Educação fundamental – Teoria vs Prática

criancasreflexivasO maior problema dos estudantes de hoje é o fato de terem que estudar e aceitar como verdadeiras as teorias, ideias e conceitos alheios sem que lhes sejam dados o direito, ou o incentivo, de divergir e de pensar por si mesmos, de forma independente. Educação é um termo mal compreendido e muito mal aplicado. Educar é passar informações ou fazer com que as crianças e os adolescentes imitem ou copiem modelos.

Mas, Educação significa edução, seja, trata-se de um processo de eduzir, de botar para fora capacidades, talentos, habilidades e potencialidades natas de cada um. Isso só é possível em um ambiente de liberdade propício à análise crítica e onde saber uma determinada matéria não esteja ligado ao processo de passar de ano ou ganhar nota por desempenho.

Além disso, o entendimento da palavra “eduzir potencialidades” passa bem longe do que deveria ser tomado como tal. Por causa de um modelo científico materialista e ateísta instituído, “eduzir potencialidades íntimas” é tomado hoje como eduzir meros valores intelectuais. Mas, os “verdadeiros valores humanos” estão bem mais além disso; as possibilidades reais, aqui mencionadas, são as virtudes do Ser, como “bondade”, “respeito”, “amor ao próximo”, “tolerância”, “veneração”, etc. sem esquecer, é claro, dos talentos e habilidades “profissionais” de cada um.

Se vê isso por aí nas ruas e nas empresas? É claro que não, e a simples evidência disso se experimenta diariamente em todas as partes. Ambientes e modelos competitivos e sem liberdade de pensamento não são favoráveis para o florescimento da inteligência e da criatividade. A teoria  é necessária para ajudar na elaboração do saber, mas levando em consideração arquétipos universais, jamais se alcança o saber sem a vivência, sem a experiência integral, sem a concepção holística.

Compreendemos melhor a superficialidade da educação atual quando examinamos detida e criticamente sua finalidade. O fato é que hoje pegamos uma criança, levamos a uma escola para ser programada a se comportar, a ser e a agir como simples máquina de produção e consumo. Vamos ser mais claros e específicos ainda: a educação de hoje oblitera, acaba, extirpa, castra, bloqueia e anula os valores, os talentos e as potencialidades do ser humano, da alma e do espírito.

Nasce o homem para atuar como simples máquina? Nasce o homem apenas para produzir e consumir? É o homem um ser destituído de alma e espírito? Pode haver Creação sem Creador? Se você respondeu “não” a essas questões certamente perceberá que a educação moderna não considera os aspectos transcendentais e ontológicos do homem. Se você respondeu “sim” a essas questões você está no lugar errado, lendo o texto errado.

Obviamente, só um modelo ou sistema educacional holístico leva em conta os aspectos materiais e espirituais do ser humano. Fora disso, tanto uma educação totalmente materialista e ateísta quanto uma educação exclusivamente espiritual não servem aos propósitos de se “eduzir as potencialidades”. Porque ambas são unidirecionais, algo demasiado incipiente a um espírito maduro como esse que hoje vive nas grandes cidades.

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