A ciência exata e absoluta da natureza

magiaComo a Magia é a mais profanada de todas as ciências antigas, torna-se necessário, desde o início, transmitir rapidamente o que é e o que não é Magia. O termo “Magia” vem, segundo alguns autores, do antigo termo persa magh, de onde originou-se a forma latina magnum, que significa “grande”. Em si mesma, a Magia, contém toda a Kabala, a Alquimia e a sabedoria dos 22 arcanos maiores do Tarô.

Dado o caráter científico, cultural e educacional, é natural, aos interessados, estudar e pesquisar os grandes temas, do presente e do passado, de forma inter e transdisciplinar. Dentro da Gnose, ou conhecimento verdadeiro, não há espaço para especulações, mesmo quando se trata de assuntos que, aos olhos do público, se apresentem como polêmicos ou supostos.

Os verdadeiros gnósticos não abrigam nem acobertam farsantes, vigaristas, mistificadores ou impostores. Pelo contrário: busca desmascará-los, para ajudar a sociedade a livrar-se desse mal secular. Tampouco buscam os gnósticos formar legiões de seguidores, crentes ou escravos de conhecimentos, conceitos ou sistemas doutrinários, de qualquer tipo ou natureza. O principal objetivo dos gnósticos atuais é o de ajudar pessoas sérias e responsáveis a encontrar e a fazer o seu próprio sistema e o seu próprio CAMINHO.

Essa é a proposta essencial do gnosticismo atual. Ensinar as pessoas a andarem com suas próprias pernas e a se libertarem das ideias alheias para que um dia, tendo desenvolvido e encarnado seu próprio Ser, passem a pensar com suas próprias ideias.

— Por que dizemos tudo isso?

É que, mesmo nos dias atuais, há ainda quem confunda Magia e Gnose com prestidigitação, alucinação, bruxaria, feitiçaria, invocações de mortos, espiritismo, etc. Magia não é o que os ignorantes – letrados ou iletrados – querem que ela seja. Magia é a ciência exata e absoluta da natureza, suas leis e seus fenômenos. Magia é a mesma Gnose dos antigos magos — como aqueles reis magos que vieram adorar o Menino Deus, em Belém. Magia foi a ciência de Abraão, Orfeu, Confúcio, Zoroastro, Moisés, Jesus e muitos outros.

Pode soar estranha a afirmação que Magia é a ciência absoluta, a ciência suprema da natureza. Lamentavelmente, ao longo da história humana, a Magia foi profanada. Os próprios gnósticos de 2 mil anos atrás caíram nesse erro, ainda que imbuídos da nobre e correta intenção de preservar a pureza do cristianismo dos primeiros 300 anos de nossa era. Nesse afã, acabaram entregando ao vulgo ignorante parte dos excelsos segredos dos antigos hierofantes e sacerdotes-magos e, por isso, acabaram sendo massacrados pela nascente igreja clerical de Roma, quando esta uniu-se ao poder temporal do império.

Para os ignorantes crentes religiosos e dogmáticos dos tempos atuais, Magia é a ciência do diabo. Evidente que, como ciência, a Magia tanto se presta à luz quanto à sombra. Há pombas e serpentes. Portanto, o homem pode escolher a natureza do seu caráter, do seu trabalho de sua religião, de suas crenças e de sua vida.

A Magia faz-se possível devido à existência de um agente natural, uma força, um fluido — não totalmente desconhecido pela ciência e pelas religiões. Graças a esse elemento universal, onipresente e onipenetrante, os sistemas nervosos de todas as criaturas se conectam ou estão conectados entre si, podendo se comunicar instantaneamente. É por isso que, ao olharmos uma pessoa, “sabemos” se ela é simpática, boa, acessível ou afim. Daí a origem das paixões, sonhos, simpatias, antipatias, atrações magnéticas, amores, amizades e tudo mais. Todos estamos ligados simbioticamente com todos pelo Espírito Universal.

Os antigos hebreus denominavam essa força de od. Os alquimistas medievais e os antigos cabalistas chamavam-na de luz astral. Hoje, muitos psicólogos a conhecem como orgônio. A energia elétrica, que torna incandescente o terminal de uma lâmpada, é, igualmente, mais uma forma desse mesmíssimo agente universal. Só que o homem moderno pouco sabe sobre a natureza da eletricidade.

A luz astral atrai, magnetiza, repele, vivifica, mata, coagula, destrói, une, separa, quebra, reúne, ilumina ou apaga tudo e todas as coisas sob o comando de uma vontade poderosa. A força ódica, em si mesma, é neutra e cega. Por enquanto, só os verdadeiros Magos a dominam [e praticamente já não existem magos brancos em nosso mundo]. No futuro, e ainda na Era de Aquário, por algum tempo, os cientistas se valerão dessa força para proporcionar uma vida nova, melhor e diferente, mas isso será possível quando Magia e Religião voltarem a formar um só todo – após o homem houver eliminado de si o egoísmo.

Quando o cérebro congestiona-se ou se sobrecarrega de luz astral, ocorre um fenômeno especial. Os olhos, em lugar de enxergarem para fora, veem para dentro; faz-se noite no exterior e dia no interior. Isso explica, em certos casos de transe e de loucura, o fenômeno dos olhos revirados… Visões, alucinações, loucura, êxtase, fé, tudo está assentado num mesmo princípio: excesso de luz astral na cabeça. Na maioria dos casos, esse acontecimento está bem distante do que chamamos aqui de Magia Branca.

Samael Aun Weor diz que “para o sábio, imaginar é ver”. Pela analogia dos contrários, temos: “Ver é imaginar”. Mas, que não se confunda aqui “imaginar” com “fantasiar”. A imaginação só é possível para uma mente vazia. As mentes cheias de egos, desejos, pensamentos, conceitos só conhecem a fantasia.

Cada pessoa tem sua própria maneira de perceber as coisas. Mas, isso não modifica nem interfere na realidade dos fenômenos que se apresentam aos olhos de quem opera com Magia. Porém, ai daquele que se deixa embriagar pela luz astral. Assemelhar-se-á ao enamorado, que só vê perfeições no ser ou objeto amado. Passada a euforia da embriagues, restarão apenas recordações e decepções…

Saber empregar a força ódica é jamais se deixar invadir ou ser tomado por ela. É cavalgar o tigre, como diz um aforismo oriental. É pisar a cabeça da serpente, mostram antigos quadros místicos. É dominar o dragão, mostra São Miguel Arcanjo.

A força ódica, a luz astral, o magnetismo, o orgônio, a eletricidade, o espírito universal é a vara de condão, o bastão mágico, a varinha das fadas que a tudo transforma com um simples toque. Evidente que todas essas coisas são para os Iniciados, para os Eleitos, para os Magos verdadeiros. Os aventureiros, imprudentes e curiosos, ignorando a ciência e o poder da Magia, cedo ou tarde, caem vítimas da embriagues astral, e acabam seus dias nalgum manicômio.

A magia é muito exigente, por isso mesmo, poucos são os magos brancos.

Desde a queda ou profanação da Magia, ocorrida há milhares de anos, até nossos dias, ela vem sendo encarada e tratada preconceituosamente. Decaiu tanto que, de ciência absoluta e suprema da natureza, converteu-se em motivo de risos, brincadeiras e curiosidade intelectual que ensejou a publicação de dezenas de livros especulativos.

Magia foi a primeira ciência que o homem conheceu em toda sua história de 18 milhões de anos de existência física neste cenário terrestre. A Magia é origem e síntese, ao mesmo tempo, da Filosofia, da Ciência, das Religiões e da Arte. Por ser ciência divina, originada diretamente de Deus ou dos Deuses, também desdobra-se para chegar até o homem.

É interessante registrar que, o que atrai o vulgo para a Magia, é a possibilidade de, através dessa ciência, satisfazer suas paixões, ou então, multiplicar por 10, 100 ou 1000 o grau de satisfação e prazer ao satisfazê-las.

Esse mesmo fenômeno tem sido, também, a causa secreta da queda de magos e sacerdotes em todos os tempos. É deveras difícil ser guardião de tamanhos tesouros e, ao mesmo tempo, estar submetido à estoica disciplina de desfrutá-los com parcimônia e equilíbrio.

Observemos algo interessante: os gananciosos aproximam-se da Magia com o intuito de ter dinheiro e aumentar sua fortuna; os vaidosos, porque terão na Magia algo para exibir aos vizinhos e amigos; os luxuriosos, porque poderão aumentar seu magnetismo sexual e, consequentemente, terão maior poder de sedução; os políticos, porque poderão influir sobre a vontade de seus adversários e sobre o psiquismo de seus eleitores; os espiritualistas, para deixarem de sofrer ou porque ambicionam Deus ou cobiçam poderes secretos.

— Se assim são as coisas, de que serve a Magia, podem perguntar-se alguns?

Ressalta Eliphas Levi: “O que responderia o camponês se seu burro lhe perguntasse para que serve a inteligência? E o que responderia Hércules se um pigmeu lhe perguntasse para que serve a força?”. E acrescentamos nós: O que respondeu Jesus aos que lhe propunham que descesse da cruz para provar que era Deus? O que fez Buda quando lhe perguntaram o que é a Verdade?

Em mãos ignorantes — não importa se de letrados ou analfabetos — a Magia não tem utilidade alguma. O mesmo aplica-se aos gananciosos, ambiciosos, luxuriosos, iracundos, gulosos, vaidosos, preguiçosos, medrosos, etc. Por isso, Magia é uma ciência para Iniciados, para Adeptos. Os Iniciados são buscadores que sabem que, para chegar à Verdade, precisam, antes, realizar a perfeição psicológica e espiritual dentro de si mesmos e que, portanto, estão dispostos a pagar o preço que for preciso.

As origens da magia

Alegoricamente, no livro apócrifo de Enoque, está escrito que a Magia foi ensinada pelos anjos que se deixaram cair do céu para amar as filhas dos homens. Segundo Eliphas Levi, os filhos do céu são os Iniciados, os Magos, os sacerdotes antigos, os detentores dos segredos da Alta Ciência.

Os filhos do céu, seduzidos ou embriagados pelas forças magnéticas da natureza, concentradas nas filhas dos homens, acabaram, pela primeira vez, numa época muito distante da atual, trocando seu cetro de poder pelo Osso de Onfale ou seus segredos mais poderosos pelos feitiços, pelas paixões humanas.

Vale dizer que a volúpia, a paixão, a força cega (ódica) de Eros destronou os brilhantes filhos dos céus nos primórdios da humanidade terrestre. Tanto Adão quanto os magos foram seduzidos pela mesma serpente que até nossos dias atrai e ilude ricos e pobres, crentes e descrentes, santos e depravados.

Para se chegar à Alta Magia é preciso escalar, cuidadosamente, o tronco da Árvore da Vida e o tronco da Árvore do Bem e do Mal [a Árvore do Ser, percorrer o Caminho da Autorrealização].

Moisés, Davi, Salomão, Krishna, Buda, Pitágoras, Platão, Jesus, Maomé, todos tiraram dessas duas árvores cabalísticas seus poderes e cetros de reis, sacerdotes, magos, profetas ou, simplesmente, grandes seres. Portanto, é a Magia ou Alta Ciência destinada aos homens e mulheres que chegaram ao domínio da vontade, da imaginação e das paixões e fraquezas humanas. Há que se ter sempre em mente que a casta natureza não entrega as chaves da sua câmara nupcial aos adúlteros e fornicários.

Em Magia, existem apenas duas categorias de pessoas: senhores e escravos. Todos nascemos escravos de necessidades. Hoje, mais que no passado, novas necessidades foram e estão sendo inventadas e mantidas por um aparato publicitário, sustentado pela indústria do consumo, a serviço do Anticristo. É possível a libertação dessas necessidades… Em Magia, isso é indispensável, porque não há como nivelar senhores e escravos em nome de um falso conceito político ou religioso de igualdade e fraternidade.

A inteligência deve governar e o instinto obedecer. Está escrito, no gigantesco livro aberto da natureza, que são os homens livres que devem governar e conduzir os escravos. Isso não quer dizer, de forma alguma, que os escravos sempre serão escravos. Ou que os senhores devem fazer e manter sistemas de escravidão como muitos acreditam, fizeram e querem fazer crer.

Pelo contrário: os escravos estão sendo chamados, permanentemente, a se libertarem. Contudo, não entendem a liberdade, não querem a liberdade. Sonham com uma liberdade feita à sua imagem e extensão, onde tudo, hedonisticamente, é possível e legítimo, acima e além de todas as leis que criaram e mantêm o universo.

A liberdade, por conseguinte, não consiste em legalizar ou autorizar a prática de vícios, prazeres, paixões ou cultos hedonísticos. Isso seria a pior e a mais perversa de todas as tiranias. A liberdade é um estado de consciência que consiste em obedecer, voluntariamente, às leis que geram e sustentam a vida.

São as paixões e apegos individuais que levam à existência e ao estabelecimento de leis, governos e sistemas conduzidos por homens livres. São os escravos, em última análise, que fazem necessária a existência de senhores — e não o contrário. Compreende-se aqui, então, por que os poderes da Alta Ciência não podem e nem são entregues aos ambiciosos, gananciosos, cúpidos, intrigantes, caluniadores, etc.

A Atlântida afundou porque seus sacerdotes prostituíram a Magia. A atual civilização também já se condenou ao desaparecimento, primeiro porque profanou os Mistérios e, depois, porque deixou de seguir seus preceitos. Não existe retrato mais vivo e candente da inversão de princípios que o da civilização atual. Hoje, são os escravos que governam e fazem as leis. A consequência disso, dessa inversão de papéis, é o caos social, fruto da tirania econômica e política e de um perverso desnivelamento de valores, bens e riquezas que Deus e a natureza nos dão.

Nem Deus nem a natureza geram reis e escravos. Todos nascem para trabalhar; todos nascem operários (maçons) da Grande Obra do Creador. Contudo, há operários que se negam a trabalhar. Mesmo assim, o Grande Arquiteto do Universo respeita o livre arbítrio. Mas, para manter a ordem e poder respeitar o livre arbítrio dessas criaturas, que preferem não trabalhar na Grande Obra, são estabelecidas leis e sistemas. Ou seja: a decisão do homem de não colaborar com o Plano Divino levou Deus a estabelecer a Hierarquia para que as Leis pudessem ser aplicadas.

Deveriam aprender, os governantes e políticos do mundo inteiro, que só dentro da Hierarquia pode haver Liberdade, Igualdade e Fraternidade, Hierarquia essa que só pode existir dentro dos valores da Consciência, da Alma, do Ser e não do Intelecto, ou da Personalidade, ou do Ego.

Por tudo isso, por toda a realidade escondida atrás dessas palavras, é que se pode afirmar que, entregar os segredos da Magia ao povo ignorante, é o mesmo que expor a nudez paterna à curiosidade dos estranhos — como relata a Bíblia na passagem referente a Noé. O próprio Mestre Jesus alertava seus discípulos com estas palavras: “Não lanceis vossas palavras aos porcos, para que eles não as pisoteiem, e, voltando-se contra vós, não vos devorem”.

Simbologia e fenomenologia

Zoroastro, Thoth, Hermes, Enoque e inúmeros outros personagens que se imortalizaram ao longo dos séculos, necessariamente não tiveram existência real. Em Magia e Kabala, por exemplo, nomes e personagens quase sempre são simbólicos e axiomáticos.

Isso não invalida, ao mesmo tempo, a realidade histórica desses mesmos personagens. Veja-se o caso do Cristo. Existiu e existe o Cristo histórico, o Cristo Cósmico e o Cristo mítico ou simbólico, sem se esquecer, evidentemente, o Cristo Interno e individual de cada um. Porém, uma coisa é o Cristo é outra, bem diferente, é Jesus, Yesua, Yeshua, Jeoshua.

Quando se faz estudos comparativos de religiões e teogonias religiosas, percebe-se a constância e a repetição de nomes ou valores. É como se todos os cultos, religiões e ritos fossem — como de fato são — ondas sucessivas oriundas de um mesmo, único e primeiro centro: Deus. Portanto, não há Magia sem Deus.

A palavra Deus, reconhecemos, está desgastada. Mas, não importa. Troquemo-la por expressões como “universo”, “vida”, “natureza”, “primum mobile”, “primeiro instante”, etc. etc. Não importam os nomes. Todos são meros conceitos ou palavras para exprimir uma determinada realidade, a qual, mesmo em laboratório, não pode ser provada (hoje em dia). Mas, ao mesmo tempo, é tão demonstrável e tão empírica quanto qualquer outra experimentação ou demonstração científica. A única e irrefutável prova é aquela estabelecida diretamente pela nossa inteligência, ou seja, a comprovação.

O culto ao fogo, criado e estabelecido por Ram ou Rama, o Sétimo Avatar de Vishnu, há cerca de 6 mil anos, reverenciava o Logos Solar. Esse mesmo culto, ao degenerar-se, ao cair, deixou de cultuar e reverenciar o ente divino. Pior que isso: distanciou-se de tal modo de sua origem e finalidade que se transformou em sacrifícios humanos e imolações de crianças e virgens. Onde está o erro: na Magia ou na ignorância?

Numa Pompilho, o autêntico fundador de Roma, estudou e foi iniciado nos Mistérios da Magia. Dizem antigas tradições que Numa possuía o poder de formar e dirigir o raio. Outros, tentando a mesma proeza, acabaram morrendo, por não saberem como dirigir a descarga elétrica. A própria Arca da Aliança é tida por muitos, até hoje, como um poderoso gerador de eletricidade. Sabe-se, com segurança, que os antigos conheciam a eletricidade, especialmente certos aspectos da eletricidade, que a atual civilização, com sua ciência, ainda não conseguiu descobrir e dominar.

Dentre outros antigos símbolos da Alta Ciência estão o leão e a serpente. A “ciência do fogo” era – e ainda é – o Grande Arcano dos Magos. Há muitas ilustrações antigas mostrando homens dominando leões e segurando serpentes. O leão representa o fogo celeste enquanto que as serpentes representam as correntes elétricas e magnéticas da Terra (e do homem).

Toda a Magia Hermética, todo o ocultismo autêntico está assentado no axioma do “governo do fogo”. Não há, nem pode haver, mago verdadeiro que não tenha, antes, se apossado da Tocha dos Deuses.

No tempo de Zoroastro, e das grandes cidades de Nínive, Babilônia, Assíria e outras, foram erigidos os maiores monumentos de nossa história. Nessas cidades, o templo e o palácio do rei se sobressaíam das demais construções. Isso significa que, nos tempos áureos da humanidade, realeza e sacerdócio formam uma dualidade inseparável.

A civilização cristã tentou copiar esse modelo, porém, não conhecendo os segredos da Alta Ciência, desprezados pelos primeiros padres da Igreja, enveredou pelos perigosos e traiçoeiros caminhos da ambição e da ostentação material, tendo começado ali mesmo sua involução como forma religiosa.

Voltando ao tempo áureo da Magia, do sacerdócio e da realeza, naquela época, os templos, sob a vontade dos magos-sacerdotes, cobriam-se de nuvens, relâmpagos, luz ou trevas. Relatam antigas tradições que as lâmpadas acendiam-se por si mesmas, os Deuses tornavam-se visíveis e infeliz daquele que atraísse sobre si a maldição dos Iniciados. Hoje, isso só ocorre em alguns templos muito secretos e inacessíveis.

O templo protegia o palácio, e, os exércitos do rei, combatiam a favor da religião dos magos. Nessa época, o rei era sagrado; de fato, era o governante divino na Terra, de cuja lembrança ancestral ainda hoje encontram-se fragmentos (superstições) em certas monarquias. Vem daí, por exemplo, o costume de os súditos se prostrarem à passagem do rei e da rainha… [algo que se torna totalmente ridículo quando o rei ou a rainha são criaturas humanas comuns e correntes].

O poder dos magos era tão grande nesses tempos áureos que todo aquele que intentasse passar os limites do palácio real, sem permissão, caía fulminado. Não pelo gládio ou lança, mas por mãos invisíveis, pelo raio ou pelo fogo do céu. “Que religião! Que poder!”, exclama um admirado Eliphas Levi.

Nemrod! Semíramis! Quem nunca ouviu estes nomes? Não há dúvida: há muitos mistérios enterrados nos túmulos das nações… Em Aquário, voltaremos a viver, novamente, esses tempos gloriosos da Magia Branca. Para isso, as religiões de hoje cederão lugar, gradativamente, para uma espiritualidade universal. Depois, no futuro, os magos aquarianos conquistarão, mais uma vez, suas espadas e seus cetros de poder, para voltar a governar o mundo com justiça, poder e sabedoria. Então, não mais teremos políticos corruptos, nem juízes compráveis, nem polícias que perseguem e encarceram apenas os pequenos e desprotegidos. Haverá, então, um novo modelo de Estado a guiar povos e nações…

Magia é uma ciência da qual ninguém pode abusar sem perdê-la e sem perder-se. Os soberanos e sacerdotes do mundo antigo eram grandes demais para não se arruinarem caso viessem a cair. Acabaram tomados de soberba, tornaram-se orgulhosos e caíram. Recorde-se aqui a lenda da Torre de Babel.

Nessa época, os homens (magos) orgulhosos de sua força e sabedoria, decidiram construir uma torre que ligasse a terra ao céu; foram fulminados porque a criatura jamais se igualará ao Creador… Hoje, a ambição humana voltou a erigir a Torre de Babel (programas espaciais), mas, igualmente fracassará porque o espaço é sagrado e não pode ser contaminado pelas degenerações humanas que tem a Mamon como seu único Deus.

A grande época mágica da Caldéia é anterior ao reino de Semíramis. No tempo de Semíramis, a religião já estava decaindo, transformando-se em idolatria. O culto à Astartéia substituía o da Vênus celeste, e a realeza começava a fazer-se adorar sob diferentes nomes. Semíramis colocou, então, a religião a serviço da política e das campanhas militares; substituiu os velhos templos por grandiosos monumentos. Dessa forma, o sacerdócio fazia-se cada vez menor que o império. À medida que o império ruía, esmagava o sacerdócio, e desse tempo até nossos dias, fomos mergulhando mais e mais na Idade de Ferro. E até hoje, amargamos as consequências de antigas opções…

Percebe-se, então, que o poder oferecido ou escondido na Magia vai muito além do que supõem as pessoas. Não se trata de simples realização de rituais, energias, seres, deuses, devas ou invocações e usos de símbolos e perfumes. É tudo isso ao mesmo tempo e muito mais, operados e conduzidos pela vontade, poder, sabedoria e soberania do Mago.

Aqueles que aspiram a Alta Ciência, têm em Zoroastro as seguintes orientações:

  • É preciso estudar e conhecer as leis misteriosas do equilíbrio que submete ao império do bem até as potências do mal.
  • É preciso purificar o corpo e a alma pelas provações, lutas e vencer os fantasmas da alucinação e do medo.
  • É preciso ter vencido os vícios, paixões e limitações pessoais.

Quando caiu Babilônia terminou o tempo da Magia pura, da Magia em si mesma, e tinha início a época Kabalística. Abraão, saindo da Caldéia, levou consigo os Mistérios da Magia, dando início, assim, à segunda ciência, à segunda face da Magia: a Kabala, extraordinário tema que abordaremos em Posts futuros.

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