Cosmogênese – A noite do Universo

O Eterno Pai, envolto em suas Invisíveis Vestes, adormecido uma vez mais durante as Sete Eternidades.

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O Eterno Pai, o Pai Cósmico Comum, a Causa Eterna, a Onipresença Divina, a Incompreensível Divindade, o Espaço Cósmico. Suas “invisíveis vestes” são a Matéria Primordial, que, mais tarde, na Aurora do despertar, condensa-se, transforma-se em éter, fogo, ar, água e terra.

As “sete eternidades” são os períodos de tempo, ciclos de idades, examinados mais adiante; são os sete períodos de atividade cósmica. Dormir uma vez mais durante sete eternidades significa a preexistência da vida e universos antes do atual.

O Tempo não existia porque dormia no Seio Infinito da Duração.

O tempo não existia ainda (como não existe) como algo concreto, visto que, no universo, tudo é movimento, tudo é som, tudo é vida, tudo é manifestação divina em diferentes estágios, enfim, nada está parado. Assim, se tudo está em constante e contínua mutação, não pode haver o tempo relativo a algo que não existe estancadamente. Há, apenas, uma ilusão, ocasionada por uma combinação de estados de consciência, impressão e memória.

A Mente Universal não existia porque não havia Ah-hi para contê-la.

Quando chega o tempo de repouso, a Noite Cósmica, o Pralaya, a Mente Universal deixa de existir e a matéria retorna ao seu estado primordial. Assim é desde que o mundo é mundo, e como Deus – o Eterno Pai – não teve começo nem terá fim; a Matéria Primordial, a matéria não diferenciada, também não teve nem começo nem terá fim.

A Mente Universal só pode existir quando o universo é chamado à manifestação. Então, do seio do Pai-Mãe Cósmico, são emanados os veículos de manifestação – as Legiões de Seres Espirituais, os santos Elohim da criação – por cujo intermédio a Mente Universal poderá se manifestar. Os Ah-hi são, justamente, esses veículos de manifestação da Mente Universal. Os Ah-hi são o Exército da Voz, o Verbo que se faz carne.

Os Sete Caminhos da Felicidade não existiam. As Grandes Causas da Desgraça não existiam porque não havia ninguém que as produzisse e fosse por elas aprisionado.

Os Sete Caminhos da Felicidade significam o Nirvana, o estado de libertação espiritual. As “grandes causas da desgraça” são as causas da existência, dentre as quais podemos citar: nascimento, vida, morte, decrepitude, apego à vida, ignorância, os sentidos, o karma, etc. Para se ganhar ou conquistar o estado nirvânico de Consciência (Moksha), é preciso superar-se, tornar-se independente, livrar-se das causas da existência – e este é, justamente, o trabalho de Revolução de Consciência, aludido em linhas atrás, o qual será abordado em Posts futuros

Só as trevas enchiam o Todo Sem Limites porque o Pai, a Mãe e o Filho eram novamente Um e o Filho ainda não havia despertado para a nova Roda e a Peregrinação por ela.

As trevas são sempre o Pai-Mãe, e a Luz, o Filho. As Trevas são a Matriz do Universo. Aqui, Pai-Mãe deve ser entendido como “não manifestado” e, por isso, o Pai, a Mãe e o Filho eram Um. Chamado à existência, o Imanifestado, o Absoluto, se condensa em universos, sistemas solares, planetas e criaturas. Roda é, justamente, o termo empregado para designar, de forma indistinta, um planeta, um conjunto de planetas ou todo um sistema solar.

Os Sete Senhores Sublimes e as Sete Verdades haviam cessado de ser, e o Universo, Filho da Necessidade, estava mergulhado em Paranishpanna, para ser expirado por Aquele que é e, todavia, não é. Nada existia.

Os Sete Senhores Sublimes são os Sete Logoi Planetários (Gabriel, Raphael, Uriel, Mikael, Samael, Zacariel e Orifiel) que regem cada Ronda e cada Raça. As Sete Verdades são os ensinamentos de cada um desses Logoi, dados a conhecer em cada período. Paranisphanna é o mesmo que Paranirvana ou Absoluto – que contém tudo e todas as coisas em estado latente ou potencial durante a Noite Cósmica.

As Causas da Existência haviam sido eliminadas; o Visível, que foi, e o Invisível, que é, repousavam no Eterno Não-Ser – o Único Ser.

O Absoluto está além do tempo, da eternidade, do Ser e do existir. O Absoluto contêm tudo e todos, o Manifestado e não-Manifestado. Por isso, o Absoluto é o não-Ser – e esse estado de “não-Ser” e “não-existir” – é o Ser. Do mesmo modo, o Absoluto, por ser o Imanifestado e o Manifestado, o Creador e a Creação, contém as causas da existência e a sua supressão. É a Lei e o autor de todas as Leis.

A Forma Una de Existência, sem limites, infinita, sem causa, permanecia sozinha em um Sono sem Sonhos; e a Vida pulsava inconsciente no Espaço Universal, em toda a extensão daquela Onipresença que o Olho Aberto de Dangma percebe.

O Absoluto, a Forma Una de Existência, sem limites, infinita, sem causa, pode viver um sono (pralaya) sem sonhos visto que a ilusão (maya), é próprio de quem vem à existência, não de quem é causa da existência. Porém, no fim do Dia Cósmico, quando todo o universo se converte novamente em Matéria Primordial, quando todas as formas perdem sua forma, quando tudo se dissolve no seio do Eterno, a vida pulsa inconsciente a espera de um novo Dia Cósmico.

Onde, porém, estava Dangma quando o Alaya do Universo se encontrava em Paramartha e a Grande Roda era Anupadaka?

Alaya é a Alma do Mundo [Anima Mundi]. Paramartha é o Ser Absoluto. A Grande Roda são as cadeias planetárias, os sistemas solares, as galáxias. Nesta Estância, designa, especificamente, o Universo. Anupadaka significa “sem pais”, “autogerados”. Noutras palavras: Filhos diretos do Absoluto [Os Anciões dos Dias de todos os filhos da terra]. A questão permanente é: para onde vai ou onde está a vida quando o universo entra em dissolução (pralaya)? [Para o absoluto, claro!]

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