Os Quatro Mundos

O-Homem-e-suas-Dimensões-GnosisDas 7 dimensões estudadas nas cátedras anteriores, podemos destacar 4 esferas ou regiões espaço-temporais, que nos interessam mais de perto para compreender melhor este tema da morte e do retorno, visto que são nelas que se processam a existência dos seres e criaturas de nosso planeta.

Cada um desses mundos tem seu próprio padrão de tempo. Vejamos:

  • O Mundo Mineral, também conhecido como inferno ou Avitchi (pelos orientais), tem seu tempo calculado entre 80.000 e 80 anos. Sem dúvida, algo espantosamente lento e bastante apropriado para a execução dos processos minerais que se realizam no interior de nosso planeta.
  • O Mundo Celular tem seu tempo medido entre os limites de 80 anos e 30 dias. Normalmente é nessa escala que se desenvolvem os organismos que tem vida sobre a face da Terra, com especial destaque para a vida humana.
  • O Mundo Molecular, compreende seu tempo entre 30 dias e 40 minutos. Esse plano contém aquilo que os cristãos chamam de “paraíso” e, os orientais,”nirvana”.
  • O Mundo Eletrônico, o quarto mundo, tem seu tempo delimitado entre 40 minutos e dois segundos e meio. Com essa unidade de tempo é que se medem os fenômenos da luz, os acontecimentos solares e a vida do Ser propriamente dito, que vive nessa região.

Vejamos, agora, quais são as ligações existentes entre esses mundos e a vida humana.

O Mundo mineral

O Avitchi está localizado na quarta dimensão do planeta Terra, debaixo ou além das camadas minerais, vistas sensorialmente. O mundo mineral, o qual deve ser compreendido aqui como sendo o próprio inferno, possui nove círculos de diferentes densidades atômicas. Aos interessados em aprofundar-se neste tema, sugiro a leitura da fantástica obra “A Divina Comédia, de Dante Alighieri. O Livro Tibetanos dos Mortos diz: “Ao cair aí terás que sofrer padecimentos insuportáveis e de onde não há tempo certo para sair”.

Quando um ser humano se torna demasiadamente materialista, perverso, ruim ou empedernido, depois do juízo (após a morte física), acaba ingressando nessa região, num ou em vários de seus círculos, pois a densidade dos átomos ali existentes é afim à sua própria densidade atômica.

Ao inferno seguem todas as criaturas que não respondem mais a nenhum tipo de castigo ou apelo e que, se tivessem direito a novo retorno, apenas voltariam a praticar o mal. A finalidade do inferno é liberar a Essência (a fração de alma que está dentro de cada um nós) dos agregados psicológicos [Egos]. Quando, ao final da involução mineral, a Essência se liberta, ingressa noutra corrente evolutiva, subindo de reino em reino com as correntes evolutivas das humanidades de cada planeta, mas num caminho paralelo.

É importante não confundir essa involução e evolução com a evolução das ondas de vida, abordada em posts anteriores. Cada Essência ou Chispa Divina recebe um determinado crédito existencial, que, normalmente, é cumprido em 108 vidas. Se ao final desse pequeno ciclo de 108 vidas a Chispa não logrou sua emancipação, ela entra no ciclo involutivo da vida planetária, passando nas regiões inferiores do mundo, o Mundo Mineral, um determinado número de anos. Os Mestres falam que uma pessoa comum e corrente quando cai no abismo permanece ali cerca de 1000 (mil) anos. Os corações empedernidos costumam passar ali de 10 mil a 100 mil anos. Os demônios ou almas perversas passam eternidades inteiras no Avitchi. Quando, por fim, a Essência se liberta, ela ingressa novamente na corrente evolutiva da vida, mas num reino paralelo.

O Mundo celular

O retorno de um ser humano a este mundo físico, celular, tem início no momento da concepção. É deveras interessante observar o maravilhoso trio que inicia a vida humana:

  • Concepção
  • Gestação
  • Nascimento.

Este assunto deveria ser matéria de profundas meditações. É um milagre divino que, a partir da junção ou da união de um óvulo e de um espermatozoide tem início a formação de uma nova matriz, de um novo corpo. É deveras fantástico ver, perceber e sentir que um homem começa como uma simples célula, sujeita ao veloz tempo da dimensão celular, terminando, depois de 80 anos, com milhões e milhões de novas células e milhares e milhares de lembranças e experiências.

Os processos internos que iniciam a concepção são extraordinariamente rápidos, porém, à medida que o tempo passa, este vai se tornando mais lento. São os processos orgânicos que detêm a celeridade do tempo celular.

Sem dúvida, a relatividade do tempo é atraente e encantadora. O tempo da gestação humana é de aproximadamente 10 meses lunares; a infância, de 100 meses lunares, e a vida humana, de uns 1.000 meses lunares (cerca de 84 anos terrestres).

O rastro eletromagnético que deixa a vida de um homem no instante de sua morte imprime-se profundamente na concepção do feto que dará origem ao corpo da sua próxima existência.

Uma doutrina tibetana bem exprime esse sentimento quando diz: “No momento da morte escutam-se 4 sons que inspiram terror sagrado: o da força vital do elemento terra – que soa como o desmoronamento de uma montanha; o da força vital do elemento água – que soa como as ondas do oceano; o da força vital do elemento fogo – que soa como um incêndio de uma floresta e o da força do elemento ar – que soa como mil trovões ao mesmo tempo. O lugar onde cada um se refugia, para fugir desses ruídos, é a matriz” (o ventre materno).

Quando o espermatozoide se fusiona com o óvulo inicia-se a gestação. A célula com a qual a vida humana tem início possui 46 cromossomos. Lembramos que o homem ocupa um posto no universo que está governado por 48 leis. Cada cromossomo divide-se em algumas dezenas de genes. São os genes que determinam as condições do futuro corpo. É muito difícil estudar-se os genes, porque são constituídos de poucas moléculas que vibram ligeiramente (pertencem ao plano molecular). Os genes que se localizam numa camada intermediária entre os mundos celular e molecular, se movem e se combinam sob a influência das ondas radioativas que emite o moribundo em seus últimos instantes. Assim, o novo corpo físico se torna o instrumento preciso e exato do carma a ser resgatado na próxima existência.

A vida de cada ser humano, no mundo físico, é uma repetição da vida anterior acrescida de suas consequências – boas ou más. O tempo é curvo e os acontecimentos se repetem, cada qual em seu dia e em sua hora. Essa é a lei da recorrência; tudo volta a acontecer tal como sucedeu anteriormente. Essa repetição automática dos fatos tem a finalidade de nos fazer conscientes de nossos erros. Porém, infelizmente, isso não acontece. Para mudar as circunstâncias externas, primeiro temos que mudar internamente. Mas para mudar internamente é necessário forjar a alma dentro de nós; é assim que se chega à encarnação do Ser. Unicamente o Ser pode mudar as coisas. Quem quiser fabricar alma e encarnar o Ser deve, obrigatoriamente, trilhar o CAMINHO DA INICIAÇÃO.

O Mundo molecular

A região molecular equivale ao Paraíso dos cristãos e ao Nirvana dos orientais. Todos aqueles que em vida foram bons e justos, que praticaram boas obras, têm direito a ingressar no Paraíso (céu) antes de retornarem a um novo corpo. As regiões moleculares estão saturadas de felicidade paradisíaca. As almas humanas desencarnadas, livres dos agregados psíquicos, desfrutam de infinita liberdade, paz e felicidade nesses planos superiores.

O céu, por ser de natureza molecular, penetra e compenetra toda a atmosfera terrestre, relacionando-se muito especialmente com nossa conhecida ionosfera. Naturalmente que nenhum astronauta, viajando por essa região, poderia descobrir o paraíso, por que ele não se encontra na 3ª dimensão (e sim, na 5ª).

Só os clarividentes veem a região dos mortos. O mundo molecular é formado por muitos “países”, denominados pelos teósofos de planos e subplanos. Ali vivem todos os desencarnados até que seu tempo se esgote e um novo retorno lhes seja assinalado. Mesmo imperando a mais inefável felicidade tudo o que veem os desencarnados nesses planos está contido unicamente em suas mentes.

O choque da energia da morte é terrível, levando os desencarnados, de modo geral, a um estado hipnótico ou de coma. Os habitantes do mundo molecular são felizes, sem sombra de dúvida, mas, inconscientes disso. Eles projetam na atmosfera molecular seus próprios sonhos e anelos e, com isso, vivem felizes consigo mesmos e com Deus.

O Mundo eletrônico

Este é o mundo do Espírito (do Ser); é um mundo de luz. Muito se falou e se escreveu sobre o Íntimo, o Ser. Porém, muito poucos O tem encarnado. Para encarná-lo é necessário liberar um certo tipo de energia que está contida nos átomos do nosso sistema seminal, conhecida na Índia como Kundalini.

Só a energia de Kundalini pode levar um homem ou uma mulher a fazer contato com seu Íntimo, e isso só ocorre na PRIMEIRA INICIAÇÃO MAIOR. Como a grande maioria das criaturas humanas não está preparada para esse tipo de experimento cósmico-científico, a permanência dos desencarnados no mundo eletrônico é muito rápida. No mundo eletrônico somos luz e vivemos ali como luz. Ali é possível vivenciar diretamente a realidade da unidade da vida.

É muito melhor conhecer e estudar todas as coisas por vivência do que por observação externa ou meramente sensorial. Quando a consciência humana se reveste de um corpo eletrônico inerentemente inclui em si mesma a vida, a luz e a consciência de todos os seres do universo. Esse fenômeno é conhecido como União com Deus.

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