Períodos cósmicos – Manvântaras, Pralayas e Yugas

Manvântara é uma palavra composta de Manu + Antara. Manu é o Deus, o Ser Guardião, o Regente, Logos ou Patrono de um ciclo de manifestação de vida. Antara significa “intervalo” ou “período”. Portanto, Manvântara quer dizer “período de governo de um Regente”.

Porém, este termo Manvântara também é usado para denominar outros ciclos de tempo, maiores e menores. Por isso, é difícil para nós, ocidentais, compreender esse sistema de cálculo cósmico, porque ele não emprega nossos anos solares ou terrestres.

14 Manava (plural de Manu) dividem o governo da vida durante um Dia de Brahman (= 4.320.000.000 anos), cabendo a cada Manu 306.720.000 anos. Vaivasvata é o nome do atual Manu, o sétimo, que começou seu governo na Atlântida.

Um Manvântara, como sinônimo de Dia de Brahman, representa 4.320.000.000 dos nossos anos e equivale, também, ao tempo de uma Ronda ou Kalpa (Kalpa, geralmente, é associado só ao Dia Cósmico propriamente dito, e não ao Dia e à Noite). Mas, também a um período de 71 Maha-yugas (36.720.000 anos) é dado o nome de Manvântara. Por isso mesmo, fica difícil saber exatamente a que se refere. Nesse caso, é preciso buscar pelo contexto para saber a que medida de tempo se refere.

Se ao Dia Cósmico somarmos outros 4.320.000.000 de anos por conta do Pralaya (ou Noite de Brahman), teremos o completo Dia de Brahman. 360 Dias de Brahman formam um Ano de Brahman; equivale a 3.110.400.000.000 (3 trilhões, 110 bilhões e 400 milhões) de nossos anos mortais. Cem Anos de Brahman formam um Maha Kalpa ou uma Idade de Brahman, equivalendo a 311.040.000.000.000 (311 trilhões e 40 bilhões) dos nossos anos terrestres ou mortais. Essa é a duração de um GRANDE DIA, que equivale ao tempo de nascimento e morte de um planeta, conforme nos mostra a Teologia Gnóstica.

Portanto, é preciso aprender a distinguir entre MANVÂNTARAS e MAHAVANTARAS, que são os pequenos e os grandes ciclos de atividades. Pralaya (Noite Cósmica ou Repouso ou Dissolução) é o oposto de Manvântara (que significa Dia Cósmico, Atividade). Existem Pralayas individuais, planetários, catenários (entre cadeias – já veremos o que significa isso), solares, cósmicos e universais.

Um Pralaya tem a mesma duração de um Manvântara, quando ligado a esse, e períodos próprios ou variados dentro de cada ciclo específico como, por exemplo, entre uma ronda e outra. Por isso não há como calcular as cifras exatas em anos terrestres de cada um desses ciclos. Como se não bastasse, a título de informação, os brâmanes subdividem ainda cada um desses dias, anos, ciclos e Kalpas em quatro idades ou Yugas, a saber:

  1. Satya Yuga ou Idade de Ouro tem uma duração de 4.800 anos divinos ou “ano dos deuses” que, multiplicados por 360 anos humanos, resultam 1.728.000 dos nossos anos terrestres.
  2. Treta Yuga ou Idade de Prata tem uma duração de 3.600 anos divinos ou “ano dos deuses” que, multiplicados por 360 anos humanos, resultam em 1.296.000 dos nossos anos terrestres.
  3. Dwapara Yuga ou Idade de Bronze tem uma duração de 2.400 anos divinos “ou ano dos deuses” que, multiplicados por 360 anos humanos, resultam em 864.000 dos nossos anos terrestres.
  4. Kali Yuga ou Idade de Ferro tem uma duração de 1.200 anos divinos ou “anos dos deuses” que, multiplicados por 360 anos humanos, resultam em 432.000 dos nossos anos terrestres.

Esses 4 Yugas somam 4.320.000 anos mortais e formam um Maha-yuga. Mil Maha-yugas somam 4.320.000.000 anos terrestres ou um Kalpa, que somados a outros mil Maha-yugas da Noite de Brahman, resultam em 8.640.000.000 que, multiplicados por 360 dias, formam um Ano de Brahman que, multiplicados por 100, resultam num Maha Kalpa ou Grande Idade ou simplesmente uma Idade de Brahman. Portanto, quando se fala em yuga é preciso considerar a que yuga se refere: de uma raça, de uma sub-raça, de uma Ronda, de um planeta, etc.

A Teosofia registra,  que a duração de um Kalpa é a mesma de uma Ronda: 4.320.000.000 dos nossos anos terrestres. No momento, estamos na quarta ronda ou na metade da vida total deste planeta, considerando-se o seu começo no Plano Mental e o seu fim igualmente no Plano Mental.

Também foi dito que 7 rondas acontecem dentro de uma cadeia planetária, formada, por sua vez, de 7 planetas – que equivalem aos 7 corpos ou 7 princípios constitutivos de um ser humano, conforme comentários anteriores.

Assim como acontece com o ser humano, também acontece com os planetas, com os sistemas solares, com as galáxias, com os universos e com os mundos. Terminado o tempo de vida, a alma, o ser que habita um corpo, um planeta, um sistema solar, uma galáxia, etc., muda após um período de descanso (pralaya), para um novo corpo, um novo planeta, um novo sistema solar, uma nova galáxia, etc. A Teologia Gnóstica diz que cada planeta dá sete Raças e morre. Só que essa “morte” não ocorre imediatamente. Dentro das escalas das idades cósmicas, isso acontece ao longo de milhões de anos.

Dissemos que após 7 rondas o ser ou alma ou anima mundi vai para um novo planeta. Dissemos também que essas rondas acontecem em torno ou ao longo de 7 planetas distintos localizados em diferentes dimensões da natureza, mas que formam um único e gigantesco corpo ou Ser Planetário, de forma análoga aos sete corpos do homem, abordadas anteriormente.

Falta-nos dizer ainda que a anima mundi (alma do planeta) evolui ao longo de 7 cadeias planetárias. Sete cadeias planetárias ou Sete Encarnações Planetárias formam um Esquema Evolutivo.

Agora, uma pergunta, sem resposta, para você refletir e meditar: Quantos Esquemas evolutivos existem em todo o universo neste momento? Sem dúvida, a vida é abundante e prolífica em todo o universo e em todas as dimensões.

Por exemplo, a nossa Lua atual era o corpo físico da anterior encarnação da Terra, ou seja, ela fazia parte da passada Cadeia Planetária, e era seu globo visível, material, localizado na terceira dimensão. Quando a sétima e última onda de vida deixou aquele planeta, ele começou a morrer, e o seu espírito planetário, por assim dizer, mudou-se para um novo corpo: a Terra.

Quando chegar o final do Dia Cósmico da Terra, esta se tornará um cadáver – como é hoje a Lua. No próximo Dia Cósmico, a alma da Terra ganhará corpo num outro planeta, o qual, no momento, existe só na mente do Logos Solar.

A Cosmogênese é um tema difícil. As escalas e as proporções das idades e períodos confundem nosso entendimento. Mas é importante ao menos ter uma ideia de como nascem, crescem e morrem os mundos, universos, planetas e galáxias. Por que tudo isso que ocorre fora de nós, repete-se numa escala microcósmica conosco. Por exemplo, os estágios iniciais de um feto no ventre materno repetem os mesmos processos, em poucas semanas, que a Terra viveu ao longo de bilhões de anos, quando ela mesma foi concebida no ventre cósmico.

No próximo Post vamos abordar e detalhar um pouco mais, na tentativa de lançar mais algumas luzes sobre a Cosmogênese, os seguintes pontos:

  • Cadeias planetárias
  • Rondas
  • Esquemas Evolutivos

Até lá.

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