Ramayana

ramayana-sita-rama-featured-1200x1200O Ramayana (A viagem de Rama) um épico sânscrito atribuído ao poeta Valmiki (lendário sábio hindui), parte importante do cânon hindu (livros considerados pela religião hindu como inspiração divina), conta a história de um príncipe, Rama de Ayodhya, cuja esposa Sita é abduzida pelo demônio Ravana, rei de Lanka.

Na sua forma atual, o Ramayana de Valmiki data de 500 aC. a 100 aC., ou quase contemporâneo às versões mais antigas do Mahabharata.

O Ramayana contém os ensinamentos dos antigos sábios hindus e os apresenta através de alegorias na narrativa e a intercalação do filosófico e o devocional.

Os personagens de Rama, Sita, Lakshmana, Bharata, , Hanuman e Ravana (o vilão da peça) são todos fundamentais à consciência cultural da Índia.

O Ramayana de Valmiki é tradicionalmente dividido em sete livros, lidando com a vida de Rama do seu nascimento até a morte:

  • Bala Kanda, que detalha o nascimento miraculoso de Rama, a sua vida em Ayodhya, o seu assassínio dos demônios da floresta a pedido de Vishvamitra (sábio do período clásico védico) e o seu casamento com Sita
  • Ayodhya Kanda, em que Dasharatha (o pai de Rama) fica aflito com a sua promessa a Kaikeyi (rainha de Ayodhya e a mais jovem das 3 esposas de Dasharatha) e o começo do exílio de Rama
  • Aranya Kanda, que descreve a vida de Rama na floresta e a abdução de Sita por Ravana
  • Kishkindya Kanda, o reino dos Vanara (Deuses encarnados aliados de Rama no resgate de Sita e na destruição de Ravana) em que Rama faz amizade com Sugriva (rei dos Símios ) e o exército dos Vanaras começa a busca por Sita
  • Sundara Kanda, em que Hanuman viaja a Lanka, encontra Sita aprisionada lá e leva as boas notícias a Rama
  • Yuddha Kanda, que narra a guerra Rama-Ravana, o retorno do vitorioso Rama a Ayodhya e a sua coroação
  • Uttara Kanda, que detalha a vida de Rama e Sita após o seu retorno a Ayodhya, o banimento de Sita e como Sita e Rama passam para o próximo mundo.

lord-rama-QO88_lRama é o herói deste conto épico. Ele é retratado como uma encarnação do deus Vishu. Ele é o filho mais velho e favorito do rei de Ayodhya, Dasharatha.

Ele é um príncipe popular, adorado por todos.  Dasaratha, forçado por uma de suas esposas, Kaikeyi, comanda Rama a renunciar ao seu direito ao trono por quatorze anos e entrar em exílio por seu pai. Enquanto em exílio, Rama mata o rei demônio Ravana.  Sita é a esposa de Rama e a filha do rei Janaka.

Ela é a encarnação da deusa Laksmi (a esposa do deus Vishu). Sita é o epítome da pureza e das virtudes femininas. Ela segue o seu marido no exílio, e lá é abduzida por Ravana. Ela é aprisionada na ilha de Lanka por Ravana.

Rama a resgata matando o rei demônio Ravana.  Hanuman é um vanara que pertence ao reino de Kishkinda. Ele adora Rama e o ajuda a encontrar Sita indo ao reino de Lanka e cruzando o grande oceano.

Lakshmana, o irmão mais novo de Rama, escolheu entrar em exílio com ele. Ele passa o tempo protegendo Sita e Rama. Ele é enganado por Ravana e Maricha, acreditando que Rama estava em perigo enquanto Sita é abduzida.

Battle_at_Lanka,_RamayanaRavana, um rakshasa, é o rei de Lanka.

Ele recebeu um benefício de Brahma de que não seria morto nem por deuses, nem por demônios e nem por espíritos, após cumprir uma severa penitência de dez mil anos.

Ele também era o ser mais inteligente e erudito do seu tempo. Ele tem dez cabeças e vinte braços.

Após conseguir sua recompensa de Brahma, Ravana começa a devastar a terra e perturba as ações de bons brâmanes.

Rama nasce humano para matá-lo, superando assim o benefício dado por Brahma. Dasharatha é o rei de Ayodhya e pai de Rama.

Ele tem três rainhas, Kousalya, Sumitra e Kaikeyi, e três outros filhos, Bharata, Lakshmana e Shatrughna. Kaikeyi, a rainha favorita de Dasharatha, força-o a tornar seu filho Bharata legítimo e mandar Rama a um exílio. Dashatara morre de mágoa após Rama entrar em exílio.

Bharata é o segundo filho de Dasharata e quando ele descobre que a sua mãe Kaikeyi forçou Rama em exílio e fez com que Dasharata morresse de mágoa, ele corre para fora do palácio e vai à procura de Rama.

Quando Rama se recusa a quebrar o exílio para retornar à capital e assumir o trono, ele pede as sandálias de Rama e as coloca no trono. Bharata então comanda Ayodhya como representante de Rama.

Vishvamitra é o sábio que leva Rama à floresta com o propósito de derrotar os demônios que destróem os sacrifícios védicos (as sagradas escrituras do hinduísmo). Na volta, ele leva Rama a Mithila, onde Rama vê Sita e se apaixona por ela.

Rama, o herói do Ramayana, é uma divindade popular adorada pelos hindus, sendo a rota de sua viagem, a cada ano, percorrida por peregrinos devotos.

O poema não é um mero monumento literário, é uma parte do hinduismo, e é tido com tal reverência que o mero ato de ler ou ouvir pelos hindus leva-os para libertá-los do pecado e garantir todos os desejos do leitor ou ouvinte.

De acordo com a tradição hindu, Rama é uma encarnação do deus Vishu, que é parte da Trindade hindu (Brahma, Vishu e Shiva ou a criação, a conservação e a destruição).

O principal propósito da sua encarnação é demonstrar o caminho correto à vida na terra.

Valmiki_RamayanaNo seu Ramayana, Valmiki expressa a sua visão do código de conduta humano através do Rama: a vida é evanescente, e a abordagem hedonística (Doutrina que considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral) a ela não tem sentido.

Contudo, isso não deve permitir que alguém seja indiferente aos próprios desejos e deveres escritos nos textos antigos. Ele então adota a visão de que dharma é o que se proclama nos Vedas e deve ser seguido não por trazer dor ou prazer.

Fazer isso assegurará o bem-estar de alguém nesse e no próximo mundo. Em adição, Ramayana também reforça a necessidade de pensar antes de fazer promessas, porque, se alguém as fizer, deverá mantê-las, não importa o quão difícil seja.

Embora o próprio Rama declare que “ele não é mais que um homem”, e nunca diz ser um ser divino, Rama é considerado pelos hindus um dos mais importantes Avatares do deus Vishu e um homem ideal.

Valmiki retrata Rama não como um ser sobrenatural, mas como um humano com todas as falhas adicionais, que encontra dilemas morais mas que os supera simplesmente.

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