Cosmogênese – A ideia da diferenciação

Onde estavam os Construtores, os Filhos Resplandecentes da Aurora do Amanhecer da vida? … Nas Trevas Desconhecidas, em seu Ah-hi Paranishpana. Os Produtores da Forma, tirada da Não-Forma, que é a Raiz do Mundo, repousavam na felicidade do Não-Ser.

Constelação de CassiopéiaOs Construtores da Aurora, os Resplandecentes Filhos do Amanhecer da Vida, são os Elohim Creadores que, antes do surgimento do universo, dormitam no Seio do Absoluto ou do Paranishpanna.

Esses Produtores da Forma constroem a Forma ou as Formas (universos, galáxias, sistemas solares, planetas, criaturas, etc.) a partir da Não-Forma (o Absoluto) com o poder do Verbo e, cuja Forma, em si mesma, é a Raiz do Mundo, que contém o Pai e a Mãe, Devamatri e Svabhavat (a substância que dá substância a si mesma).

Onde estava o Silêncio? Onde estavam os ouvidos para percebê-lo? Não! Não havia Silêncio nem Som; nada, a não ser o Incessante Alento Eterno para si mesmo desconhecido.

Se tudo jazia no seio do Pai Cósmico, o Pai-Mãe, onde estava o Exército da Voz? E onde estavam os ouvidos ou a Creação para ouvi-los? Não! Não havia ainda Creação; não havia ainda forma; a Matéria Primordial ainda não havia sido fecundada pelo Raio, o Incessante Alento para si mesmo desconhecido. A Creação surge depois que o Grande Ventre entumesce. O processo de diferenciação da matéria ainda não começara. O KAOS ainda não fora fecundado.

A Hora ainda não havia soado; o Raio ainda não havia brilhado dentro do Germe; a Matripadma ainda não entumescera.

O Dia Cósmico ainda não começara; o Raio das Trevas Eternas ainda não se convertera em Luz; a matéria caótica ou o Ovo Cósmico ainda não fora fecundado; a Matéria Primordial ainda não começara sua diferenciação por obra e graça do próprio Raio para si mesmo desconhecido. Por isso, a Mãe-Lotus (Matripadma) ainda não apresentava seu ventre entumecido para gerar um novo universo.

Seu coração ainda não se abrira para deixar penetrar o Raio Único e fazê-lo cair em seguida, como Três em Quatro, no Regaço de Maya.

Não surgira ainda a vontade creadora do Raio polarizado masculinamente para fecundar o ventre sagrado da Mãe Espaço (polarização feminina do mesmo Raio) que sempre abre seu coração paraConstelação de Andrômeda as sagradas concepções, tanto no cósmico quanto no humano, conforme narrado nos dramas das Escolas de Alta Iniciação.

O Raio, ou Alento Desconhecido até para si mesmo, é Uno. Sem perder sua Unidade, desdobra-se ou polariza-se, na Trindade de todas as Cosmogonias religiosas.

Ou seja: o Elemento Masculino da Natureza nasce através de uma Fonte Imaculada, fecundada por ele mesmo e sendo ele mesmo.

Os Sete não haviam ainda nascido do Tecido da Luz. O Pai-Mãe, Svabhavat, era só Trevas, e Svabhavat jazia nas Trevas.

Estes Dois são o Germe, e o Germe é Uno. O Universo ainda estava oculto no Pensamento Divino e no Divino Seio. O universo ainda era noite, e o Espírito de Deus pairava sobre as Águas Genesianas.

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