Cosmogênese – Fohat

Os Sete Primordiais, os Sete Primeiros Sopros do Dragão de Sabedoria produzem por sua vez o Torvelinho de Fogo com os seus Sagrados Sopros de Circulação giratória.

33Fohat é uma palavra tibetana para designar a Luz Primordial. Portanto, os Sete Primordiais são os Filhos Brilhantes da Aurora da Creação e, por extensão, do sistema solar, como também, de qualquer sistema, seja um universo, uma galáxia, um planeta ou um homem (com seus Sete Corpos). O Dragão de Sabedoria, numa escala macrocósmica, é o Logos Demiurgo, o Três-em-Um, Kether, Chokmah e Binah, Brahman, Vishnu e Shiva. Os Torvelinhos de Fogo, produzidos pela ação do Verbo, as Hostes de Construtores de cada Raio, mais tarde se condensam em sóis, planetas, galáxias e universos. Numa escala humana, nos sete corpos.

Dele fazem o Mensageiro de sua Vontade. O Dzyu converte-se em Fohat: o Filho Veloz dos Filhos Divinos, cujos Filhos são os Lipikas, leva mensagens circulares. Fohat é o Corcel e o Pensamento, o Cavaleiro. Ele passa como um raio através de nuvens de fogo; dá Três, Cinco e Sete Passos através das Sete Regiões Superiores e das Sete Inferiores. Ergue sua Voz para chamar as Centelhas inumeráveis e as reúne.

Os Sete Logoi fazem de Fohat ou Luz Primordial seu veículo de expressão, assim como o Espírito se vale dos corpos mais densos (que ele mesmo cria) para se manifestar – e agir – nessas regiões e dimensões. Dzyu significa Conhecimento Único (Gnose) ou Sabedoria Oculta. Dzyu, convertendo-se em Fohat, é como a Sabedoria Oculta das Hierarquias Setenárias age sobre a Matéria Primordial, dela extraindo e modelando as formas. Tudo, no universo, são granulações de Fohat. Primeiro, a Luz Imanifestada, que são Trevas, transforma-se no Um; depois, o Um desdobra-se no Três; do Três surgem os cinco elementos da natureza, que é a base pentagonal do homem e do próprio universo. Os sete corpos, como as sete dimensões, são o resultado do Três e do Cinco. Existem 12 categorias de matéria no universo, sendo que as mais densas estão no Avitchi (os infernos atômicos da natureza).

Ele é seu condutor, o espírito que as guia. Ao iniciar a sua obra, separa as Centelhas do Reino Inferior, que se agitam e vibram de alegria em suas radiantes moradas e, com elas, forma os Germes das Rodas. Colocando-as nas Seis Direções do Espaço deixa uma no Centro: a Roda Central.

Ele, o Logos Demiurgo, coordena todo o trabalho. Tem o projeto original em sua mente. Cada parte desdobrada de si, continua sendo o próprio Logos, embora, derivado. Os Sete Logoi Planetários são filhos do Logos Solar, o Sol, a Esfera Central. O trabalho de cada um deles é semelhante ao trabalho do Logos Solar, porém, circunscrito à sua Esfera (planeta). Estas são animadas pelos Ophanim, segundo a Cabala.

Fohat traça linhas espirais para unir a Sexta à Sétima – a Coroa. Um Exército dos Filhos da Luz situa-se em cada um dos ângulos; os Lipika ficam na Roda Central. Dizem eles: “Isto é bom”. O primeiro Mundo Divino está pronto; o Primeiro, o Segundo. Então, o Divino Arupa se reflete no Chhaya Loka, a Primeira Veste de Anupadaka.

A união do homem com o Ser se dá por obra e graça de Fohat, embora Fohat esteja escondido em suas próprias formas. É o Raio, o Santo Okidanokh, o Hálito para si mesmo desconhecido que nos une com o Absoluto. Mais fácil compreender que explicar o que é o Homem em sua totalidade porque um lampejo clarividente as vezes demandaria livros caso se pretendesse colocar em linguagem corrente realidades e fenômenos não correntes e cuja fenomenologia é conhecida diretamente por poucos. Deus é onipresente e onipenetrante e onisciente justamente por causa dessa realidade de Fohat. É como se cada ponto, partícula, átomo, esfera, etc. fosse o berço da vida, num processo contínuo, eterno, imutável de isotropismo. Contudo, a organização da vida no universo segue padrões de materialidade crescente ou decrescente, dependendo se estamos indo para o Absoluto ou para o Avitchi. Em determinados pontos dessa escala de densidade material existem nós, que apenas são desfeitos ou cedem passagem quando as Inteligências, humanas ou planetárias (dependendo da escala que se queira estudar), alcançam os graus necessários para tal. Os Graus ou Palavras de Passe são conquistas iniciáticas, compreensões, consciência iluminada – matéria esta a ser abordada em Posts mais adiante. Este Sloka tenta explicar, na sagrada linguagem da simbologia oriental, como o mundo sai do Absoluto e alcança o grau de materialidade aqui da Terceira Dimensão através de sucessivas emanações que sempre repetem a esfera ou dimensão anterior, só que em crescentes graus de densidade.

Fohat dá cinco passos e constrói uma roda alada em cada um dos ângulos do quadrado para os Quatro Santos… e seus Exércitos.

Fohat, a Primordial Matéria, depois de haver dado os Três Primeiros Passos, dá os cinco passos seguintes. É o mesmo que o Um passar para a Dualidade, a Dualidade passar para a Trindade e, esta, para os Cinco Elementos fundamentais do universo, os quais estão ligados à diferentes dimensões ou regiões espaço-consciência. Esses elementos são governados por Quatro Regentes, Quatro Deuses, os quais possuem numerosos exércitos de criaturas elementais.

Os Lipika circunscrevem o Triângulo, o Primeiro Um, o Cubo, o Segundo Um e o Pentágono dentro do Ovo. É o Anel chamado “Não Passarás”, para os que descem e sobem; para os que durante o Kalpa estão marchando para o Grande Dia “Sê Conosco”… Assim foram formados os Arupa e os Rupa: da Luz Única, Sete Luzes; de cada uma das Sete, sete vezes Sete Luzes. As Rodas velam pelo Anel…

Este Sloka prossegue descrevendo minuciosamente como Deus constrói o universo em Sete Dias por meio de sucessivas emanações e derivações, como já comentamos em Estâncias anteriores. Os Escribas do Grande Livro Cósmico anotam as boas e más obras de cada homem. Por isso é que eles limitam o Triângulo (logóico) e espiritual (Atman-Buddhi-Manas) para os não-qualificados (pela Iniciação) pelo Fogo. Os Seres que não alcançarem a autorrealização durante o Kalpa ou Grande Dia serão absorvidos pelo Grande Oceano de Vida e jamais terão consciência de que um dia existiram. A autorrealização é um processo, mantido secreto até este século, que possibilita a união com o Ser e com o Logos. A autorrealização é uma ciência ensinada nas Escolas que trabalham para encarnar Alma. Os Seres autorrealizados, quando chega o Tempo de Repouso, igualmente são absorvidos pelo Oceano de Vida, porém, não desaparecem dentro d´Ele, visto que formam átomos-sementes que retornam à vida no próximo Dia Cósmico. Numa escala macrocósmica ocorre a mesma coisa. As sementes, as anima mundi entram num processo de suspensão, retornando, no novo Dia, à atividade, e, de si mesmas, emanam a vida que recolheram no início da Noite Cósmica anterior. O Sagrado Mestre gnóstico Samael Aun Weor diz que a cada ser humano são dados 3.000 ciclos de existência, e cada um desses ciclos compreende 108 vidas.

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