais impedido. Só as teses marxistas buscam criar barreiras à livre iniciativa. O papel do Estado é, justamente, o de direcionar, no sentido de fazer justiça e dar meios para se aumentar a produtividade.

O Brasil se tornou um dos maiores produtores agrícolas, e, sozinho, pode ser o celeiro do mundo como a China pode ser a fábrica do mundo. Mas, apesar de a agricultura ter avançado muito no Brasil, nem a miséria nem a pobreza de nosso país recuaram. Infelizmente, optou-se por um modelo de desenvolvimento agrícola concentrador de renda.

De que serve ministros aparecerem na TV anunciado sucessivos recordes de safra se continuamos morrendo de fome? Algo está muito errado em nosso modelo agrícola e/ou econômico. Algo precisa ser feito e com urgência urgentíssima. Ou a natureza o fará por sua conta. Isso é inevitável.

A Luta das classes

workersA luta de classes é um absurdo. Empresários e trabalhadores vivem de um mesmo empreendimento formando um todo, uma perfeita simbiose. Em questões trabalhistas muitas vezes a responsabilidade é do empresariado. Mas, também, muitas vezes, é do trabalhador.

Se somos pobres, queremos ser ricos; se somos ricos, queremos ser milionários. As vezes ganhamos bem, temos um ótimo salário mas queremos ganhar mais. Aí entra em jogo a disputa, a ambição, a ganância.

Se somos um empresário bem sucedido, e nossa riqueza já é grande, queremos acumular mais ainda. Enfim, ninguém se dá por satisfeito. Isso cria problemas.

Numa negociação, quando ambas as partes se apegam aos seus pontos de vistas, jamais o conflito será resolvido, e a paz e a produtividade jamais são alcançadas. Nesse caso, ambos perdem. Greve não é solução nem para o trabalhador nem para o empresário. Não é inteligente quebrar uma empresa, nem é inteligente pagar salário de fome ao trabalhador.

Os trabalhadores devem cooperar com a empresa em que trabalham e a empresa deve cooperar com seus empregados. O empregado deve ver as coisas do ponto de vista da empresa, e esta, do ponto de vista do empregado. A cooperação é uma atitude inteligente de ambas as partes, em que todos saem ganhando.

De um modo geral, os salários pagos pelas empresas, ainda que sejam maiores que um salário mínimo previsto e estabelecido pela lei, é muito baixo, especialmente quando se considera o valor dos bens, mercadorias e serviços que os trabalhadores produzem. Não é justo trabalhadores elaborarem produtos, bens e mercadorias que rendem milhões de dinheiros para a empresa e o Estado (em forma de impostos) e, em troca, ganharem apenas salários de fome.

Se há conflito nessa relação EMPRESA-ESTADO-TRABALHADOR é porque uma das partes está perdendo. Inteligente é reunir os três lados para negociar, até se chegar a uma relação onde todos saem satisfeitos. Mas, não é bem isso o que vemos em nosso país….

Cada função possui valor relativo. O trabalho humano, qualquer que seja, deve ter seu justo peso, estabelecido em valores dignos, que permitam viver decentemente.

Porém, é claro que sempre existe, independente de fatores de mercado, a valorização relativa de cada trabalho, levando-se em conta o tipo de energia humana empregado, grau de complexidade, base científica ou de conhecimentos, experiência anterior, etc.

Com isso tudo queremos dizer que dentro da justiça social, mesmo da caridade universal, existe a relatividade. Até o Mestre Jesus sabia disso. Explicou seu conteúdo através de uma parábola, na qual ensina as pessoas a responderem pelo que recebem. Ou seja: alguém que ganha três dinheiros terá que prestar contas sobre esse valor e jamais poderá ser comparado e cobrado com outro que tenha recebido cinco talentos. A lei divina cobra proporcionalmente ao que cada qual traz consigo de berço.

Suécia, Alemanha e Japão são um bom exemplo do que queremos aqui dizer. Nesses países a diferença entre as altas e baixas funções e os altos e baixos salários não são tão gritantes como nos países de terceiro mundo. E todos podem viver materialmente muito bem.

Ligado ao trabalho e à remuneração há um outro fator a ser apresentado que trata do trabalho do menor, da mulher e da terceira idade. De um modo geral, todos os sistemas sociais são muito injustos com esses. O menor é protegido por leis atrasadas, que o impedem de trabalhar e quando trabalha, ganha pouco e não tem amparo; a mulher, embora produzindo bens, serviços, mercadorias e ombreando com o homem, não recebe a mesma remuneração.

Por fim, aqueles que ultrapassam a faixa dos 40, são desprezados por grande número de empresas. Perdem essas empresas a experiência dos mais velhos. É evidente também que há os vícios dos mais velhos, mas, o preconceito em relação à idade sempre é muito prejudicial para todos. Por fim, o ser humano não é um produto descartável, desses que se usa enquanto é novo e depois se joga fora.

Não há nem na história nem no universo um só e único exemplo de continuidade e sobrevivência de alguma cultura ou civilização que praticasse a iniquidade humana, o desprezo ou a subestimação do valor da vida. A vida, seja qual for a forma como se expressa, traz em si direitos e valores inalienáveis e transcendentes que, hoje, nem governos, nem empresas nem legisladores conseguem captar ou considerar. Por isso mesmo, suas iniciativas nascem condenadas já a vida curta e ao fracasso. E quando isso não é feito pela inteligência, a própria vida e suas leis não escritas, mas imanentes, o fazem pela força.

A Livre iniciativa

09425lUma das cenas mais revoltantes que se vê nas grandes cidades é a perseguição que as autoridades movem contra indefesos trabalhadores que vendem suas bugigangas, doces, bijuterias, frutas e outros nas calçadas ou praças públicas.

Vivemos num país miserável, de grandes e injustos desníveis sociais e econômicos, onde há falta de emprego e milhares vagam pelas ruas em busca de um prato de comida, um jardim para limpar ou papéis velhos para recolher e vender, e assim, obter alguns trocados para dar de comer a si e, muitas vezes, aos seus.

Pensamos nesse quadro de miséria encontrar o exemplo mais significativo de quão injustos são os prefeitos dessas cidades, que soltam seus fiscais ou forças policiais em cima de pobres trabalhadores. Por acaso é crime trabalhar? É crime lutar pela sobrevivência? Prejudica-se alguém com esse pequeno comércio? Sim, dizem os desalmados!

Os comerciantes pagam impostos e não é justo que eles (os famélicos trabalhadores) venham competir, explicam esses agentes das minorias privilegiadas. Pois então que se regulamente a atividade dos ambulantes, porém, jamais se lhes impeça a livre iniciativa, o trabalho honrado e o sustento de suas famílias. Revise-se o modelo comercial praticado em cada cidade ou estado. Reduzam-se os impostos ou sejam dados incentivos.

O que nos deixa pasmo é ver que já em pleno século XXI ainda pratiquemos modelos tributários herdados do tempo colonial ou escravista. Só agora começamos a escutar que nosso país está levando oportunidades de cidadania, como obter conta em banco e pequenos empréstimos, aos mais remotos locais. Porém, ainda temos a visão obtusa de querer cobrar de minúsculas empresas familiares a mesma carga tributária e burocrática aplicada aos grandes conglomerados.

A única maneira de o povo simples sobreviver em tais ambientes sociais hostis e desumanos é trabalhar e produzir na clandestinidade. Isso se deve ao enorme descaso com que os desassistidos da sorte sempre foram tratados neste país e em todos os países pobres do mundo, onde justamente, os tiranos e governantes amealham grandes fortunas depositadas em algum banco estrangeiro.

Como vê o estimado leitor, a obra do Anticristo é gigantesca. Seus domínios se estendem por toda a terra e em todas as atividades. O trabalho sempre foi um direito sagrado e inalienável. Porém, os governantes insistem em criar mil empecilhos, leis e regulamentos para aqueles que querem trabalhar por si e para si e, em alguns casos, contando com a ajuda de um ou dois funcionários.

O país não precisa de empregos? O país não precisa de riqueza? Se a resposta é sim por que então complicar tanto? Não seria mais inteligente e mais fácil ajudar a iniciativa individual? Até mesmo estimulá-la?

A livre iniciativa dever ser estimulada. Ela já deu mostras de ser saudável e de promover o crescimento econômico e social das nações. Para que a iniciativa privada frutifique, é preciso liberdade, é preciso incentivo, é preciso vontade política, é preciso consciência social, ingredientes esses que poucos possuem, é verdade, mas que se alguém não começar, jamais se chegará a isso.

A livre iniciativa é uma das mais fortes barreiras para se impedir o surgimento e o florescimento do comunismo, que é tão opressor quanto o capitalismo selvagem. A livre iniciativa, quando não devidamente canalizada e sabiamente regulamentada no interesse de todos – e nunca de minorias – resulta, ao longo do tempo, no capitalismo explorador. A exacerbação do capitalismo é o imperialismo. Tanto o imperialismo quanto o comunismo são opressores, exploradores, desumanos e socialmente injustos.

A a mais nobre forma de capitalismo é a riqueza socializada, onde capitalistas e trabalhadores são sócios e participantes de uma mesma empresa.

Lembremos que democracia é o governo de todos no interesse de todos. É lógico que isso não quer dizer no agrado de todos. Beneficiar a todos é uma coisa; agradar a todos é outra bem diferente. Podemos perfeitamente beneficiar a todos, ainda que isso não agrade a todos. Porém, essa já é uma outra história.

É preciso haver muita vontade política. É preciso enfrentar os interesses contrariados. Toda mudança gera resistência. Porém, as mudanças são necessárias. E elas ocorrem, sempre, seja por meios pacíficos, seja por meios violentos. Não há como impedir mudanças na sociedade humana, e não há como dominar a força da vida que se expressa na corrente humana.

Trabalho vs. Salário

O salário mínimo é o menor valor que se pode pagar a uma pessoa pelos serviços prestados numa jornada de trabalho. O salário mínimo deveria ser suficiente para satisfazer as necessidades normais de um chefe de família em ordem material, social, cultural e educacional.

Esse é mais ou menos o teor da legislação sobre salários mínimos devido ao trabalhador em alguns países do mundo. Entretanto, entre a lei e a realidade, há uma grande diferença. A intenção é boa mas a ação não condiz com a proposta. O Estado pouco faz para que a lei seja cumprida. Nesse caso há duas injustiças: uma da parte de quem não cumpre a lei e outra do Estado, que não faz cumprir a lei.

Atualmente o salário mínimo no Brasil e em vários países beira a faixa dos US$ 300.00 mensais (trezentos dólares americanos). Em muitos países asiáticos não chega nem a metade desse valor. Esses números em si mesmos não dizem muito. O que vale mesmo é o poder relativo de compra de cada moeda dentro de cada país. Um trabalhador chinês pode ganhar US$ 50,00 mensais, mas, pagar de aluguel tão só US$ 1.00 mensal (cerca de 2% do que ganha).

Um trabalhador americano ou europeu pode ganhar US$ 3.000,00 mensais, mas pagar só de aluguel US$ 1.000,00 (cerca de 33% do que ganha). No país das favelas [Brasil] certamente uma grande anomalia se estabeleceu nos últimos 100 anos. Este país foi o que mais cresceu em um século, mas, continua sendo um dos países mais pobres do mundo, com impressionantes índices de analfabetismo, saúde pública quebrada e sucateada, salários aviltantes, mas CARGA TRIBUTÁRIA digna de uma Suécia, sem falar no absurdo e inaceitável índice de concentração de riquezas.

Longe de nós fazer apologia da violência e do crime, de guerras ou revoluções. Mas, se isso não for modificado, de forma urgente e eficiente, muito brevemente teremos a ruptura institucional e social do nosso país. O cenário está aí. Dá para ser visto todos os dias num simples noticiário de jornal ou de TV.

Explicações para a continuidade disso que está aí não faltam. A inflação explodiria, diz o governo. Minha empresa vai a falência, diz o empresário. Não há dinheiro diz o Ministro da Fazenda. É preciso aumentar os juros defende o Banco Central. Enfim, só o trabalhador não pode dizer nada. Se disser os míseros trocados que ganha para matar a fome e vegetar, deixaria de entrar todo mês na sua magra economia doméstica.

Enquanto isso, a caldeira social vai aumentando a temperatura e a pressão. O dia que explodir, todos perderão e podem perder tudo. Por que então não usarmos a inteligência que Deus nos deu aqui e agora??

Chamemos isso como bem quiserem: pacto social, acordo para o desenvolvimento, etc. Para tudo há uma solução quando há tempo para soluções negociadas. Na crise, na ruptura e em meio à batalha, aí, sim, já não haverá mais tempo.

A cooperação entre Estado, empresários e trabalhadores não só é possível, como viável. O Estado precisa acabar com a gula tributária e reduzir impostos, além de incentivar a livre iniciativa. O empresariado precisa de estabilidade, mercados, crédito acessível e barato (justo). O trabalhador deve receber o suficiente para poder comprar tudo aquilo que ele ajuda a produzir.

Se nos antecipássemos ao tempo e ao inevitável, evitaríamos muitos sofrimentos inúteis no futuro. Reflexão, meus amigos!

A influência nefasta da televisão

kid-watching-tvA tônica atual dos meios de comunicação é mostrar, em sua programação, principalmente novelas, a vitória da patifaria, o sucesso do mau mau-caratismo, a importância do vale tudo para progredir na vida.

A tese defendida por eles é que essa é a realidade social, é isso que a sociedade aprecia, e o papel da imprensa é mostrar essa realidade.

Mas, os ilustres proprietários e profissionais dos meios de comunicação, esquecem-se de que a sociedade brasileira não é constituída, em sua maioria, de patifes.

Muito ao contrário, a maioria da população é formada por pessoas de bem, trabalhadores, produtivos, e que adorariam ver bons exemplos na tela da televisão, para reforçar os ensinamentos de virtude e formação de caráter que, apesar de tudo, ainda tentam transmitir a seus filhos.

A televisão dissemina uma falsa ideia de que os valores éticos não existem mais, tratando na maioria das vezes, os casos episódicos, esporádicos, ocasionais, como se fossem a regra.

Muitos pensam que a maioria das pessoas não prestam, que não há vantagem alguma em ser honesto, que o estudo não é importante, que tudo é valido… Isso passa a ser sinônimo de moderno, e que tudo mais é anacrônico, é obsoleto, é careta…

Os pais não tem como exercer controle sobre as informações que os filhos recebem através da televisão, e o resultado é que estamos formando uma geração sem valores, perplexa, desorientada, desbalizada, sem referências, incapaz de discernir o certo do errado, porque toda essa nequicidade impura se mistura as ávidas mentes em formação, e pior, se mistura ao seu espírito.