Cosmogênese – As Hierarquias Septenárias

Escutai, ó Filhos da Terra. Escutai os vossos Instrutores, os Filhos do Fogo. Sabei que não há primeiro nem último porque tudo é Um Número que procede do Não-Número.

sete_anjos_gnosesNós, buscadores, Aspirantes da Sabedoria Pura, com corpo de carne e osso aqui na Terra, precisamos ouvir e aprender com os Deuses Solares, os Filhos da Chama, Aqueles que tragaram terra, aqueles que foram engolidos pela Serpente ou que já trilharam as Sete Sendas da Iniciação. Quando o Bodhisattva encarna Atman, torna-se Um Número com Aquele que procede do Não-Número.

Aprendei o que nós, que descendemos dos Sete Primeiros, nós que nascemos da Chama Primitiva, temos aprendido de nossos Pais…

Os Filhos da Chama são os Sete Logos, os Sete Primeiros que já possuíam existência humana e divina em passados Manvântaras. Sua sabedoria, seu conhecimento vem dos Pitris ou Piris-Reis da passada Cadeia Lunar quando nós, a atual humanidade, éramos os animais. Na escala microcósmica, Atman, o Ser, é uma pequena Chama desprendida dos Sete Primeiros. Portanto, possui a Sabedoria das Idades. Eis a razão de buscarmos o conhecimento através da meditação e dos exercícios que nos levem ao Despertar da Consciência – que é a extensão de Atman dentro de nós mesmos, aqui e agora.

Do Resplendor da Luz – o Raio das Trevas Eternas – surgem no Espaço as Energias despertadas de novo; o Um do Ovo, o Seis e o Cinco. Depois, o Três, o Um, o Quatro, o Um, o Cinco, o duplo Sete, a Soma Total. E estas são as Essências, as Chamas, os Construtores, os Números, os Arupa, os Rupa e a Força ou o Homem Divino, a Soma Total. E do Homem Divino emanaram as Formas, as Centelhas, os Animais Sagrados e os Mensageiros dos Sagrados Pais dentro do Santo Quatro.

Do Santo Okidanokh, que é o Raio das Trevas Eternas, derivam os Dhyan-Kohans ou Prajapati ou ainda Sephiroth da Cabala Judaica, codificados como 1065. O 3,1,4,1,5 (ou duas vezes 7 – porque aqueles números somados entre si dão 14) é um anagrama que nos leva a duas denominações: Elohim e Alhim. Também fornecem a base dos cálculos secretos para chegarmos aos ciclos e idades cósmicas, além de fornecerem a relação do diâmetro para com a circunferência. A partir dos Sete Logoi, os Sete Construtores, os Sete Cosmocratores descende toda uma Hierarquia, conhecida no cristianismo sob nomes como Tronos, Dominações, Virtudes, Principados, Querubins, Serafins, Anjos, etc.

Este foi o Exército da Voz, a Divina Mãe dos Sete. As Centelhas dos Sete são os súditos e os servidores do Primeiro, do Segundo, do Terceiro, do Quarto, do Quinto, do Sexto e do Sétimo dos Sete. Estas Centelhas são chamadas Esferas, Triângulos, Cubos, Linhas e Modeladores, porque deste modo se conserva o Eterno Nidana – o Oi-Ha-Hou.

O Exército da Voz é o Número Um proveniente do Não-Número. Mais uma vez aparece aqui a Hierarquia dos Dhyan-Chohans, denominados Devas na Índia (embora Deva também sirva para denominar Deuses e Seres da Natureza). Os Cosmocratores, para crear, geometrizam – ou dão forma à Matéria Primordial, o que significa a passagem do estado primordial ou numênico para o fenomenal ou físico-químico, porque deste modo se perpetua o Eterno Nidana (a Roda da Existência), ou seja, o Torvelinho, a Força Motriz, o Eterno Movimento Cósmico.

O Oi-Ha-Hou – as Trevas, o Sem Limites ou o Não-Número, Adi-Nidana, Svabhavat, o O (círculo vazio):
I. O Adi-Sanat, o Número porque ele é Um.
II. A Voz da Palavra, Svabhavat, os Números porque ele é Um e Nove.
III. O “Quadrado sem Forma”.
E estes Três, encerrados no O, são o Quatro Sagrado; e os Dez são o Universo Arupa. Depois vêm os Filhos, os Sete Combatentes, o Um, o Oitavo excluído, e seu Sopro, que é artífice da Luz.

Oi-Ha-Hou é o mesmo que Oeaohoo, o Eterno Torvelinho, o Pai-Mãe dos Deuses. Adi-Sanat é o Primeiro, o Primitivo Ancião, o mesmo Ancião dos Dias da Cabala. Svabhavat são os Números porque Oi-Ha-Hou é o Não-Número. Os Números são os Mundos e os Deuses de um modo geral. No microcosmo, o Um e o Nove formam os Dez Sephiroth. O quadrado sem forma é Arupa, a Tríada dentro do Círculo, formando a Sagrada Tetrakis. Os Sete Combatentes são os sete planetas do nosso sistema solar; o excluído é o Sol, que os antigos sabiam ser uma estrela fixa e não um planeta, como considera a Astrologia.

Em seguida, os Segundos Sete, que são os Lipikas, produzidos pelo Três. O Filho excluído é Um. Os “Filhos-Sóis” são inumeráveis.

Os Lipikas, Filhos do Logos, são os Escribas do Karma, que registram tudo na Luz Astral. Por isso, são os seres que projetam, para o plano objetivo, o plano ideal do Universo, sempre reconstruído após cada Pralaya (Dissolução). Estes Segundos Sete são, por assim dizer, extensões dos Sete Espíritos Planetários ou Sete Logoi. Ao mesmo tempo, determinam o limite entre o Humano e o Divino. No microcosmo, os Lipika atômicos registram tudo que fazemos em nosso coração, o qual, após a morte, é pesado na Balança de Anúbis, perante Osires. O Sol é mais um de seus sete planetas, enquanto que os sóis são inumeráveis na galáxia.

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