O Latifúndio e a reforma agrária

eu-nao-quero-presenteA terra é de todos! Direito universal adulterado pela ganância dos mortais. O ápice da corrupção é alcançado com o estabelecimento de latifúndios improdutivos. Se a terra é um recurso natural, nada mais justo que seja de quem a trabalhe, de quem produz e de quem extrai benefícios para si, sua família e para todos.

Porém, só possuir a terra é pouco. É preciso que o Estado, em nome de todos e para todos, promova o inteligente e racional direcionamento  sobre o uso da terra. Cada país deve ter um plano agrícola bem estruturado que, além da produção, contemple a justiça social. Não é o caso de nosso país e outros mais. Infelizmente, a terra é instrumento de poder econômico, em lugar de meio de produção de alimentos dos quais tanto necessitamos.

Fala-se muito em reforma agrária. Porém, não se pode fazer reforma agrária e justiça social, como querem os agentes do comunismo, sejam eles  padres, camponeses, agitadores ou inocentes úteis, sem se respeitar o direito alheio. Além do mais, dar terra e não dar infraestrutura, é condenar o pequeno produtor a morrer de fome.

O respeito ao direito alheio é a paz. Logo, não se faz justiça social invadindo-se propriedades alheias. O Estado possui muita terra improdutiva que pode e deve ser repartida entre todos. Além do mais, há muita terra apossada por grupos familiares ou empresariais durante os últimos 20 ou 30 anos, sem que, até o momento, tenham sido aproveitadas como é devido.

Os planos agrícolas e as reformas agrárias não funcionam porque os políticos fracos, débeis e pusilânimes que são não querem fazer esse trabalho. Sabemos que um plano agrícola é complexo, mas não impossível de ser feito. Tudo, na vida, deve apenas ser encaminhado, direcionado, jamais impedido. Só as teses marxistas buscam criar barreiras à livre iniciativa. O papel do Estado é, justamente, o de direcionar, no sentido de fazer justiça e dar meios para se aumentar a produtividade.

O Brasil se tornou um dos maiores produtores agrícolas, e, sozinho, pode ser o celeiro do mundo como a China pode ser a fábrica do mundo. Mas, apesar de a agricultura ter avançado muito no Brasil, nem a miséria nem a pobreza de nosso país recuaram. Infelizmente, optou-se por um modelo de desenvolvimento agrícola concentrador de renda.

De que serve ministros aparecerem na TV anunciado sucessivos recordes de safra se continuamos morrendo de fome? Algo está muito errado em nosso modelo agrícola e/ou econômico. Algo precisa ser feito e com urgência urgentíssima. Ou a natureza o fará por sua conta. Isso é inevitável.

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