Os primórdios da raça humana em nosso planeta

O Homem – Como era

As humanidades são sempre análogas. O ambiente é sempre o mesmo. A aparência física pode ser diferente, em função do meio ambiente, tipo de alimentação e dimensão ou esfera espaço-temporal ocupada num dado momento. Mas, em essência, as humanidades são sempre iguais.

Quando se fala de humanidades, lembramo-nos de negócios, aventuras amorosas, jovens, belas mulheres, conquistadores, aventureiros, automóveis de luxo, bebidas finas, velhos que passam com passos trôpegos, crianças que choram, mães que cultivam a esperança de dias melhores, padres que murmuram preces, guerras, rivalidades, disputas, conquistas, enfim, toda essa gama de qualidades, defeitos e acontecimentos que constituem os valores de uma sociedade humana em determinado tempo, lugar, dimensão e época.

As três primeiras raças

moaiNão seria exagero dizer que o planeta Terra começou a ser gestado no Ventre da Grande Mãe Cósmica em passados Manvantaras. Não tenho a menor idéia de quando foi isso e quanto tempo transcorreu desde que começou a se formar o vórtice de força ou Ponto Laya em torno do qual um dia se condensaria nosso planeta.

A Teosofia fala que a Terra recebeu a primeira onda de vida humana há cerca de 300 milhões de anos. Isso quer dizer que a Terra tornou-se habitável, para um determinado tipo de homem protoplasmático, há cerca de 300 milhões de anos. Essa criatura protoplasmática formou ou fez parte da primeira Grande Raça. E tão só do final da terceira raça-raiz até nossos dias passaram-se nada menos que 18 milhões de anos, diz a Teosofia confirmada pela Teologia Gnóstica.

Assim como um planeta leva 3 rondas para se consolidar ou se tornar material, denso, tridimensional, também uma humanidade, nas três primeiras raças, recapitula suas anteriores manifestações até aparecer como homem verdadeiro e completo, o que só acontece na quarta raça-raiz [quando desenvolve o intelecto].

A primeira raça humana a habitar a Terra viveu na calota polar do norte, e foi denominada raça boreal. Essa primeira raça foi totalmente protoplasmática, ou seja, não era uma raça humana dotada de corpo físico, e sim, de “protoplasma”, uma matéria semi-física e semi-etérica; poderia ser até tomada como uma forma gasosa nos dias de hoje. Era totalmente hermafrodita, como o Adão bíblico. Mesmo assim, ela evoluiu ou foi sendo aperfeiçoada ao longo de suas sete sub-raças e numerosas famílias, ao fim das quais se tornou mais condensada ou menos “gasosa”. De sua existência e passagem neste planeta, não há nenhum vestígio.

O sistema de reprodução da primeira raça foi por divisão, ou seja, a matéria dividia-se ao meio, como acontece até hoje com as células, e depois ganhava autonomia. Era como se o ser humano da época fosse uma gigantesca célula que se partia ao meio, dando origem, assim, a uma nova criatura. Esse processo, criado pela natureza, hoje, limita-se ao mundo celular [vale dizer: foi na primeira Raça Raiz que a natureza desenvolve esse tipo de inteligência natural ou instintiva e que até hoje está presente no mundo celular.

Do seio da primeira grande raça humana surgiu a segunda grande Raça-raiz, esta quase tão igual quanto aquela, embora bem mais condensada. Ou seja: mais física que etérica. A segunda raça foi denominada hiperbórea, porém sem nenhuma ligação com os hiperbóreos de que falam os historiadores da antiga Grécia [ainda que hajam reminiscências com aquela].

Das duas primeiras Raças humanas não sobrou vestígio algum em nosso planeta, visto que não criaram nada sólido como hoje entendemos essa palavra. Como eram de natureza protoplasmática, viviam mais para o psíquico do que para o físico. Além disso, não possuíam mente racional, que só foi aparecer no meio da quarta raça-raiz. Consequentemente, não podiam abstrair conceitos, não conheciam linguagem nem escrita. Só ao final da terceira raça o homem acordou para as coisas da matéria ou exteriores. A mulher foi a primeira a fazê-lo. Tal como a primeira, a segunda raça construiu suas cidades e civilizações dentro da quarta dimensão ou Plano Etérico e sua comunicação era telepática ou psíquica.

A segunda raça se reproduzia por brotação. A língua portuguesa, por um desses inexplicáveis atavismos, ao que tudo indica, é a única no mundo a possuir a expressão barriga da perna, que era justamente o lugar onde nasciam os esporões do novo ser. Coincidência?!

No começo da terceira raça-raiz, o sistema de reprodução mudou novamente, passando para um processo semelhante ao da exsudação ou algo parecido com gotas de suor. Daí o motivo deles também serem conhecidos, na literatura oculta, como “os filhos do suor”. No meio da terceira raça, o sistema de reprodução passou a ser ovíparo. Como ainda não havia acontecido a separação dos sexos, ou seja, “Eva ainda não havia sido formada da costela de Adão”, o gigantesco hermafrodita lemuriano paria um ovo, como fazem os crocodilos ou tartarugas e, de dentro desse ovo humano, saía uma gigantesca criatura portadora dos dois sexos.

Hoje, esse sistema está recolhido nos ovários da mulher, processo esse que demorou milhões de anos até se transformar totalmente e se tornar como é hoje, pois foi na terceira raça que aconteceu a separação dos sexos. Após a divisão do homem primitivo em duas metades, de cujo processo a Bíblia alegoricamente descreve como “tendo Adão entrado em profundo sono Deus lhe tirou uma costela…“, o homem passou a se reproduzir mediante a cooperação sexual ou copulação sexual. Isso quer dizer que hoje só reconstruimos energeticamente o Hermafrodita Divino quando estamos sexualmente unidos [evidentemente falo aqui do Sexo Tântrico ou Sexo Alquímico – nunca da bestialidade sexual praticada hoje em dia como mera diversão e prazer ou mesmo entre um casal comum e corrente].

A total separação dos sexos aconteceu há cerca de 11 milhões de anos. O homem da terceira raça, chamado de lêmure ou lemuriano, chegou a medir mais de 20 metros de altura. Sua aparência era algo semelhante a um gigantesco gorila, com cabeça ovoide e dotado de um único olho, no alto da cabeça. Mais tarde esse olho foi se recolhendo e hoje forma a glândula pineal. Só da metade em diante da 3ª raça, é que surgiram os dois olhos, e mesmo assim, um de cada lado da cabeça, semelhante aos peixes ou pássaros.

Na realidade, hoje não fazemos idéia de como foram nossos antepassados humanos. A chamada fisiologia humana mudou tanto e tantas vezes que nem os melhores ficcionistas conseguiram imaginar ou desenhar o homem antigo que habitava nosso planeta. A realidade, nesse caso, supera tudo e todos. Contudo, algumas pistas ou traços desse mundo esquecido ainda podem ser vistos aqui e ali. Basta prestar a atenção a algumas formas de vida que temos ao nosso redor. É que a vida “miniaturizou” aquelas antigas e gigantescas formas, além de haver dado beleza àquelas formas. O próprio homem hoje é lindo e corporalmente perfeito, mas, um dia foi agigantado e abrutalhado como um “big foot” [Pé Grande] – última reminiscência daqueles tempos, mesmo assim, “miniaturizado”.

A Ilha de Galápagos, no Pacífico, é hoje um zoológico de algumas espécies sobreviventes da antiga Lemúria e que foram “miniaturizadas” ao longo desses 18 milhões de anos. E Galápagos, fazia parte do continente lemuriano, exatamente como a Ilha de Páscoa – outro cenário rico para estudos de Antropologia Gnóstica.

Voltando aos lemurianos antigos, a coloração da sua pele era negra, como a dos africanos de hoje ou ainda mais escura. Só no final da história lemuriana foi possível aos “jardineiros da Terra” apurar uma coloração mais clara e menos carregada. Mesmo assim, o negro adquiriu uma tonalidade azulada nuns e avermelhada noutros. Apesar da aparência e de seu descomunal tamanho, os lêmures chegaram a dominar a ciência e as artes. Construíram gigantescas cidades, edifícios e casas, proporcionais ao seu tamanho.

Para finalizar, ou resumir, podemos citar que, apesar de serem monstruosos e feios por fora (sob a luz da atual estética), não só em tamanho como em aparência, por dentro eram seres de beleza divina. Eram absolutamente conscientes de que tinham em si um Deus e que eram, em verdade, uma raça de Deuses. Não é preciso dizer, então, que eles não tinham religião. Não precisavam, pois viam e tinham consciência desperta nas diversas dimensões da natureza. Para aqueles menos afeitos aos ensinamentos secretos, isso poderá se tornar meio incompreensível, porém, qualquer pessoa desperta vê e percebe o que acontece em todas as dimensões da natureza.

Os únicos testemunhos que restam da existência dos lemurianos são alguns registros mudos sob a forma de meia dúzia de colossos partidos. Os atuais “cientistas” afirmam que tais restos são produto de forças naturais cegas ou então que não são tão antigos quanto preconizamos. Tal como dizia Helena Blavastki, precursora da Teosofia, “a confusão está na ignorância dos nossos homens de ciência que não querem aceitar a verdade de que vários continentes já existiram e afundaram e de que existe uma lei periódica que se manifesta durante o manvantara“.

O resto do que foi o grande continente lemuriano, que floresceu onde hoje ondeiam as águas do Pacífico, desapareceu há uns 700 mil anos ou no período Eoceno.

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