Desordem Política – A Sociedade agonizante

ordem e desordemInfelizmente vemos que desapareceu de todas as formas a autoridade, e dela decorrente, veio diminuindo, o respeito a lei e crescendo a desordem, que se sobrepôs, pouco a pouco as leis vigentes. Leis, temos muitas, mas simplesmente não são cumpridas.

Com o desrespeito as leis existentes, instalou-se a desordem, tornando impossível o desenvolvimento adequado das atividades produtivas. A inaptidão administrativa, a ausência no cumprimento das obrigações, o desleixo e a negligencia na realização de qualquer tarefa, prendem-se necessariamente ao desaparecimento do binômio ordem e autoridade.

A desordem é um fenômeno natural que se manifesta pela ação das próprias forças de um sistema deixado a sua sorte, o que vale para qualquer nível de organização, e isto é um fato comprovado cientificamente.

E frente a essa gigantesca onda de desordem que assola o país, que faz com que nada funcione direito, com que não se saiba a quem reclamar de coisa nenhuma, desordem esta que pressupõe a ausência absoluta da responsabilidade em todos os níveis, desordem nefasta que lança todos os cidadãos a um desespero profundo, e que numa falta de segurança ante o futuro vindouro, nos faz, em ultima instância, não acreditar em mais nada.

Funesta desordem que se tornou regra no pais — desordem política, desordem administrativa, desordem econômica, desordem moral.

O estado de absoluta desordem que o país se encontra, bem como o mau exemplo que chega a sociedade vindo do poder constituído, estimula o que de pior existe em qualquer ser humano — ganância, corrupção, egoísmo, desonestidade, intolerância

— criando uma sociedade onde impera o ódio, a violência, a desconfiança, a falta de cooperação, tornando-a, não apenas uma sociedade onde existe a natural luta de classes, mas sim, em um bando desordenado onde cada um, desesperadamente em uma corrida desenfreada, decide lutar pelos desordem-da-ordempróprios interesses, lutando um contra o outro, sem nenhuma perspectiva, sem nada a ser divisado no horizonte, uma vez que tudo aponta numa só direção a uma desordem maior que beira o caos.

A crise que vivemos não é apenas de uma parte da sociedade, mas sim de toda a sociedade, é dela como um todo. A sociedade brasileira esta doente, padece ferozmente, arrastando-se através de movimentos involuntários, contorcidos, de absoluta e estonteante incoordenação.

Os diversos segmentos da sociedade, totalmente desarticulados, debatem-se, em paroxismos espasmódicos, cada um tentando sobreviver ao verdadeiro estado de choque que se encontra a nação.

Como um “navio sem rumo”, tristemente mau orientado, soprado pelos ventos do neoliberalismo econômico, onde cada indivíduo esta entregue a própria sorte, não chegaremos a lugar algum.

É urgente e inadiável que a sociedade, como um todo, se una em torno de uma ideia central, que nos permita emergir da penúria indigente que todos nós estamos mergulhados, conduzindo-nos a uma situação de ordem, com justiça social, ordem que não será eterna, mas que, ao concluir seu ciclo, nos deixará em um patamar mais elevado da condição humana.

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