O Anel dos Nibelungos

As Melhores Historias da Mitolologia Nordica anel-600Os Nibelungos são, na mitologia nórdica, um povo formado por anões.

Eles habitavam Niflheim, também chamada de Mistland, ou Terra das Neblinas.

Era em Niflheim, terra gelada e esquecida, onde moravam aqueles que não morreram em batalhas, juntamente com anões e gigantes, e onde se enterravam as raízes da gigantesca árvore YggDrasil.

Os Nibelungos eram possuidores de um místico anel, que dava ao seu portador poderes impressionantes.

Seu rei era Alberich, possuidor de uma mina escavada muito longe, por baixo das montanhas, e que roubou o tesouro das ninfas do Reno.

São habitantes do norte gelado de Niflheim, a que estava ligada uma maldição, que foi aplicada também aos Burgundos, que, por intermédio de Siegfried, se apoderaram deste tesouro.

O Anel do Nibelungo foi o nome dado por Richard Wagner para o conjunto das quatro óperas que compõem dramas musicais dessa saga da mitologia alemã:

  • O Ouro do Reno,
  • a Valquíria,
  • Siegfried,
  • e o Crepúsculo dos Deuses, também chamado de “tetralogia”.

Apenas Wagner explica a origem do Anel, pois na EDDA (nome dado a duas coletâneas distintas de textos do séc. XIII, encontradas na Islândia, e que permitiram iniciar o estudo e a compilação das histórias referentes aos deuses e heróis da mitologia nórdica e germânica), quando é mencionado pela primeira vez, já está na posse do gnomo Andwarn (Alberich).

Embora a lenda tenha surgido às margens do Reno, difundiu-se rapidamente entre os povos nórdicos, encontrando sua primeira forma escrita na Edda Poética. Wagner deu nomes próprios alemães aos heróis da saga dos nibelungos.

As fontes da mitologia germânica lhe mostraram Siegfried como homem, juvenil e belo, usando a linguagem do sentimento, nas inúmeras variações do verso aliterado.

Mas, ao invés de versosNibelungos longos da antiga versificação germânica, preferiu o verso curto, de duas ou três arsis, numa linguagem espontânea e bela que traduz com perfeição o vigoroso conteúdo da frase.

O tema do amor entre os irmãos Siegmund e Sieglinde foi tomado diretamente da “Voelsungsaga”; a figura do anão Mime, da “Thidreksaga, e os pormenores da morte do herói na floresta, do “Nibelungenlied”.

A maldição que, na Edda, é proferida pelo anão Andwar e, em Wagner, por Alberich, inicia o seu ciclo que somente findará quando o ouro retornar ao seu elemento primordial, não escapando ao seu fascínio nem Odin (Wotan).

Nos poemas édicos, a primeira vítima é o gigante Hreidmar, que morre transpassado pela espada do filho Fafnir; e, em Wagner, o gigante Fasolt, morto pelo irmão Fafner.

Siegfried e Brünnhilde, libertados da servidão dos deuses, puderam consumar a obra redentora, devolvendo o ouro à fonte primitiva, com a vitória das forças do bem; as águas do Reno inundam o palácio dos “Gibichungen”, e as náiades exultam de alegria recuperando o anel nefasto, no final do Crepúsculo dos Deuses.

WagnerNa obra “O Anel dos Nibelungos” podemos perceber grandiosíssimos ensinamentos gnósticos em meio à revitalização da mitologia nórdica, como por exemplo o descenso de Odin (ou Wotan) ao reino subterrâneo dos nibelungos, guiado por Loki (na ópera, “Loge”), para encontrar o  terrível Alberich.

E a luta de Siegfried para chegar ao topo da montanha em chamas para encontrar a valquíria Brunnhilde, que estava condenada a um eterno sono profundo. São simbolismos fantásticos muito bem entendidos à luz do conhecimento gnóstico contemporâneo.

É deverás ressaltar com inteira clareza meridiana que Wagner foi um autêntico iniciado e iluminado, pois em todas as suas óperas existe ciência, filosofia, arte e religião.

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