A Luta das classes

workersA luta de classes é um absurdo. Empresários e trabalhadores vivem de um mesmo empreendimento formando um todo, uma perfeita simbiose. Em questões trabalhistas muitas vezes a responsabilidade é do empresariado. Mas, também, muitas vezes, é do trabalhador.

Se somos pobres, queremos ser ricos; se somos ricos, queremos ser milionários. As vezes ganhamos bem, temos um ótimo salário mas queremos ganhar mais. Aí entra em jogo a disputa, a ambição, a ganância.

Se somos um empresário bem sucedido, e nossa riqueza já é grande, queremos acumular mais ainda. Enfim, ninguém se dá por satisfeito. Isso cria problemas.

Numa negociação, quando ambas as partes se apegam aos seus pontos de vistas, jamais o conflito será resolvido, e a paz e a produtividade jamais são alcançadas. Nesse caso, ambos perdem. Greve não é solução nem para o trabalhador nem para o empresário. Não é inteligente quebrar uma empresa, nem é inteligente pagar salário de fome ao trabalhador.

Os trabalhadores devem cooperar com a empresa em que trabalham e a empresa deve cooperar com seus empregados. O empregado deve ver as coisas do ponto de vista da empresa, e esta, do ponto de vista do empregado. A cooperação é uma atitude inteligente de ambas as partes, em que todos saem ganhando.

De um modo geral, os salários pagos pelas empresas, ainda que sejam maiores que um salário mínimo previsto e estabelecido pela lei, é muito baixo, especialmente quando se considera o valor dos bens, mercadorias e serviços que os trabalhadores produzem. Não é justo trabalhadores elaborarem produtos, bens e mercadorias que rendem milhões de dinheiros para a empresa e o Estado (em forma de impostos) e, em troca, ganharem apenas salários de fome.

Se há conflito nessa relação EMPRESA-ESTADO-TRABALHADOR é porque uma das partes está perdendo. Inteligente é reunir os três lados para negociar, até se chegar a uma relação onde todos saem satisfeitos. Mas, não é bem isso o que vemos em nosso país….

Cada função possui valor relativo. O trabalho humano, qualquer que seja, deve ter seu justo peso, estabelecido em valores dignos, que permitam viver decentemente.

Porém, é claro que sempre existe, independente de fatores de mercado, a valorização relativa de cada trabalho, levando-se em conta o tipo de energia humana empregado, grau de complexidade, base científica ou de conhecimentos, experiência anterior, etc.

Com isso tudo queremos dizer que dentro da justiça social, mesmo da caridade universal, existe a relatividade. Até o Mestre Jesus sabia disso. Explicou seu conteúdo através de uma parábola, na qual ensina as pessoas a responderem pelo que recebem. Ou seja: alguém que ganha três dinheiros terá que prestar contas sobre esse valor e jamais poderá ser comparado e cobrado com outro que tenha recebido cinco talentos. A lei divina cobra proporcionalmente ao que cada qual traz consigo de berço.

Suécia, Alemanha e Japão são um bom exemplo do que queremos aqui dizer. Nesses países a diferença entre as altas e baixas funções e os altos e baixos salários não são tão gritantes como nos países de terceiro mundo. E todos podem viver materialmente muito bem.

Ligado ao trabalho e à remuneração há um outro fator a ser apresentado que trata do trabalho do menor, da mulher e da terceira idade. De um modo geral, todos os sistemas sociais são muito injustos com esses. O menor é protegido por leis atrasadas, que o impedem de trabalhar e quando trabalha, ganha pouco e não tem amparo; a mulher, embora produzindo bens, serviços, mercadorias e ombreando com o homem, não recebe a mesma remuneração.

Por fim, aqueles que ultrapassam a faixa dos 40, são desprezados por grande número de empresas. Perdem essas empresas a experiência dos mais velhos. É evidente também que há os vícios dos mais velhos, mas, o preconceito em relação à idade sempre é muito prejudicial para todos. Por fim, o ser humano não é um produto descartável, desses que se usa enquanto é novo e depois se joga fora.

Não há nem na história nem no universo um só e único exemplo de continuidade e sobrevivência de alguma cultura ou civilização que praticasse a iniquidade humana, o desprezo ou a subestimação do valor da vida. A vida, seja qual for a forma como se expressa, traz em si direitos e valores inalienáveis e transcendentes que, hoje, nem governos, nem empresas nem legisladores conseguem captar ou considerar. Por isso mesmo, suas iniciativas nascem condenadas já a vida curta e ao fracasso. E quando isso não é feito pela inteligência, a própria vida e suas leis não escritas, mas imanentes, o fazem pela força.

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