Bens essenciais e supérfluos

consumo_conscienteO homem seria muito mais feliz e menos complicado se se dedicasse a inventar, produzir e a distribuir somente bens essenciais à vida, à saúde, ao conforto e à manutenção da sociedade como um todo. Porém, como se a vida não fosse suficientemente complicada, vazia e destituída de motivações reais, muitos se dedicam a tornar pior ainda o que já é ruim.

Muitos produtos, além de não serem necessários, são até prejudiciais. Bem verdade que a nossa ignorância é universal, fato que nos impede de reconhecer e de produzir o que é útil de fato, necessário e indispensável. Sempre existe um jeito de se fazer a coisa certa pelo meio certo com objetivos certos.

Mas reconhecer isso é muito difícil. Não temos mais a capacidade de ver o que é real e o que é supérfluo, o que é útil e o que é dispensável, o que faz bem e o que faz mal à saúde, à continuidade da espécie (humana), à natureza e assim sucessivamente.

Veja-se a situação dos EUA. É o país com maior número de casos de câncer, doenças do coração e outras enfermidades modernas. Ao mesmo tempo é o país que possui a ciência mais avançada do mundo e o maior controle sobre alimentos e remédios. Algo está errado aí. É preciso questionar  sua ciência, sua alimentação, seu modo de vida.

Percebamos que quanto mais coisas inúteis inventamos – e só o fazemos para ganhar dinheiro – mais complicada fica nossa situação como pessoas e civilização. Como dizem hoje os homens do marketing, tudo o que se faz vende, desde que tenha boa embalagem e se crie uma necessidade – ainda que essa necessidade exista apenas na cabeça dos criadores da campanha de publicidade.

Se o leitor se der ao trabalho de observar com olhos críticos tudo que é anunciado na televisão e nos meios de comunicação, perceberá o quanto tudo é enganoso, pois tudo objetiva levar as pessoas a consumir essas necessidades que são criadas artificialmente.

De forma alguma devemos negar ou se opor ao progresso, à criatividade, à modernização e à melhoria de vida como um todo. Sabemos que muitas coisas que o homem criou e descobriu melhoraram consideravelmente nossa vida. Referimo-nos aqui somente aos supérfluos, àquilo que, além de  dispensável, é até prejudicial.

Por exemplo, ainda que um refresco, desses que vem num envelope com enormes letras avisando que se trata de produto artificial, seja saboroso, gostoso e é fácil de fazer, a verdade é que são perigosos e nefastos à saúde. Mesmo os refrigerantes não são saudáveis. Qualquer médico naturista sabe muito bem; dados estatísticos existem em volumes suficientes para jamais um médico recomendar a ingestão dessas bebidas.

São os supérfluos que levam adolescentes a terem sérios e graves problemas de estômago, intestino e rins. Imagine, como será a terceira idade dessas criaturas habituadas a comer e beber porcarias. O homem preferiu e prefere o artificial ao natural e integral.

Enfim, o propósito aqui é convidar os interessados à reflexão, à observação de que, na medida que algumas coisas nos facilitam a vida, outras, em maior número, objetivam só a ganhar dinheiro, a escravizar as pessoas, tendo-as como simples máquinas de consumo.

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