O lado oculto das religiões

MithrasTratemos agora o lado oculto propriamente dito das religiões: os Mistérios. Eles são tantos e tão numerosos que, sobre cada um, seria preciso mais do que um livro para dissecá-los. Entretanto, essa tarefa não é nossa.

Limitamo-nos a preparar a mente do estudante, do buscador, para o advento de uma Nova Ciência ou um novo conhecimento em sua vida. Conhecidos os Mistérios, poderemos, depois, falar da Senda da Iniciação e do segundo nascimento.

Para o momento, poucos foram (e são), ao longo do tempo e da história, as pessoas que tiveram acesso aos Mistérios. Isso não quer dizer que as Escolas Iniciáticas, ou as Escolas de Mistérios Maiores, são, em si e por si mesmas, elitistas. Pelo contrário. Sempre estiveram abertas para acolher e receber a todos, indistintamente.

Porém, a natureza do seu trabalho e o rigor de seus testes são definitivos e irrecorríveis na hora da seleção dos candidatos à Iniciação, o que demonstra que poucos, bem poucos, são aqueles que se encontram preparados para entrar na Escola Superior dos Estudos Espirituais.

Muitas vezes, somos compelidos a prejulgar, nos tempos modernos, que as Iniciações ou o Caminho Iniciático são incondizentes com o trabalho de um empresário, de um executivo, de um banqueiro, de um operário de fábrica ou de um auxiliar de escritório como se suas matérias ou ensinamentos fossem extemporâneos ou absurdamente fora do contexto da civilização tecnológica do mundo moderno.

Na realidade, esse trabalho, um dos mais importantes do gnosticismo moderno, consiste, justamente, em levar esse conhecimento e essa disciplina a todas as pessoas, indistintamente. Até mesmo porque muitos escravos de antigos impérios hoje ocupam altos postos na sociedade humana, e muitos faraós e imperadores da antiguidade amargam a condição que um dia impuseram aos seus pobres vencidos.

Através do conteúdo destes arcanos, bem poderá avaliar o leitor o quão profundas são as matérias e os estudos e atividades dos círculos mais avançados da Nova Gnose ou dos Sagrados Mistérios que sempre alimentaram a humanidade com conhecimentos transcendentais.

Os mistérios no Egito

Os sacerdotes egípcios possuíam os Mistérios Internos, os quais eram ensinados nos templos de Mênfis. Os Iniciadores egípcios sabiam e praticavam a Iniciação nos Mistérios de Ísis e de Osíris, os quais remontam a mais de 3.000 anos a.C. (ou quase 6 mil anos do nosso tempo). Sua Ciência possuía dois aspectos: o lado oculto da reencarnação e o conhecimento do homem.

A Iniciação egípcia era dividida em Mistérios Maiores e Mistérios Menores. Os Mistérios Menores eram públicos, de cunho religioso, preparatório. Os Mistérios Maiores eram de caráter científico e secreto. Quando os Altos Iniciados reuniram em seu Colégio todas as Artes e todas as Ciências de todas as Idades, dividiram então a Iniciação em sete graus.

No Alto Egito, os Iniciadores exerciam uma espécie de soberania e privilégio sobre os reinos de Mênfis, This e outros. Esses sacerdotes egípcios reservaram as Luzes para um pequeno número de Adeptos escolhidos e julgavam que, dessa forma, agiam em benefício geral.

Para falar a verdade, eles não estavam equivocados porque a sociedade imoral utiliza a Gnose ou conhecimento como uma arma perigosa para matar e ferir, e ao mesmo tempo que o faz acaba ferindo-se, como acontece atualmente. Nada de novo debaixo do Sol! A Verdade só pode ser ensinada à gente preparada.

Os sacerdotes egípcios praticavam os Mistérios e seus ritos mais em favor dos povos do que deles mesmos. Os antigos sacerdotes dessa terra, sem dar a Ciência a todo mundo, ditavam leis para o bem-estar do povo, enquanto que, atualmente, a ciência, despojada de religiosidade, está para todos e, nossos legisladores, também divorciados dos aspectos transcendentais, ditam nossas leis com interesses pessoais muito bem calculados.

Nos Mistérios, reis e legisladores, sábios e poderosos eram ensinados nos profundos Conhecimentos Sagrados. E os egípcios, como os gregos e outros povos antigos, só viveram e conheceram a Época de Ouro enquanto eram governados por faraós e governantes Iniciados ou versados na Sabedoria Oculta que era ensinada nos Colégios Iniciáticos.

Osíris e Ísis são os pais de todos os Mistérios. Todos os Deuses são substitutos desses dois e de seu filho Hórus. Ísis é Maia, Maria, Matéria, Mãe, tanto da humanidade quanto do homem. Hórus é o filho, o Logos, o Verbo, o Cristo, o Filho de Maria. Hórus é o símbolo da Luz que diz: “Eu Sou a Luz do mundo, e o que vem a Mim, não anda em trevas. Eu Sou o que o Creador é”. Por Ísis, somos mortais, mas também por Ela poderemos atingir a imortalidade.

Em Ísis-matéria dorme a Luz divina do espírito, mas o Fogo Creador nunca pode ser extinto. Em todas as religiões os Mistérios repetem-se. Na religião hindu, vemos que Shiva mutila Brahama como Tifon fez com Osíris, e o javali com Adônis. Osíris, que é o fogo creador divino, na matéria foi adorado através do Sol e conhecido sob diferentes nomes: Mitra, Brahama, Adônis, Apolo, Odin, Hu e muitos outros.

Entretanto, se o povo tomou o sol físico por Deus, em lugar de sentir Deus pelo fogo e pela luz divina que está em cada Ser, a culpa não foi dos Iniciados. Estes sempre ensinaram que o Sol, doador de vida, não era senão o símbolo da força creadora universal.

A Mitologia contém em si toda a verdade religiosa. A religião não é Mitologia, porém, o contrário: a Mitologia é Religião. Mais ainda: o Mito contém o summum da Religião.

Quantos cristãos já se deram ao trabalho de pesquisar o invólucro do Mito, para aí encontrar o Mistério? Poucos! porque ninguém suspeitou ainda que a Verdade do Mito está no Mistério.

Que terrível realidade — vista como um verdadeiro absurdo, um horror para a mentalidade atual, supostamente esclarecida, mas terrivelmente petrificada por dogmas há muito tempo apartados do círculo interno, onde tudo isso é a mais terrível realidade da vida, que só o Mito explica — e esconde ao mesmo tempo.

Guarde bem esse quadro, ó leitor, ó estudante! Em breve, Num próximo arcano a realidade desses Mitos serão postas diante de teus espantados olhos!

Os mistérios dos Magos

Os sábios persas, muitos séculos antes da vulgarização ou da profanação dos Mistérios, formaram uma sociedade iniciática: o Colégio dos Magos.

Mago é uma palavra proveniente de Magh, e quer dizer grande ou sabedoria. O Colégio dos Magos tinha por objetivo conservar os vestígios de Magh e formar um dogma religioso para conter a força bruta dos primeiros homens. Foi essa sociedade que deu origem aos símbolos, os quais podiam ser divulgados sem perigo algum, uma vez que só eram entendidos pelos que tinham as chaves ou os códigos de interpretação.

Para os Magos, Deus é inefável e incompreensível. Por isso mesmo, acreditavam eles, era necessário dar às massas dois emblemas representando Deus: o Sol e a Natureza. O primeiro era considerado como retrato divino, ou como sua obra mais bela. O segundo era tido como expressão da sua vontade, que era como o código das leis que regem o universo.

Com o passar do tempo, esses símbolos foram deturpados pela ignorância e pelo fanatismo, em fábulas ou mitos populares.

Exatamente isso deu origem a Deus sob diferentes nomes como Mitra, Osíris, Baco, Chamos, Apolo, Minos, etc. e à grande Deusa Prakriti, Ísis, Vênus, Diana, Vesta, Ceres, Maia, Cibele, etc. Esta é a Magia, também denominada Ciência Oculta, com a qual os sábios explicavam os fenômenos naturais nos quais não há nenhum milagre ou presença sobrenatural.

Até nossos dias (diríamos “principalmente em nossos dias”) há a idéia generalizada de que os milagres são prodígios de forças sobrenaturais, quando, tanto o dito “sobrenatural” quanto o natural são uma única e mesma coisa.

Dentre outros aspectos, que abordaremos no próximo arcano, é preciso saber que:

  • Os Magos tinham e têm as chaves dos Mistérios antigos e modernos.
  • Existem dois tipos de Magos: os Brancos e os Negros.
  • Jerusalém foi um dos tantos centros de Magia da antigüidade.
  • Até o momento os sábios não-Iniciados não puderam compreender como foi construído o Templo de Salomão.
  • O primeiro Zoroastro não foi o fundador da Magia, mas seu reformador — em 2.167 a.C. Portanto, fica a pergunta: Se o primeiro Zoroastro apenas reavivou a Magia,quem a ensinou aos homens e povos da antigüidade???

A resposta e o estudo detalhado serão apresentados em breve.

Os mistérios de Mitra

A religião fálica, na Pérsia, foi substituída pelos Mistérios de Mitra que, no fundo, não passa de uma adaptação da primeira. Temos que ter sempre em mente que os povos primitivos, quando tinham sua religião, de cunho sexual, degenerada, substituíam-na por uma adoração ao Sol.

Foi isso que levou a batizarem, na Pérsia, o culto ao sexo com o nome de “Religião de Mitra” (Mitra significa Sol) ou Religião Solar. Assim, o fogo creador do sexo no homem deu origem ao culto do fogo solar, e depois ao fogo material que se usa na cozinha. Significa que o Sol espiritual, invisível, foi substituído pelo sol material e físico de todas as manhãs, como faziam nossos índios brasileiros. A doutrina original na Pérsia foi reservada somente aos Iniciados, contentando-se a multidão com a letra morta dos textos sacros.

Para os Magos, Mitra era a divindade Luz, o Inefável, o Deus do Fogo e da Luz que se manifesta em e pelo sexo no homem. Para o povo, entretanto, e para nossos historiadores modernos e intelectuais, Mitra era o sol visível que transmitia sua luz através do ar. O Mitra dos persas, o Jesus dos cristãos, o Hiram dos maçons, o Adônis dos frígios, todos são a personificação da Chama Divina.

Como já mencionado tantas vezes, toda religião tem uma lenda que lhe serve de roupagem para esconder a Verdade nua que escandaliza os ignorantes e fanáticos. A religião de Mitra é a mesmíssima religião fálica da antiguidade, mas está oculta por uma lenda, como a maçonaria se esconde atrás da lenda de Hiram. Vejamos o que diz a lenda de Mitra:

“Mitra nasceu da “rocha geradora”, à margem do rio, sob a sombra de uma árvore sagrada. Algumas pessoas, pastores, foram testemunhas do acontecimento. Viram-no sair da rocha com a cabeça adornada com o gorro frígio, armado de uma faca (espada) e portando uma tocha para iluminar as trevas das profundidades inferiores. Os pastores adoraram o divino infante oferecendo-lhe as primícias de seus rebanhos. Porém, como o jovem estava nu, dirigiu-se a uma figueira, onde se ocultou, comeu de seus frutos e coseu uma veste de suas folhas.

Assim saiu ao mundo para medir forças com os seus poderes. Seu maior inimigo foi um touro criado por Ormuzd. Após uma luta titânica, conseguiu dominar o animal, montando-o. O animal, por mais que se esforçasse, não conseguiu derrubar seu ginete. Após, arrastou-o Mitra até a gruta onde morava”.

Para o povo, essa lenda foi artigo de fé, e todos a tomavam como uma verdade, enquanto que os Magos e Sacerdotes viam nela a penosa viagem do homem na Terra. O touro é o sexo do homem que, com suas paixões não se deixa dominar facilmente. Quando o Ser alcança a maturidade, é tomado por um poderoso tentador — o próprio desejo sensual.

Se um homem quiser chegar a ser um Mitra (um Deus), não deve nunca parar de lutar, e sim, sustentar-se até dominar sua paixão e dirigir a sua força por canais apropriados. O caminho está cheio de obstáculos, que devem ser superados. Enfim, mudando-se alguns elementos, atualizando-os de conveniência a cada época, temos aí a viva representação da Iniciação.

A lenda de Mitra prossegue assim: “Certa vez fugiu o touro de sua prisão e foi para os pastos. O Sol enviou a Mitra seu mensageiro, o corvo, com a ordem de matar o animal. O jovem, contra sua vontade, saiu em sua perseguição acompanhado de seu fiel cachorro. Ao encontrá-lo, agarrou-o pelas ventas com uma das mãos enquanto com a outra golpeou as ilhargas do animal com sua faca de caçador. Do corpo do touro brotou o reino vegetal, da coluna nasceu o trigo que dá o pão e do seu sangue brotou o vinho que produz a bebida sagrada dos Mistérios. Na última ceia, com os Iniciados, Mitra se identifica com o Sol-Pai e assim terminam suas lutas. Logo, o Pai-Sol o ascende ao céu em sua radiante quadriga, de onde jamais deixou de proteger seus fiéis servidores”.

— Percebeu o leitor alguma semelhança entre os textos Mitraicos e o nascimento de Jesus numa gruta em Belém, onde, nas redondezas, haviam pastores vigiando seus rebanhos?

Significado dos mistérios de Mitra

O touro é considerado o símbolo da virilidade, por sua força criadora. O sexo representa o princípio da vida e esse princípio deve ser sacrificado para engendrar a vida (eterna). O touro é a alegria da semente vital que deve ser sacrificada para que sejam produzidos os atributos íntimos, porque está escrito que “se o grão de trigo não morre, não ressuscita; porém, se morre, dá muitos frutos”.

“O Espírito do Mal lançou seus demônios contra o animal. O escorpião, a formiga, a serpente, todos quiseram consumir as partes genitais e beber o sangue prolífico do animal, porém, fracassaram. A semente do touro (seu sêmen) foi recolhida e purificada pela Lua (o yoni feminino) e assim produziu as diferentes espécies de animais úteis. E sua alma foi protegida pelo cão de Mitra, ascendeu às esferas celestiais onde, recebendo as honras da divindade, foi chamado de Silvano, fazendo-se guardião da grei”.

Que profundos segredos e alegorias escondem essa passagem da lenda! Ah! mortais ignorantes! Quantas vezes fostes agraciados pela Providência Divina! Entretanto, preferistes sempre vos burlar dessas coisas, fechando ante vossos narizes a estreita porta do caminho redentor. O significado iniciático diz que Mitra, o Homem-Deus, ao baixar à Terra, trazendo consigo a Luz Inefável, presa em seus órgão sexuais, teve que sacrificar a sua semente, representada pelo touro para crescer e evoluir. Essa semente deve ser recebida pela Lua (mulher), Ísis ou Matéria e por ela ser purificada.

No princípio Mitra não queria sacrificar o touro, ou o sexo, porque sabia que ao fazê-lo se tornaria morta, e porque a sua semente não poderia mais ser dirigida ao altar, senão com muita dificuldade. Mas teve que obedecer ao Sol Interno ou Deus Íntimo, sacrificando o touro ou sua semente e, ao fazê-lo, viu, então, que as criaturas geradas de seu seio (ilhargas) podiam tornar-se como Deuses…

Mitra, ao descer à matéria e semear a sua semente (sacrificando-a, sacrificando suas paixões sexuais no altar da castidade científica), viu que dela brotavam almas que se convertiam em seres divinos e que eram considerados e recebidos como Deuses.

Mitra, o Deus-Luz, o Sol Espiritual, o Homem-Deus dotado da chama sagrada, tinha que engendrar e vigiar cuidadosamente a raça adâmica. Inutilmente Ariman, o Deus das Trevas (ou Demônio) assolou a Terra com o fogo, querendo matar seus habitantes pela sede. Quando os homens, quase rendidos, imploraram a ajuda de seu adversário, o Arqueiro Divino, lançou suas flechas contra a rocha, de onde saiu uma fonte de água viva, saciando a sede de todos.

Depois, seguiu-se o dilúvio universal e Mitra, advertido pelos Deuses, construiu uma arca e salvou juntamente o seu rebanho, flutuando na superfície das águas. Tudo isso quer dizer: “a chispa divina dentro do homem o preservou no útero da natureza contra o dilúvio das paixões dos erros e das trevas”.

Veja, estimado leitor! A lenda bíblica é análoga a lenda Mitraica, escrita milhares de anos antes.

A Ultima ceia de Mitra

Mitra, muito tempo antes de Jesus, realizou sua última ceia com seus discípulos, antes da sua ascensão aos céus.

Mitra foi levado ao céu pelo Sol, em sua replandescente quadriga (análoga a lenda de Elias na Bíblia), onde está sentado a sua direita e de onde nunca deixou de proteger os fiéis que lhe serviam.

Em linguagem filosófica, Mitra é o Logos que foi emanado de Deus e participou de sua onipotência, o qual depois de haver modelado o Cosmo como Demiurgo, continuou velando por ele. Numa frase: “Mitra é o Cristo dos persas”.

Ritos e cerimônias Mitraicas

A filosofia da religião de Mitra ensinava que os sete céus representam as sete virtudes. Cada sacerdote levava em sua cabeça um gorro frígio, sinal de sua identificação com o Sol. Eram denominados os sacerdotes com o título de “padres”.

Havia três graus para se chegar ao sacerdócio. Eram os Padres que presidiam as cerimônias sagradas e tinham autoridade sobre os fiéis. O chefe dos Padres era chamado de “Padre dos Padres” ou Pater Patrum. Todos se chamavam entre si de “Irmãos”.

Batizavam as crianças e todo aquele que quebrava o voto de silêncio era expulso da Sociedade e não podia mais continuar nos Mistérios. A água era benta para o batismo por aspersão e por imersão, como no culto de Ísis. O Padre celebrante consagrava o pão e o suco inebriante do Haoma (soma) misturado com água, e por ele preparado. Todas as consagrações eram feitas por meio de invocações mágicas, e durante a celebração dos ofícios religiosos, consumia-se o pão e o haoma, de modo semelhante ao que fazem hoje os padres da Igreja de Roma.

O culto mitraico teve também as suas virgens, vestais ou monjas; teve seminários e conventos. O domingo era o dia mais sagrado, pelo fato de ser regido pelo Sol (Dies Domini) e santificado pela religião. O nascimento do Sol-Mitra, Salvador do mundo, era o dia mais sagrado dos antigos persas: 25 de dezembro de cada ano — data que, mais tarde, desde o século IV d.C., foi adotada pela Igreja como o dia do nascimento do Sagrado Jesus.

Como bem pode observar, nada é novo debaixo do Sol!

Os mistérios na Índia

O primeiro livro hindu – Shastra – foi escrito cinco mil anos a.C. (dados da cronologia oficial; na realidade, pode ser bem mais antigo) e contém um verdadeiro ritual.

Os Mistérios dos Brâmanes consistiam em rituais de Iniciação para os sacerdotes que, no princípio, foram seres escolhidos por seus méritos e valores pessoais. Depois, com o passar do tempo, o sacerdócio veio a tornar-se privilégio de uma casta — a casta sacerdotal. A doutrina desses Mistérios era totalmente Teogônica, e as suas experiências, eram materiais ou físicas.

Dentro dessa concepção cosmogônica, o Para-Brahama, o Deus que creou Brahama, que por sua vez creou o mundo, foram dados dois Anjos: Vishnu e Shiva. Vishnu é o Conservador do Mundo; Shiva é o destruidor; quem destrói também reconstrói ou regenera. Assim, Shiva também é o G dos maçons, o Gerador. Shiva se desdobra ou se polariza ainda como Shakti, o eterno feminino cósmico, a divina esposa.

Os Mistérios de Shiva-Shakti são bastante inacessíveis ou incompreensíveis para os olhos ocidentais porque, na teogonia cristã (Pai-Filho-Espírito Santo), aparentemente, não existe a polaridade feminina. Mas, isso é só aparência. De há muito esqueceram os cristãos que o Espírito Santo é a Santa Pomba Yona de Alva Plumagem, o que significa que o Espírito Santo é feminino (Yona-Yoni é o símbolo dos órgãos sexuais femininos dentro dos sagrados Mistérios do Lingham-Yoni). A Alva Plumagem demonstra a pureza imaculada ou a castidade perfeita do Terceiro Logos ou do Eterno Feminino Cósmico. Portanto, Brahama, Vishnu e Shiva formam a trindade hindu, correspondente à Santíssima Trindade dos Mistérios Cristãos.

Os brâmanes, como únicos literatos da Índia, tiveram conhecimento da Iniciação dos Magos. Em seus templos, símbolo da natureza, os brâmanes gravaram esta inscrição: “Fui, sou e serei, e nenhum mortal me descobriu”.

Entre esses brâmanes, o sacerdócio era uma Magistratura e a religião, a justiça. “O céu é meu Pai; a Terra é minha Mãe. O Pai fecunda as entranhas daquela que é esposa e filha”, entoava o sacerdote-poeta védico, cinco mil anos antes de Cristo, diante do altar de fogo, cujo culto foi instituído por Ram (ou Rama), que por sua vez, dizem algumas tradições, foi absorvido dos Druidas que viviam na Europa. A religião de Ram é, como dissemos, a Védica, que significa “ciência, saber, conhecimento ou Gnose”.

Ram imperou sobre o Irã, Himalaia e Índia, diz o Zend-Avesta.

Os mistérios dos Brâmanes

Com o tempo, a Índia conheceu dois cultos diferentes: a adoração do Sol e a adoração da Lua, tomados em sua forma simbólica, é claro. Com a degeneração da adoração da Lua, surgiu a luta entre os seguidores dos dois cultos, de onde se originou o Mahabharata.

No começo, triunfaram os filhos da Lua ou das trevas, e os filhos do Sol tiveram que se refugiar nas florestas profundas, de onde se originaram os ermitões, anacoretas ou iogues. Foi do seio da irmandade dos anacoretas que surgiu Krishna, o primeiro Messias hindu, a encarnação do Verbo Divino, o Sagrado Vishnu.

Krishna, diz a lenda, foi concebido pelo Espírito Santo na Virgem Devaki, e nasceu a 25 de dezembro em uma gruta, cinco mil anos a.C.. Seu advento foi precedido por uma estrela brilhante. Anjos e espíritos apareceram nos céus e deram a boa nova aos assombrados mortais.

Os poderosos, profetas, místicos e gente simples vieram prostrar-se diante do Divino Menino. Entretanto, o tirano Kansa (o Herodes hindu) ordenava a matança de todos os meninos nascidos em seu reino, com medo do recém-nascido Rei. Porém, o Salvador escapou, como aconteceu com Jesus, tempos depois.

Adulto, Krishna, acompanhado de seus discípulos, percorria o país pregando a paz e a salvação, curando os enfermos e ressuscitando os mortos. Depois de muitas perseguições, devido à traição de um dos seus, deu sua vida (em expiação) pelos pecados do mundo.

Uma lenda afirma que Krishna morreu crucificado, embora haja outra que afirme ter ele morrido flechado. Na hora da sua morte, o Sol escureceu, choveu fogo e cinza dos céus, e os mortos saíram de suas tumbas. Depois de descer à morada dos mortos, ao terceiro dia ressuscitou, ascendendo ao céu, e de acordo com sua profecia, voltará no último dia. E quando vir, o Sol e a Lua se obscurecerão, a Terra tremerá e as estrelas cairão do firmamento.

O leitor não está enganado. Este texto não foi tirado dos evangelhos cristãos. É de Krishna, milhares de anos antes de Jesus, embora os padres de Roma insistem em dizer que foram os hindus que roubaram a história do nascimento de Jesus e o adaptaram para Krishna.

A doutrina iniciática de Krishna está no livro Baghvad-Gita (O Canto do Senhor). Agora, no início do III Milênio, o próprio Vishnu retorna (encarna) neste mundo para resgatar os seus.

Os mistérios Budistas

Muita gente acredita que o mito de Krishna é um conto de fadas. Como dizia um sábio “deixemos a esses que se debatam nas suas próprias trevas” e tratemos das grandezas que existem no budismo, filho da lenda Krishna. A despeito de todas as invasões sofridas pelos mongóis, maometanos e ingleses, o budismo prevaleceu na Índia, estendendo-se depois (por essas mesmas invasões) por toda a Ásia, grande parte da África e da Europa.

Buda quer dizer “homem celeste”. Também é o nome dado a três reformadores, cujas recordações são veneradas pelos hindus como divindades. O primeiro Buda deve ter vivido por volta do ano 5.000 a.C., o segundo, pelo ano 3.200 a.C.. O terceiro viveu aproximadamente nos anos 1.360 a.C.. A existência de vários Budas confunde os não-preparados. O mais conhecido deles foi o Buda Sidarta, nome dado a Gautama, príncipe de Kapilavastu.

Segundo as Tradições Esotéricas, Buda, como Jesus, Krishna, Mitra e todos os Heróis Solares, baixou do céu ao seio de Malhamaia, filha ou irmã de Sudodhana. Ela o concebeu virgem, dando-o à luz ao cabo de 12 meses sem sentir dores. Nasceu ao pé de uma árvore (figueira) e não tocou o solo porque Brahama que estava ali esperando o seu advento ao mundo o recebeu dentro de uma bandeja de ouro. Assistiram o seu nascimento muitos Deuses encarnados e os Manavas, e doutores Pandistas lhe deram o nome Dereta-Dera, que significa “o Deus dos Deuses”.

Inquieto pelo seu nascimento, o rei Sudodhana, qual outro Herodes, resolveu fazê-lo morrer. Ordenou a degolação de todos os varões nascidos naquela época. Salvo pelos pastores (como Moisés foi salvo das águas), foi conduzido ao deserto, onde viveu até a idade de 30 anos.

Evidente que essa lenda não pode ser tomada literalmente. Buda, aqui, neste contexto, é o protótipo do Mito Solar, o Deus que se faz Homem para cumprir uma sagrada missão. Portanto, não se pode nem se deve confundir Buda, como Herói Solar e protótipo de perfeição, com aqueles homens que encarnaram Buda ou que alcançaram o Grau de Buda, através das Iniciações Maiores. É o caso, por exemplo, desta história que diz ter nascido Buda numa casa real, em meio à riqueza, tendo conhecido os dramas humanos, como a miséria, muitos anos mais tarde, quando fugiu do palácio.

Enfim, lendas à parte, sua doutrina foi a continuação da Ciência ou Gnose (conhecimento) de Krishna, que logo predominou em toda a Índia. Ao morrer, deixou aos seus discípulos o seu Evangelho, contendo toda sua doutrina.

Do Evangelho de Buda podemos destacar:

  • “O que abandona seu pai e a sua mãe para me seguir será um perfeito homem-celeste (um Buda).”
  • “O que pratica meus ensinamentos até o quarto grau de perfeição (Quarta Iniciação de Mistérios Maiores), adquire a faculdade de voar pelos ares, de fazer mover o céu e a terra e de prolongar ou diminuir a vida.”
  • “O homem celeste despreza a riqueza e só usa o estritamente necessário. Mortifica o seu corpo, vence suas paixões, não deseja nem tem apego por nada, medita sem cessar em minha doutrina, sofre com paciência as injúrias e nunca sente a menor aversão pelo próximo.”
  • “A terra e o céu perecerão. Desprezai o vosso corpo composto de quatro elementos perecíveis, e não cuides senão de vossa alma, que é imortal.”
  • “Não escuteis os instintos da carne. As paixões produzem o temor e o desgosto. Afogai-as e as destruireis.”
  • “Todo aquele que morrer sem haver abraçado a minha religião, voltará a viver entre os homens até que lhe venha a compreensão (só se liberta do mundo quem encarna Buda).”
  • “Amai a todo ser vivente”.

O ensino esotérico do budismo consiste em despertar e desenvolver Kundalini, a Serpente de Fogo dentro de cada Ser, por meio da castidade (científica). Por isso mesmo o budismo recomenda não atender aos instintos da carne.

A auréola em torno da cabeça de Buda é a viva representação da energia sexual transmutada e acumulada. Essa luz, produto do fogo sexual transformado, é vista em torno de todas as cabeças dos santos.

Os mistérios na Grécia

Foram tantos que é difícil resumir. Vejamos, entretanto, os principais, ou os que ficaram mais conhecidos na História. Mais uma vez queremos esclarecer a questão das datas. As datas aqui citadas são aquelas prováveis, dadas pela história. Necessariamente, não são corretas. Podem ser bem mais antigas, em alguns casos.

Vejamos, então, os principais locais e escolas onde floresceram os Mistérios na sagrada terra dos helenos:

  • Samotrácia

Em 1.950 a.C. os Mistérios egípcios passaram à Grécia. Os primeiros a recebê-los foram os moradores da ilha de Samotrácia, hoje, Samandraki. Desses Mistérios, destacam-se as figuras dos Kabires. Eram oito os Deuses Kabires (grandes). Esses Mistérios foram levados à Frígia por Darmanus, e logo alcançaram a Itália, onde foram confiados às Vestais. Os Mistérios da Samotrácia consistiam, na realidade, uma escola Militar e Científica, chamada Estratégia, da qual se originaram os Comandantes da Grécia.

  • Elêusis ou Ceres

Ao estilo egípcio, existiam os Mistérios Maiores e os Menores. Os Iniciados nesses Mistérios eram conhecidos como “eumólpides”, porque a família de Eumolpo foi a que conservou por 1.200 anos a dignidade de Hierofante. Com o tempo, esses Mistérios foram reduzidos à Mitologia. Por esse motivo, a maior parte dos filósofos gregos aderiram aos Mistérios de Mênfis e de Heliópolis, como Orfeu, Pitágoras, Platão, Tales, Minos, etc..

  • Orfeu

Diz a lenda oculta que Orfeu foi o civilizador da Grécia. Nasceu como príncipe dos Siciones, na Trácia. Depois de estudar e conhecer as Ciências do Colégio de Mênfis, Orfeu foi à Grécia em 1.300 a.C.. Eliminou os erros dos Mistérios de Elêusis, reformou sabiamente a base dos Mistérios de Ceres, estabeleceu sobre bases menos supersticiosas as mesmas festas que os gregos tinham, e fez com que elas fossem a favor do espírito nacional e da segurança do Estado. Sua doutrina se dividia em dois graus. No primeiro, desenvolvia-se a Teogonia egípcia, com seus emblemas, símbolos e moral. No segundo, puramente científico, se expunha não só o sistema físico da natureza, como também todos os Conhecimentos que podiam influir diretamente na civilização dos povos.

O primeiro grau foi conhecido como “exotérico” (externo) e o segundo “esotérico” (particular ou iniciático), imitando assim seus mestres egípcios. As provas que deviam sofrer os candidatos aos Mistérios de Orfeu eram muito rigorosas. Aos estudantes não lhes era permitido falar dos Mistérios, mesmo entre eles. Tanto quem falasse quanto quem ouvisse eram expulsos do templo e da Sociedade.

  • Escola pitagórica

Pitágoras nasceu na ilha de Samos no VI século a.C.. Depois de haver sido iniciado nos Mistérios Egípcios, e de haver conhecido Solon Pitacus, Zoroastro e outros sábios, voltou à pátria, porém, não pôde viver sob as leis de um tirano usurpador. Deixou a Grécia e foi à Crótona, onde fundou a célebre Escola que deu ao mundo inúmeros gênios e homens ilustres.

Pitágoras ocultou a sua Gnose sob os véus dos Mistérios, os quais eram divididos em três graus ou classes: o primeiro era reservado aos candidatos, e durava três anos. Antes de ser admitido como Neófito, o candidato devia dar os seus bens ao tesoureiro da Escola. Se depois de três anos o estudante demonstrasse estar preparado, passava ao segundo círculo, no qual permanecia por cinco anos. Durante esse tempo o Neófito devia guardar silêncio, e a voz de Pitágoras só chegava aos seus ouvidos através do véu que ocultava a entrada do Santuário. Finalmente, depois de oito anos de espera, trabalhos e provações, o Neófito era admitido para receber o Conhecimento ou Gnose da Doutrina Sagrada e passava a trabalhar com o mestre na instrução de novos candidatos à Iniciação.

Os adeptos pitagóricos estavam espalhados por todas as partes; conheciam-se entre si por certos sinais e se tratavam sempre como se fossem irmãos. A Escola de Pitágoras foi perseguida pela ignorância, pela maldade e pela calúnia de seus conterrâneos (como sempre), e seus discípulos foram queimados como os primeiros cristãos. Porém, a Escola nunca deixou de existir…

  • Os filósofos gregos

Esses começaram a aparecer no século V a.C.. Tiveram tanto talento e tanta virtude quanto os Magos — seus antepassados. “Os antigos, disse Buffon, converteram todas  as ciências em utilidades…”. “Os filósofos gregos trabalharam para deixar à posteridade algumas constituições políticas. Eles conferiram tudo ao homem de moral, e tudo o que não interessava à sociedade e às Artes, era desprezado…”.

O conhecimento desses gênios foi tão portentoso e grandioso que até hoje são estudados universalmente e servem de base para elaboração de novos sistemas políticos, jurídicos, legais, morais, filosóficos, doutrinários, etc.

Pense, agora, estimado leitor a respeito de algumas realidades históricas. Se não fossem as invasões dos árabes na Europa (porque foram os árabes que trouxeram o pensamento filosófico grego para o cristianismo, o qual se apossou dos mesmos, adaptando-os para a sua forma de pensar, como foi o caso de Santo Agostinho e de São Tomás de Aquino), quanto tempo teria levado a mais para tomarmos conhecimento de sua filosofia? E mais ainda: se os filósofos gregos beberam da fonte das Escolas de Mistérios e se os doutores da Igreja beberam o produto digerido de quem sorveu dos Mistérios, duas constatações são possíveis:

  1. A base doutrinária cristã foi construída pelos ensinamentos do Cristo e explicada pelos doutores da igreja a partir da filosofia oriunda das Escolas de Mistérios da Grécia.
  2. Por não terem conhecido diretamente os Mistérios, os doutores da igreja, na tentativa de adaptar a filosofia ao cristianismo, cometeram muitos erros, tendo trocado a Teosofia pela Teologia e suas especulações intelectuais.
  • Os taumaturgos

Esses foram os adeptos da Magia dos primórdios do cristianismo. A taumaturgia é o ramo da Magia que cuida da Medicina Oculta ou da Ciência da Cura. O segredo do Sacerdócio dos Magos nunca se perdeu. Até mesmo em nossos tempos existem pessoas que praticam a autêntica Magia para o bem do mundo, ainda que tal ministério não seja conhecido sob esse nome. O fundamento dos taumaturgos era o nacionalismo e o cosmopolitismo, que deve perdurar enquanto existir o mundo.

Mais a frente, abordaremos com mais detalhes este assunto.

Salomão e os mistérios Judaicos

Os Mistérios dos Judeus são menos famosos que os gregos, mas não deixam de ser muito interessantes. Após viverem no Egito, alguns israelitas emigraram à Judeia, e fundaram, em 1.550 a.C., algumas seitas, entre as quais a dos Essênios. Esta comunidade e seus Mistérios foi a fonte imediata da origem do cristianismo.

Os Iniciados essênios viviam como irmãos. Sua irmandade foi tão fechada que pouco se sabe sobre ela nos dias atuais. Todos candidatos aos Mistérios eram provados durante três anos, e antes de serem admitidos, tinham que jurar servir a Deus, amar e proteger aos homens bons dos maus, e por fim, guardar os segredos da Ordem, mesmo sob o perigo de perder a própria vida.

As parábolas, símbolos e alegorias eram muito familiares aos essênios.

Não são poucos os estudiosos que afirmam que a doutrina de Jesus revelava a Iniciação Essênia, ensinada aos discípulos escolhidos, de modo que os primeiros cristãos haviam sido todos Iniciados Essênios.

De qualquer modo, os Mistérios Essênios precederam em quatro séculos a Salomão, que foi somente um restaurador da Ordem, segundo Jorge Adoum.

Salomão é o símbolo do Iniciado nos Mistérios de Elêusis, fundados por Orfeu. Para reorganizar os Mistérios Essênios em Jerusalém, teve Salomão que construir um templo físico. Para isso, fez acordo com Hiram II, rei de Tiro, e com Hiram Abif, o arquiteto.

O templo físico de Salomão é a viva representação dos Mistérios do Templo Interno. A Iniciação Solar salomônica tinha por objetivo a Tolerância, a Filantropia e a Civilização — três virtudes que nunca haviam sido praticadas entre os israelitas. Foi assim que, desde essa época, os essênios foram considerados como homens esclarecidos em meio um povo ignorante e inculto, e tolerantes entre uma massa de fanáticos.

Nasceram os Mistérios Essênios, os quais foram aniquilados por Nabucodonosor, em 604 a.C.. Quando Ciro assumiu em lugar do conquistador da Judeia, reconstruiu-se o templo. É exatamente sobre aquele templo de Salomão (Sol-man) e sobre a sua construção é que foi calcada toda a Maçonaria.

Esse templo, como as Pirâmides, é uma ficção engenhosa a indicar que os Iniciados não mediam esforços para elevar e suster a Verdade que mora no templo interior de cada creatura.

Os mistérios Cristãos

Nas palavras de Jorge Adoum “o homem-Deus afligido por doutrinas errôneas que os doutores da lei professavam, e conhecendo o abuso do poder sacerdotal e das castas privilegiadas resolveu, com sua alta e divina sabedoria, substituir com novos Mistérios os dos antigos Essênios. Por isso dizia Jesus: “Eu não vim mudar a lei, mas completá-la”.

Os Mistérios cristãos estão encerrados sob espessos véus nos Evangelhos, especialmente nos de São João. Aqueles que quiserem aprofundar-se nesses Mistérios, indicamos quatro obras: Os Mistérios Maiores, As três Montanhas (da Iniciação), O Apocalipse Desvelado e Pistis Sophia Desvelado, todas do V.M. Samael Aun Weor.

Apocalipse quer dizer “revelação”. Nesse Misterioso livro cristão estão todas as chaves da Ciência ou Gnose cristã. Porém, esse livro, como toda a Alquimia medieval, precisa de chaves para ser entendido.

Os mistérios Maias e Astecas

Poucos sabem que aqui na América Latina floresceram os Mistérios antigos de forma tão (ou mais) poderosa que na Europa e no Oriente. Referimo-nos aos Mistérios Maias e Astecas — duas poderosas civilizações que cresceram e evoluíram sob a ação da alquimia sagrada — ciência essa herdada de seus antepassados, da Atlântida. É uma lástima que os historiadores só conheçam a parte degenerada dessas civilizações.

A semelhança entre os Mistérios Egípcios e Maias é tão forte que muitos afirmam tratar-se da mesma Ciência. Samael Aun Weor diz que o próprio Jesus conheceu os Mistérios Maias (ainda que não tivesse vindo à América).

E sua derradeira frase, na cruz, “Eli lamah sabactani” não seria uma frase em hebraico, e sim, em maia, e quer dizer “Oculto-me na prealba de tua presença”. Esse dizer, inclusive, nos faz recordar as derradeiras palavras de Krishna: “Que aqueles que me amam entrem comigo em tua Luz”.

Quanto mais estudamos, quanto mais nos debruçamos no estudo comparativo de Religiões, Mitos e Mistérios, tanto mais evidente se torna a Unidade de todas elas. Assim, por serem todos provenientes do mesmo tronco, não iremos aqui transcrever a totalidade dos seus ensinamentos.

Ao leitor interessado em estudar o panteão americano legítimo, leiam os livros Os Mistérios dos Antigos Maias, Magia Crística Asteca e A Doutrina Secreta de Anahuac, todos de Samael Aun Weor.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s