Ateísmo materialista

ateismoA natureza não dá saltos. Assim, o ponto nodular de Hegel não pode significar salto como interpretou Engels, um dos pais do materialismo ateu. Exemplificando: a água ao esquentar ou esfriar tem, na ebulição e congelamento, os pontos nodulares de passagem para um outro estado físico.

Na realidade, esses pontos de ebulição e congelamento representam mudanças ordenadas e metódicas. E toda mudança pode ser de cunho evolutivo ou involutivo. As transformações se realizam em bases exatas e matemáticas e todos os fenômenos estão correlacionados. A transformação recíproca e a mútua alimentação e intercâmbio de substâncias constituem a base da mesma transformação. Por exemplo, as ações de sensação são provocadas pelas ações de estímulo; estímulo e sensação estão intimamente associados.

Existem forças reprimidas e forças livres; devemos distinguir as forças libertadores das forças libertadas. Há uma grande diferença entre a libertação de uma força e sua transformação em outra. Quando uma força libera outra, a quantidade de força livre muda ordenadamente. A força livre de um estímulo libera as forças reprimidas de um nervo, e essa liberação de força reprimida se realiza em todos e em cada dos pontos do nervo. Assim, a linha nodular Hegeliana existe em toda a Creação, porém, não origina saltos instantâneos como dizem Marx e Engels.

A dialética materialista, que serve de base para a Ciência do Anticristo, está muito distante da crua realidade da vida. O mundo está precisando de uma nova dialética. Vejamos: os fenômenos vitais se transformam em outros fenômenos vitais, multiplicando-se até o infinito; podem também se transformar em fenômenos físicos, dando origem a toda uma série de múltiplas combinações mecânicas e químicas.

Os fenômenos psíquicos, por exemplo, são captados diretamente e possuem uma força potencial imensamente superior à que possuem os fenômenos mecânicos e físicos.

Conhecemos os fenômenos físicos através de nossos sentidos de percepção externa. Podemos ampliar nossa capacidade de percebê-los com aparelhos e instrumentos, como o microscópio, o telescópio e uma série de aparelhos que a Eletrônica já conseguiu fabricar. A Física admite oficialmente a existência de uma série de fenômenos físicos que não foram, ainda, devidamente demonstrados nem por observação nem por experiência. Exemplo: a temperatura zero absoluto.

Por outro lado, muitos fenômenos físicos não são percebidos diretamente e, na realidade, são meras projeções de causa de outros fenômenos ou de supostas causas de nossas sensações. Todo fenômeno físico que significa mudança, é realizado e realizável dentro da lei natural da seleção, e essa reduz a quantidade à qualidade dentro dos conceitos de tempo, espaço e movimento.

O grau de temperatura da água, ao esquentar ou esfriar, é a causa determinante do grau de coesão molecular. Logo, o grau de coesão molecular é a causa do gelo ou do vapor. Outro exemplo: a corrente de eletricidade que acende a lâmpada precisa de um mínimo de energia, porque todo metal tem seu grau de fusão, e todo líquido dentro de uma determinada pressão, seu ponto fixo de congelamento e evaporação. Porém, nisso tudo não existe acaso. A inteligência cósmica faz tudo de acordo com as leis do número, peso e medida.

Por que dizer tudo isso, deve estar se perguntando o leitor. É que estamos tentando demonstrar o quão vazia é nossa ciência e nossos homens de ciência na medida em que eles desconhecem certas sutilezas ou evidências da fenomenologia. Além do mais, cremos que é nosso dever ilustrar bem nossa base dialética para uma nova ciência e um novo homem.

A lei de seleção é básica em Química, em Física e noutras ciências. Se esse princípio estivesse excluído de e em toda mudança, qualquer homem de ciência, ao tentar fabricar Oxigênio, combinaria três átomos de O em vez de dois para formar uma molécula de O.

Nesse caso, inconscientemente, fabricaria Ozônio. Logo, antes de o cientista fabricar uma molécula de Oxigênio, já existia a lei que determina a quantidade de átomos de Oxigênio para fazer uma molécula da mesma substância. Isso quer dizer que o homem não pode excluir a lei de seleção natural.

Os fenômenos físicos estão em contínua transformação. O calor se transforma em luz, a pressão se transforma em movimento, o movimento se transforma em força mecânica, a força mecânica pode ser transformada em trabalho, o trabalho em criação de milhares de coisas, que, por sua vez, terão milhares de aplicações. Nós podemos produzir fenômenos físicos em laboratórios. Podemos, por exemplo, usar Carbono para fazer diamantes. Mas ainda não podemos produzir energia vital com a qual uma célula viva origina uma outra célula viva.

A Ciência ainda não conseguiu produzir protoplasma vivente. A Ciência ainda não pôde criar vida. Os cientistas, hoje, só podem trabalhar, em seus laboratórios, com as criações já existentes na Natureza, e muitas vezes, só a imitam, jamais a igualam. Exemplificando: os espermatozoides, com que as mulheres estéreis são inseminadas, não foram fabricados pelos cientistas. Porém o sonho desses homens é, um dia, produzir vida, criar uma espécie de Frankenstein cinematográfico.

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