A origem e objetivo das religiões

YeshuaO objetivo das religiões é apressar a evolução espiritual humana. Mas, é inútil querer dar a todos os mesmos ensinamentos. O que é útil para alguns, é incompreensível para outros; o que produz êxtase no santo, não faz nenhum efeito no criminoso. Mesmo assim, todas as classes sociais têm necessidade de uma religião.

O homem só poderá viver sem religião quando se fundir com seu Íntimo. Então, ele será a própria religião, porque, tendo se fundido com seu Ser, encarnará em si todos os princípios sagrados de todas as religiões do mundo. E como Jesus poderá dizer: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

Sempre que, por má condução dos sacerdotes ou por falta de prática dos fiéis, a Religião fracassa, Deus envia ou faz surgir seres especiais para reacender e sustentar o facho da Luz, afugentando assim as trevas do barbarismo e da ignorância das coisas do eterno. Esses seres são os profetas, os mensageiros divinos, os avatares, os santos, os budas, os hierofantes que, de tempos em tempos, criam ou trazem uma nova religião ou uma nova filosofia de vida ao mundo.

— Mas, qual é a origem das religiões?

As respostas são muitas! Com base nos fatos conhecidos pelo homem, pode-se chegar à sua origem seguindo-se as trilhas da Mitologia e das religiões antigas.

A diferença existente entre a proposta mitológica e a religiosa reside, simplesmente, na maneira de definir a origem do homem e sua relação com Deus. A moderna concepção mitológica afirma que a religião é apenas uma expressão aperfeiçoada de ingênuas e bárbaras convenções dos homens primitivos. Desse modo, entende que a origem comum das religiões é a própria ignorância comum.

Assim, para esses estudiosos, o animismo, o fetichismo, o culto à natureza, o culto ao sol ou às estrelas não passam de coisas surgidas ao acaso, e que Krishna, Mitra, Cristo, Buda, não passavam de curandeiros ou pessoas espertas que se sobressaíam graças à ignorância das massas do seu tempo.

Porém, o mito sempre foi (e continua sendo) a forma pela qual se perpetua aquilo que não possui explicações racionais ou as grandes verdades transcendentais (algo que os estudiosos cientistas modernos ignoram).

Por outro lado, quando realizamos estudos comparados de religiões vemos que toda religião verdadeira possui ensinamentos de homens divinos, que revelam, de tempos em tempos, os diferentes fragmentos de uma mesma Verdade. Por outro lado, podemos ver também as religiões selvagens, que são degenerações que resultam de uma longa decadência dessas mesmas religiões antigas (ou autênticas) e que foram praticadas como o são as nossas, modernamente, em tempos e civilizações tão remotas que os historiadores não fazem a mínima idéia.

Aparentemente, o estudo dos mitos e das religiões apresenta contradições de uma em relação a outra, quando, na verdade, uma complementa a outra. As religiões foram dadas a todos os povos em todas as épocas com um fim específico, qual seja, a de satisfazer a necessidade moral e natural de cada nação, no seu tempo e na sua época. Foi assim no Egito antigo, na Grécia de Orfeu, na Roma de Numa, etc. Perguntamos, a título de reflexão: Faria sentido hoje a prática da religião dos antigos romanos? Faria sentido hoje o exercício dos rituais e cerimônias a Ísis ou a Osíris?

O grande papel das religiões sempre foi o de fazer chegar ao povo, às massas de crentes, as Grandes Verdades contidas nos Mitos Universais. Os Mitos sempre possuíram (e ainda possuem) significados que só os Iniciados compreendem. Daí, a enorme dificuldade dos estudiosos modernos para estudar e compreender o conteúdo e a realidade dos Mitos Universais.

Mito e religião — eis aí os dois círculos de um mesmo conhecimento sagrado.

Os mensageiros divinos

Tendo afundado na matéria, após a simbólica expulsão do paraíso edênico do continente lemuriano, e já adorando deuses antropomorfizados, o homem não poderia jamais achar o caminho de volta, da sua origem. A Providência teve que organizar um esquema de envio de Mensageiros para visitar os filhos dos homens. Foi assim que, limitando-nos aos últimos milênios, vieram à Terra: Orfeu, Mitra, Rama, Osíris, Krishna, Moisés, Buda, Jesus, Maomé, etc..

Aos deuses criados pelos homens foram atribuídos seus próprios defeitos, como a cólera, o enfado, a intolerância e até o suborno (os deuses gregos). O sacerdócio foi decaindo mais e mais e suas leis deixaram de ser respeitadas pelos mais fortes. Por fim, os sacerdotes e os governos uniram-se contra o povo, chupando o seu sangue como sanguessugas.

Mas, o mundo nunca foi abandonado e esquecido pela Divindade ou pela Providência Divina, palavra cuja raiz torna-se bastante adequada ao sentido aqui atribuído: prover.

Essa Providência sempre proveu o mundo de bons sacerdotes e de bons governantes. Como esses eram poucos ante a maioria, uniram-se secretamente para salvar o povo da bárbara tirania imposta pelos degenerados, devolvendo-lhe assim seus direitos e quebrando os grilhões da escravidão, ainda que esse mesmo povo viesse a sacrificá-los.

Esses salvadores do povo começaram a instruir gradualmente os homens, porque sabiam que o poder sem o saber é uma temeridade perigosa (algo que vemos à saciedade em nossos dias). Tinham que formar suas sociedades e comparecer às reuniões com todo o sigilo e de forma secreta. Daí a origem do termo Sociedades Secretas.

Cada época e cada povo teve as suas sociedades secretas, batizadas com diferentes nomes. Uma delas foi a maçonaria, cuja missão foi a de trazer os ventos da democracia e da liberdade de ação e manifestação diante de reis e papas, e no século XX, dentre outros movimentos, ressurgiu o gnosticismo histórico, cuja missão é revitalizar e regenerar o cristianismo e o politeísmo das religiões antigas.

Essas sociedades secretas foram formadas por super-homens em todos os séculos. E um dos trabalhos dessas sociedades foi Iniciar seus estudantes no Saber, no Poder, no Fazer e no Calar, os quatro mandamentos de todo Mago.

Colocado isso, podemos passar ao estudo das religiões para descobrir o espírito único de todas elas, o qual sempre foi ocultado com roupagens de diferentes lendas e mitos. Mesmo assim, todos os Iniciados, até nossos dias, adoram unicamente ao Deus Íntimo, cuja primeira manifestação é fogo e luz dentro do corpo. Por isso disse Jesus [o Cristo]: “Eu sou a luz do mundo; quem vem a mim não andará em trevas”.

Pré-história religiosa ariana

Parafraseando o que ensinava Saint-Yves, reza a Tradição Oculta recente que, no ano de 6.700 a.C., Ram conquistou o Ceilão, dominando seu povo, de pele negra. Começou, aí, o domínio branco (arianos). Segundo Saint-Yves, Ram mudou seu nome para Lam (de onde se originou a palavra “lama”), fazendo-se Rei Espiritual e Soberano Pontífice da atual região do Tibet. Ram (ou Lam), nesse tempo, estendeu seus domínios sobre todos os reinos da Ásia Menor e Maior. No Tibet, fundou a Universidade Invisível, passando a influir sobre toda a Terra.

O Reino do Cordeiro (Áries) não é um mito; antes, é uma Iluminação. O budismo e o cristianismo perdurarão pelos séculos, porque o livro sagrado de toda religião perdurará no mundo espiritual e todo Profeta o encontrará completo e exato, no plano divino e nas estrelas. Cada astro é uma letra viva para o Iniciado.

De Moisés, Daniel, dos Esdras e dos Vedas não possuímos mais do que um sinal refletido da Verdade, porque perdemos os verdadeiros caracteres originais. Porém, não é difícil encontrar, no mundo inteiro, ou na memória da natureza, a cópia original. Um dia, sempre surge quem reconstrói as Escrituras Sagradas de todos os povos. Por isso, devemos ser tolerantes em matéria religiosa.

Os livros sagrados foram escritos em três planos e para três planos: divino, angélico e humano. Ou para Iniciados, Aspirantes e Povo. Os homens (o povo) estão no terceiro plano — o mais grosseiro e básico de todos.

No Reino do Cordeiro (de Ram) todos os homens submetiam-se a um só pastor espiritual. Um dia, porém, certos revoltados não mais quiseram seguir o caminho do coração [gnosis kardias] e, esquecendo-se da intuição, optaram pela racionalidade. Com isso, trocou-se o arquétipo divino pelo humano; dividiu-se o Conhecimento [Gnosis] em “doutrina do cérebro e doutrina do coração”. Claro que, essa divisão, trouxe sérias complicações, como poderemos ver mais adiante.

Importante saber que Ram ou Rama foi um dos tantos enviados pela divindade para ajudar a humanidade em suas necessidades espirituais; é um dos Avatares de Vishnu, assim como Krishna, Buddha, João Batista, entre outros Santos e Mestres.

As datas e dados aqui apresentados nem sempre são correspondentes aos apresentados pela realidade histórica, podendo ser bem mais antigos. Registramos esse pequeno comentário a título de ilustração. Também poderíamos ter citado outros personagens, mas julgamos mais conveniente detalhar certas particularidades em outros Posts, quando estudaremos a História da Magia.

A religião na Índia

Há três grandes períodos históricos na Índia e em seus livros sagrados:

  • O Védico, ou época de Ram, que dominou a Índia por meio dos Ários até 3.000 a. C.
  • O Brahmânico que se estendeu até 2.400 a. C., caracterizado pela recusa dos dogmas da teocracia do Cordeiro.
  • O Búdico, com o advento de Buda.

Os Vedas são livros importantes. Pode-se dizer que a Bíblia cristã é análoga desses livros, ou, pelo menos, muitas de suas passagens são encontráveis nos Vedas (um livro bem mais antigo do que a Bíblia), palavra que quer dizer “ciência”. Há quatro Vedas: Rig, Sama, Yadjur e Atharva [e há 4 evangelhos. Coincidência?].

As cerimônias do período védico eram muito simples. Os ários (que significa os nobres) tinham um culto muito sábio; não possuíam templos nem altares. Faziam fogo por meio de fricção de duas madeiras sobre seus altares simples e rústicos e o mantinham com manteiga clarificada. Ofereciam aos Deuses uma espécie de pão e licor (soma) que tinham a propriedade de desenvolver certas faculdades psíquicas.

Hoje, o fogo dos altares foi substituído pela lâmpada elétrica. Já na época de Jesus Cristo não havia mais o soma. Por isso, Jesus usou vinho — que é a substância ou veículo material mais adequado para incorporar ou materializar átomos solares em cerimônias mágicas ou religiosas. Até hoje o vinho é usado pelas igrejas cristãs. No século XX, um outro avatar, Samael Aun Weor, acabou institucionalizando o uso do suco da uva em substituição ao vinho.

Entre os ários, o pai de família oficiava à aurora, ao meio-dia e ao por do sol. Os filhos arianos, daquele tempo, tendo herdado esses ritos de seus pais, passaram-nos de geração em geração, fazendo surgir a casta dos sacerdotes na Índia.

Outros preferiram combater os amarelos e os negros presentes no território hindu, de onde se originou a casta dos guerreiros. As raças vencidas formaram as castas inferiores (para eles) dos comerciantes e dos artesãos. Nesse tempo, o bramanismo era tão só uma semente.

Brahmanismo

O brahmanismo ou bramanismo foi uma época maravilhosa para o mundo, pois deixou à sua passagem, obras estupendas, como o Mahabarata, o Ramaiana e os Puranas, entre os poemas épicos; O Carro de Argila e o Kalidasa no gênero dramático; O Maghaduta, o Gita-Govinda e o Pantchatantra na poesia lírica. Também nos deixou o bramanismo numerosos ensaios de astronomia, as cifras decimais (trazidas até nós pelos árabes), a aritmética e a álgebra.

A obra magna do bramanismo é o Código de Manu, em doze livros, abarcando política e religião (e há ainda quem acredite e defenda a idéia de que política não deve se misturar com religião, quando é, exatamente, o oposto). Foi esse Código que deu origem ao Código de Minos na Grécia, de Numa, em Roma, de Em-Manu-El dos judeus e cristãos. Todo o Bramanismo nos fala dos Vedas ou do Vedanta, sendo nitidamente religioso.

Os Yogues e o Budismo

Depois do bramanismo surgiu o sistema materialista de Kapila, o qual nega a existência de Deus e só crê na imortalidade da alma, na eternidade e na onipotência de uma causa primeira (teria aqui Aristóteles, da Grécia, tirado a sua teoria do “primeiro motor”?), imperceptível e imutável que se chama Prakriti, que é a Raiz das Raízes da matéria, cuja contrapartida é Purusha, o princípio sensível e inteligente presente dentro de cada homem.

Patanjali, discípulo da Kapila, não se satisfez com a obra de seu mestre e admitiu a realidade de Deus, princípio eterno, neutro e indivisível. Sua escola deu origem ao Ioga, que é a doutrina da União de todos os seres com o Ser Universal. O Baghavad-Gita é um período do Mahabharata ou Krishnaísmo.

O ioguismo foi sucedido pelo budismo. Gautama ou Buda nasceu no ano de 1024 a.C., segundo cronologia chinesa, ou no ano 621 a.C., segundo crônicas cingalesas. Seu trabalho consistiu em completar os ensinamentos bramanicos, tomando o coração humano como base essencial do sistema.

Pregou aos homens o desprezo pelo prazer, pelo sofrimento e pela pobreza, predicando a necessidade da perfeição pessoal e o exercício da caridade para com todos os seres. Os princípios por ele ensinados foram: a igualdade entre os homens por sua origem e destino relativizando a existência das castas. É claro que os bramanes fizeram de tudo para aniquilar o budismo e os budistas, mas não o conseguiram, do mesmo modo que não conseguiram os romanos acabar com o cristianismo.

Krishna

A história de Krishna tem a mesma roupagem que a história de Jesus, amoldada, é lógico, ao modo hindu. Ao penetrarmos no Arqueômetro de Saint-Yves, podemos observar imparcialmente que o Cristo foi a ponte que uniu a Igreja Patriarcal com o Cristianismo nascente e que, antes de o Cristo encarnar, já existia o cristianismo há milhares de anos, porque Cristo não é um ser, um indivíduo, e sim um atributo do eterno Absoluto [portanto, o Cristo é um dos aspectos manifestos do Absoluto].

No ano 3.200 a.C., aconteceu a revolta religiosa, científica e social da Índia. Nessa época, os Iniciados Ários (do Cordeiro) exilaram os yonianos, revolucionários guerreiros que invadiram e conquistaram a Ásia Menor até o Egito.

O reis yonianos haviam adotado a cor vermelha como sinal de poder e, por isso, foram chamados de Pikshas (ou vermelhos), palavra que depois foi traduzida como “fenícios”. Como o grosso desse exército de sectários (de yonianos) era composto de camponeses, eles foram chamados de “reis pastores”.

Os yonianos acabaram com os Conselhos Governamentais sinárquicos e os substituíram pela soberania pessoal, absoluta e despótica e também dissolveram os Colégios de Magos, matando todos os Iniciados conhecidos. Os Iniciados brancos (arianos) tiveram que lutar contra esse poder por longo tempo.

“Caíram em poder dos Yonianos o Irã, várias nações árabes e quase toda a Índia. Seu reinado foi o do despotismo e da crueldade, porém, fundaram um grande império (o Assírio), com duas grandes cidades: Nínive e Babilônia. Nimus fortificou Nínive e perseguiu os Iniciados durante toda a sua vida. Dominou a Armênia, a Média e o Irã, que tomou o nome de Pérsia. Destruiu o resto da Sinarquia de Ram. Seus numerosos prisioneiros de guerra construíram Nínive, uma cidade que chegou a possuir 87 quilômetros quadrados, cercada de muros tão largos que podiam correr três carros lado a lado. Possuía 1.500 torres de 60 metros de altura. Nínive foi arrasada por Ciaxares, rei da Média, no ano de 625 a. C.”

A Religião da Babilônia

Semi-Ram-Is quer dizer “Luz Intelectual de Ram”. Semíramis foi uma Iniciada do Colégio Feminino de Mitra, dirigido por Simma, esposa de Menonés, grande chanceler do império da Assíria. Depois de Nimus, Semíramis adotou o trinitarismo de Krishna e a pomba como símbolo dos Iniciados yonianos, trocando assim a cor vermelha dos estandartes pela cor branca. Por fim, a imperatriz fundou Babilônia, com casas de quatro andares, templos e palácios suspensos, pontes com um quilômetro de comprimento.

Os exércitos de Semíramis cumpriram o mandamento esotérico: o Iniciado mata o Iniciador, e atacaram a Índia. A imperatriz da Assíria reuniu três milhões de soldados, 500 mil cavalos, 100 mil camelos e 100 mil carros de guerra. Porém, perdeu dois milhões e meio de seus homens, porque, segundo os historiadores gregos, os hindus combateram os exércitos assírios com canhões de bronze e armas de fogo (nunca saberemos se isso realmente foi verdade…).

Os hiksos jamais puderam dominar os celtas, as antigas colônias brancas, as quais preferiram exilar-se a sofrer o domínio perverso dos Yonianos. Uns penetraram no deserto, e converteram-se em beduínos, enquanto outros passaram ao Egito e à Etiópia. Moisés deu a essa massa cruel e despótica (dos hiksos) o nome de Nemrod, que significa “reino adversário de Jeová”, ou encarnação material de Satã.

Depois dessa destruição selvagem, os Iniciados dos Templos trataram de salvar as artes e as ciências enviando um adepto para reconstruir as bases da sociedade humana. Como não puderam reaver a unidade destroçada, estabeleceram em cada região um centro de revelação divina. Desse momento em diante, começaram a trabalhar as distintas sociedades secretas e os diversos Colégios Iniciáticos que a história registra.

Zoroastro e Israel

Zoroastro foi o adepto enviado ao Irã. Na China, surgiu Fo-Hi. No Egito, veio Moisés, que constituiu o Is-Ra-El, que quer dizer Colégio Real de Deus. Na Grécia, Orfeu acaba com a anarquia. Um segundo Zoroastro surgiu na Pérsia. Esse foi o primeiro grande florescimento (ou ressurgimento) da doutrina de Ram. Porém, os tiranos sempre perseguiram as leis dos reformadores.

Zoroastro teve muitos discípulos. Um deles foi Odin ou Frigga, que foi à Escandinávia, onde preparou a vitória definitiva dos Celtas sobre os romanos. Odin compôs ou escreveu a mitologia dos povos nórdicos, sobre a qual Wagner alicerçou sua obra, muitos séculos depois.

A alta escola dos grandes sacerdotes foi o mazdeísmo, do qual Zoroastro é o pontífice revelador do Verbo Solar. Solar porque os centros esotéricos ortodoxos haviam considerado o Sol como o símbolo masculino, em oposto aos que tomaram a Lua ou a Pomba como o princípio de suas crenças religiosas. O mazdeísmo de Zoroastro salvou a ciência tradicional da época, porque conservou os livros sagrados dos povos.

Outro Iniciado que salvou o conhecimento secreto foi Moisés, no Egito. Os sacerdotes egípcios transferiram esse conhecimento secreto para o Tarot ou Torah, que nos chegou integralmente através dos Boêmios.

Do Avesta não nos chegou mais do que uma só parte dos 20 livros, devido à perseguição dos assírios, gregos e islamitas ao mazdeísmo e aos iranianos. Depois da conquista maometana da Pérsia, milhares de habitantes desse território fugiram para o oásis de Yezd e outros penetraram na Índia, onde formaram as colônias Pársis, as de Baroda, de Bombai e Surate. O Avesta data do século XVII a. C., está escrito em língua zende e trata de tudo isso que hoje, genericamente, chama-se Magia. Vem a ser a própria Bíblia mazdeísta. Tem sete capítulos sobre o Homem e o Universo, as sete faculdades morais e sete sobre a natureza física.

Zoroastro salvou os iranianos da ruína moral, como Moisés fez com os israelitas através da Bíblia ou do Gênese. Mas, se Moisés voltasse aos nossos dias e visse as besteiras que são atribuídas à sua obra, certamente destruiria o Gênese, como o fez simbolicamente com as tábuas da lei, posto que, como Iniciado, somente quis divulgar os princípios da Iniciação.

Dentre os israelitas, somente os essênios conservaram o verdadeiro sentido da Gênese até a vinda de Jesus. Os gregos não foram melhores que os judeus. Até a recordação de Orfeu acha-se desaparecida de suas memórias. Depois, na Grécia, veio Pitágoras, e fundou a célebre Fraternidade Iniciática de Crótona, começando novamente a luta entre Iniciados e políticos.

O cesarismo assírio foi sucedido por um poder mais perverso ainda: o da loba romana. A ambição romana fez com que declarasse guerra ao mundo inteiro. Todos os povos caíram vítimas de Roma. Numa [o imperador] quis imortalizá-la sem a força bruta, porém, seus sucessores ambiciosos e astutos não aceitaram esse caminho. Já era, pois, novamente tempo de a Providência divina reconstruir o Conhecimento. Veio então o Cristo Jesus, lançando seus adeptos ao assalto da fortaleza nemródica de Roma.

Pré-Cristianismo

A Doutrina do Cérebro foi divulgada por Krishna, Fo-Hi e Zoroastro para deter a selvageria crescente dos povos antigos. Cerca de 500 a.C. floresceu a Doutrina do Coração, com seus cultos de Magia Ritual instituídos por Numa em Roma, por Pitágoras na Grécia, por Esdras entre os hebreus, por Hermes no Egito, por Zoroastro (o último deles – pois existem vários) na Pérsia, por Gautama na Índia, por Lao-Tsé na China e por Son-Mau no Japão.

Nesse tempo, também foram organizadas as ordens laicas esotéricas, como os cabalistas, os pitagóricos, os néo-platônicos e os essênios. Todos possuíam uma relação muito íntima entre si. Foi nesse tempo que os Magos nos seus Colégios ouviram falar de um acontecimento cósmico que se avizinhava, que mudaria o mundo radicalmente, dividindo-o entre “antes” e “depois”.

Os astrólogos (ou astrônomos se preferirmos o termo atual) caldeus que estudavam os dois lados da natureza, o visível e o invisível, o físico e o metafísico, viram que algo de extraordinário reproduzia-se em nosso universo. Na época, sabia-se que a Terra ocupava um certo ponto do espaço celeste, e que muito longe havia sinais que formavam um círculo traçado ao redor da Terra e do Sol, ao qual deram o nome de zodíaco.

Os antigos sabiam que as almas dos planetas interzodiacais não podiam jamais sair do seu círculo, antes da vinda do Cristo. Essa corrente astral foi chamada de a Grande Serpente (ou Nahash em hebreu). Essa serpente, que morde a própria cauda, é a viva personificação da religiosidade antiga e dos alquimistas da Idade Média e figurava o limite das almas. Esse é o motivo pelo qual os antigos criaram a idéia do tempo, do destino e de tudo que está determinado (o karma).

— Porém, o que descobriram os sábios caldeus?

Os sacerdotes-magos caldeus examinando os astros que brilhavam no firmamento, viram uma Luz Imensa, que atravessava esses signos zodiacais, os quais, segundo uma antiga tradição, são guardados cada um por um Gênio. Eles viram que os guardiães das portas zodiacais fugiam espavoridos. É que sob a influência dessa luz produziu-se um fenômeno estranho: a cabeça da serpente foi achatada e fundida com sua cauda, no círculo anterior primitivo, debaixo da Terra.

Com isso, o caminho para o plano divino foi aberto e as almas puderam atravessar. Valentim, o gnóstico, alude a isso na Pistis-Sophia, quando relata as palavras de Jesus: “E o destino e a Esfera sobre os quais dominam (Adão e todos os tiranos) eu os mudarei e os porei olhando para a esquerda durante seis meses, cumprindo sua influência astral, e em seguida os porei seis meses mais a olhar à direita cumprindo sua influência astral”. Por isso, diz Samael no seu livro Los Mistérios Mayores, que “Jesus veio abrir ou mostrar publicamente os Mistérios, permitindo que qualquer pessoa interessada ingressasse na Senda da Iniciação”.

Essa também é a chave do Credo cristão, que afirma que o Cristo desce ao inferno para libertar as almas dos justos. Dessa maneira, uma Luz radiante invadiu o Plano Astral de nosso sistema solar, e os Guardiães das portas da morte, os servidores da Serpente, fugiram cegados. A vestimenta de Luz que cobre o Enviado dos planos celestes chegava aos nossos signos zodiacais. O Céu finalmente escutara as queixas de Pistis-Sophia, e o Redentor veio a encarnar-se. Sua estrela do céu invisível guia os Magos para o ponto de encontro dos três continentes e todos os centros de comunicação astro-terrestres cessam de funcionar. Tudo se cala…

Jesus e os Essênios

— Por que e de onde vierem os Reis Magos, conforme descreve São Mateus em seu Evangelho?

Segundo as Escrituras antigas, “tu serás o sintetizador divino. Tu vais para construir os cultos mágicos dos antigos. Tu vais permitir à esfinge sair de sua imobilidade e a raça branca vai reconstruir sua síntese de tua luz. Tu és Jesus, Rei Espiritual e Salvador, cujo nome foi escrito há mais de vinte mil anos sobre as estrelas do céu. Tu serás o Verbo celeste. Nós, os Reis Magos, representantes de cada uma das tradições anteriores, em nome da raça Vermelha (atlante), da raça amarela (as duas primeiras) e da raça negra (lêmures), nos prostramos e te consagramos o Salvador da Raça Branca (ariana) e o Iluminador das humanidades em todos os planos”.

Depois de romper o Círculo da Serpente, o Salvador do Mundo nasceu na Judeia, para ensinar ao Homem o caminho de regresso ao Pai ou à União (ioga) consciente com a divindade. Sabemos que muitos negam a realidade da vida física ou corpórea de Jesus. Isso não interessa de forma alguma.

São historiadores científicos que devem realizar essa tarefa; entretanto, a Ciência tem demonstrado essa realidade como verdadeira. Em sua infância, Jesus recebeu ensinamentos dos essênios, uma comunidade de sábios que formavam a terceira seita entre os fariseus e os saduceus…

Os fariseus eram os comerciantes da época, que iam todos os sábados ao templo para vender ali seus produtos. Quando viam um profeta, apedrejavam-no ou o matavam à facadas, conforme costume da época. Os saduceus eram os filósofos céticos e materialistas, que não acreditavam em quase nada, mas se sentiam autoridades em tudo, como os intelectuais do nosso tempo.

Os essênios eram os místicos, constituindo uma Fraternidade semelhante à dos Pitagóricos. Só os essênios tinham conhecimento perfeito da sua língua, a hebraica. 500 anos depois de Jesus, o Sepher ainda não havia sido traduzido. Esdras tratou disso, mas não pôde fazer mais que um trabalho primitivo.

Como membros de uma Sociedade Secreta, os essênios tinham juramentos, sinais de reconhecimento, roupas especiais e normas a seguir. Comunicavam-se secretamente com os membros de outras Ordens Iniciáticas, e assim tinham intercâmbio e comunicação contínua com os pitagóricos, os neo-platônicos e os alexandrinos. Na idade de 12 anos, Jesus foi ao templo com os demais essênios.

Outra questão controversa é se Jesus foi ou não foi à Índia. Alguns acreditam que ele nunca tenha estado lá, pois os essênios não tinham nada a aprender com os hindus. Jorge Adoum, inclusive, é enfático ao dizer que, dos 12 aos 30 anos, o Mestre esteve percorrendo a Europa e suas escolas de Mistérios, de onde pôde formar uma grande síntese.

O V.M. Samael afirma que Jesus percorreu o Egito, a Índia e o Tibet, além da Europa buscando conhecimentos. Cumpre notar que a doutrina cristã possui muitos elementos budistas, tibetanos e maias. Para Samael Aun Weor, o “Eli, Eli lama sabactani” exclamado por Jesus, no derradeiro momento no monte Calvário, é maia. Fica a pergunta: onde e como Jesus aprendeu a língua maia?

A Gnose de Jesus

Todos os ensinamentos de Jesus estão gravados na memória da Natureza. Por esse fato mesmo, de estar escrito na tela da natureza, os evangelhos de Buda, de Jesus e de todos os Enviados são eternos. Poderão passar os céus e a Terra, porém, nenhuma vírgula desse ensinamento desaparecerá.

Assim, de nada adianta os tiranos e os governos do mundo perseguirem os Iniciados – cada qual a seu modo, de acordo com a época – pois esses Ensinamentos, ou Gnose, não podem ser apagados. Pelo contrário, quanto mais sangue for derramado, mais forte e duradoura será a doutrina, pois o mandamento oculto diz “escreve com sangue e jamais se apagará”.

Jesus, como todo Iniciado, falou ou ensinou em três níveis ou câmaras: À gente simples. Aos intelectuais, sacerdotes e governos. Aos preparados ou Iniciados.

Como Mestre, podia atender aos doentes, curando-os de seus males. Lamentável que teve que deixar esse ensinamento de medicina universal escrito em chaves nos seus evangelhos. Assim, até agora, as massas não puderam ter acesso ao mesmo.

Interessante observar também que Jesus é o único em torno do qual se agrupam todos os partidos políticos, religiões e escolas do mundo. Para o adepto do mesmerismo, Ele é e foi o maior de todos; para o médico, Ele nunca foi derrotado por doença alguma; para os fãs de Houdini, ninguém superou sua façanha de ter saído do sepulcro após ter sido dado como morto; para o espírita, Ele foi o maior médium, e assim, sucessivamente, com o psiquiatra, o socialista, o comunista, o democrata, o anarquista, etc. Cada um de nós O aprecia segundo o nosso modo de ver as coisas.

Jesus dominou as doenças e a própria morte, fazendo ressurgir Lázaro; e, ao mesmo tempo, disse-nos que poderíamos ser iguais a Ele, se nos dispuséssemos a seguir os seus passos (“vai vende tudo que tens, dá aos pobres, e siga-me”; “quem quiser vir após Mim renegue a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me”).

Os seus milagres encerram a mais Alta Ciência preconizada por Eliphas Levi e todos os Teurgos. Porém, Ele não é Deus porque faz milagres e opera prodígios, mas sim pela sua obra e pelo seu divino amor. Muitos homens têm feito os mesmos prodígios que Jesus, porém, ninguém jamais O igualou em seu amor impessoal e divino.

Jesus, em seus Mistérios Iniciáticos, afirmou o culto da Igreja de Melquisedeque, cuja ação direta consiste na comunhão do invisível com o visível e do visível com o invisível. Com esses ensinamentos, Jesus derrubou o poder de todo o sacerdócio da época e a sua autoridade, que lhes autorizava a falar em nome de Céu. Com isso, ensinou como deve o homem comunicar-se com o invisível sem a ajuda e sem intermediários e sem pagamentos por orações realizadas.

É por isso – por seus ensinamentos, por sua doutrina – que foi julgado e condenado por uma assembleia de fariseus que temiam, justamente, a perda do poder temporal.

Um outro Mistério revelado, ou entregue pelo Mestre Jesus ou Joshua, diz que “ninguém pode elevar-se se não descer do alto”. Isso Samael afirma e reafirma com sua famosa frase (entre os gnósticos atuais): “para subir é preciso descer”. Portanto, deixemos os ingênuos darwinistas acreditarem que a evolução começa de baixo, e que o símio pode chegar a ser homem.

Porém, nada evolui se a condição superior não é duas vezes maior que a inferior. Necessita-se da dor e do sofrimento voluntários para elevar-se. Já nos referimos a isso, através da palavra “sacro-ofício”. Jesus morreu sofrendo todas as abominações das leis humanas, injustas, como narram os evangelhos. Porém, Jesus ressuscitou. “… dou minha vida para tornar a tê-la. Ninguém a tira de Mim, mas eu de mim mesmo a dou”. Isso refere-se à existência de um certo poder, conhecido por alguns grandes Adeptos, que faculta desintegrar à vontade a matéria física.

A Magia da palavra

kundaliniTodo corpo vibra, e conforme o número de ondas ou ciclos emitidos por segundo, indica a natureza do seu próprio som. A ciência ordenou a escala ou aspectos sonoros de acordo com valores que progridem de zero a 16 milhões de ciclos/segundo. O ouvido humano capta apenas os sons compreendidos entre 16 e 32 mil ciclos/segundo. Por isso, não podemos ouvir sons do plano astral, o mesmo prevalecendo para o espectro cromático, do qual nossos olhos captam uma faixa bem pequena de cores.

Na Atlântida, o homem percebia milhões de cores. Na época da Babilônia, uns poucos milhares. Hoje, apenas algumas dezenas. É devido a que, nesse período, perdemos capacidades humanas e divinas.

Todos os sons provocam reações, mesmo os não-perceptíveis aos ouvidos humanos. Com o tempo, os sons modelam e condicionam nossa própria personalidade, sugestionando-nos a pensar de acordo com sua índole: tristeza com marcha fúnebre, ufanismo na execução do hino nacional, emoções elevadas e indefiníveis com os clássicos, sentimentos místicos com música erudita, emoções inferiores com os ritmos afro e rock.

Se todo som afeta nosso corpo e provoca reações psicológicas e químicas, isso explica, cientificamente, a utilidade da música como terapia. Cada corpo afeta e por sua vez é afetado sonoramente. Milhões são os corpos que emitem sons inaudíveis. É o caso dos planetas. Aparentemente eles estão lá, no imenso vazio cósmico, inertes e mortos. Porém, todos eles vibram e emitem radiações que nos afetam e até modificam nosso comportamento. Em cima disso, os antigos estruturaram as ciências da Música (Pitágoras) e da Astrologia.

Modernamente, os homens de guerra estudam o uso do som como arma nos canhões ultrassônicos, aliás, é este o princípio das armas de defesa mais sofisticadas.

Para os propósitos aqui delimitados é suficiente saber que:

  1. Todo corpo tem a propriedade de gerar e reproduzir freqüências que se harmonizam com seu próprio espectro sonoro.
  2. Todo som atua com suas vibrações sobre os demais corpos.
  3. O som afeta e influi o ordenamento molecular.
  4. O som modela formas geométricas na matéria sutil.
  5. O som cria fenômenos de atração e repulsão.
  6. O som interfere na coesão da matéria (e dos átomos).
  7. O som cria formas energéticas.
  8. O mundo vive e se mantém pelo poder do som (da vibração).
  9. O som de nossa própria voz pode nos fortalecer ou roubar nossa energia.

Uma pergunta para reflexão e meditação: “Foi o som que criou o movimento ou foi o movimento que criou o som ?

A Música das esferas

Nosso sistema planetário é uma gigantesca cítara, onde cada planeta emite, de sua posição, uma nota correspondente à distância que ocupa em relação ao sol. Isso pode ser entendido como a longitude ou tamanho de sua corda. Foi a partir dessa observação que Pitágoras chegou à escala musical.

No microcosmos, a realidade não é diferente. Cada uma das células é um circuito ressonante e todas elas obedecem e determinam suas reações pelo princípio do pensamento-vibração.

Existe mente em cada ser e em cada célula. Cada mente celular cumpre finalidade própria distinta através de suas funções específicas. Porém, o conjunto de células constitui a unidade de nosso Ser e todas elas obedecem a uma mesma inteligência (Nous) e vibram todas ao som de nossas palavras (o Verbo).

Atualmente, já é entendimento corrente que todo homem possui faculdades e potencialidades extras. Todos eles podem ser despertados mediante o sábio emprego da mente e do Verbo. Diz Jorge Adoum: “É absolutamente certo que o Verbo, em virtude da ressonância universal, tenha a propriedade de despertar o que está latente no Ser e, uma vez emitidos, certos sons põem em vibração, também por ressonância, os poderes ocultos no âmago de nosso subconsciente; essa é a magia do Verbo através da qual todas as coisas foram feitas”.

Princípios básicos dos mantras

Toda oração é invocação ou chamado. Toda palavra-som, primeiramente, influi no corpo de quem o emite e só depois alcança seu objetivo externo. É por isso que tudo que desejamos (e pela palavra cristalizamos) para o próximo, a nós mesmos estamos desejando. De toda palavra inútil teremos que prestar conta. Nossa palavra é nossa lei.

As orações e preces são, portanto, vocalizações de uma ou mais palavras que saem do coração por necessidade para produzir, mediante vibrações, um efeito em nosso organismo e no dos demais seres. Até o suspiro é uma oração. Um gemido é uma invocação que eleva a mente a certo grau em que a percepção espiritual é mais intensa.

Os yogues chamam a oração de mantra. Os mantras são palavras ou sons que criam por meio do ritmo e da nota-chave de cada pessoa. O Íntimo, Atman, de acordo com nossos pensamentos e aspirações puras, pode nos dar a verdadeira pronúncia das palavras sagradas.

O poder magnético da palavra humana é o começo de todas as manifestações do mundo oculto. Dar um nome não é apenas definir um ser, mas também entregar seu destino a uma ou mais potências ocultas. Todo homem deveria saber a ciência de dar nomes.

Os Mantras e os chakras

Fazer vibrar, mediante certas combinações sonoras, os centros magnéticos ou chakras do corpo humano, significa abrir seus selos e descerrar seus véus de mistério.

Cientificamente já se demonstrou que com a pronúncia de um determinado som, o sangue flui para certa região do corpo.

No ser humano, o som não pode se manifestar se não por meio da inspiração e da exalação de ar, fazendo as cordas vocais vibrarem. É a entrada e a saída do alento que acondicionam o som e seu poder creador. Quanto mais fundo inspiramos, mais forte se manifestará o som e seu poder.

Sabemos, já, que toda palavra é mantra. Aquele que desenvolve em si o poder de crear mediante a palavra torna-se um mago. Todo mago é sempre o filho predileto e amado da Mãe-Natureza, e como seu filho terno e amoroso, governa a consciência de sua mãe mediante a palavra.

Os magos concentram grandes poderes, porque têm desenvolvido todos os seus centros magnéticos, base de todo o poder mágico. O mago branco primeiro purifica seu plexo solar de todo desejo. No plexo solar estão dois caminhos: um que leva ao Íntimo, e outro que leva ao Inimigo Secreto. Ambos são cheios de fenômenos e poderes, porém, o mago branco sabe que o caminho da esquerda significa o florescimento de terríveis poderes do mundo inferior.

Afirma o Mago Jefa (dr. Jorge Adoum) que, no interior da espinha dorsal, existe um cordão que registra todos os sons da natureza. Cada uma das 7 vogais vibra numa determinada longitude, no centro correspondente, devido à sua estrutura atômica. É por meio das 7 vogais que ressoam em toda a Natureza que o mago compõe a “Palavra Perdida”, podendo, assim, despertar, desenvolver e avivar todos os centros magnéticos dos seus corpos, a fim de realizar a Grande Obra.

Fazer vibrar os centros magnéticos ou chakras é abrir células e átomos do corpo-templo, preparando-o e limpando-o para a luz inefável do Íntimo que se manifesta através do fogo creador depositado no sistema seminal do homem.

Os não-iniciados acreditam que todos os ritos e cerimônias religiosas são apenas repetição de fatos passados. Porém os Iniciados sabem que toda atividade litúrgica realizada nos templos, igrejas, lojas maçônicas e lugares sagrados se destina essencialmente a avivar as forças internas dos assistentes, aproximando-os do reino do Pai Interno.

Imagine por um instante, caro amigo, leitor e estudante, que felicidade seria para o mundo se todos os fiéis de todas as religiões, seitas e ordens tivessem em seu meio e como seu líder um sacerdote-mago! Quão diferente seria o destino desta humanidade! Porém, os sacerdotes estão caídos. Quando caem os sacerdotes, caem os reis e cai a humanidade.

Nossas forças interiores

mente_2Todo ser aspira e respira. O homem aspira, respira e pensa. O pensamento, para o homem, é a base de suas aspirações, e estas fazem o seu futuro. As infinitas e diversas inteligências que vivem nos mundos atômicos esperam, ansiosamente, as aspirações (anelos) e respirações do homem para, assim, servi-lo e obedecê-lo. O mundo dessas inteligências é o mundo interno.

O que prende o homem à matéria e à ignorância é o seu pensamento voltado para fora, para o mundo de maya. O pensamento do homem deve sempre se voltar para o sol íntimo, que é seu próprio SER, seu próprio ÍNTIMO.

Os átomos, como todos os demais seres, têm hierarquias. Pensar alto e aspirar profundamente é atrair para si as mais evoluídas inteligências do universo através de um processo de imantação. Se o corpo humano é a miniatura do universo, por isso mesmo pode-se estudar a natureza inteira, à partir do conhecimento de si mesmo.

Sempre que um homem quiser alcançar a ILUMINAÇÃO INTERIOR ou a sabedoria deve anelar, concentrar-se e respirar átomos de luz; se alguém quiser adquirir a Beleza [uma das VIRTUDES mencionadas anteriormente], deve pensar, respirar e anelar a Beleza; e quem quiser chegar a ser Deus deve pensar, anelar e respirar Deus.

Quem quiser chegar a encarnar a Verdade deve sempre falar e cultivar a verdade, e assim, sucessivamente, com todas as dezenas de Donzelas do Ser ou VIRTUDES que estão adormecidas dentro de nós, esperando que as despertemos e as expressemos em nosso dia a dia.

Bondade, suavidade, gentileza, carinho, serenidade, sabedoria, humildade, castidade, santidade, diligência, entrega, dedicação, esmero, disciplina, amor ao trabalho espiritual são alguns exemplos de Donzelas de nosso Ser que precisamos descobrir, cultivar, desenvolver e expressar todo o tempo.

O Conhecimento de si mesmo

Cada centro, vórtice ou chakra está sob o governo de um Deus Atômico. O conjunto de centros formam a Universidade do Espírito, onde nos graduamos nos ARCANOS da Ciência Superior. Assim como nas universidades humanas, ali também devemos estudar, fazer exames e conquistar o direito de passar de ano (ou de grau). A Iniciação é o caminho que nos leva aos Graus Superiores da Universidade do Espírito.

A meditação, reflexão, análise e mapeamento de nossa psique ou de nossa mente fazem parte de nossos sistemas e técnicas de estudo; quem medita, analisa e estuda as inúmeras manifestações do Ser e também as manifestações de seus Egos durante o dia, cedo ou tarde chegará a autoconhecer-se profundamente.

O homem que se dedica à ciência sagrada do Ser faz com que todo seu corpo se transforme num poderoso ímã, passando a atrair e a absorver muita força e energia, e essas, formam em torno do corpo um poderoso campo de força que impede a penetração de átomos destrutivos.

Sabemos que um homem é bom ou mau consoante a natureza dos seus pensamentos e sentimentos ou de seus átomos. Uma forte saúde e disposição física, mental e psíquica é a única maneira de conquistarmos os átomos de luz. As enfermidades quase sempre refletem a presença de átomos negativos em nosso mundo interno.

Os estimulantes, como a bebida alcoólica e as drogas, estimulam o sangue e o sistema nervoso, e com isso, estimulam também os átomos inferiores alojados abaixo do umbigo. Esses átomos, quando excitados, obstruem o caminho que conduz ao reino interno; sem as instruções provenientes da parte superior do Reino Interno, passamos a receber, em seu lugar, orientações dadas por átomos e inteligências da parte inferior do reino.

Com isso, somos desviados da Senda. Por isso, desde o começo, ensinamos a ciência do reconhecimento, da prática e da expressão das Donzelas ou VIRTUDES do SER, que são, justamente, a mesma expressão de nosso Ser, no aqui e agora de nossa vida.

No coração, além do átomo Nous, temos um átomo guardião que abre e fecha as portas que dão acesso ao Reino Interno do Íntimo. Se o pensamento é forte e puro, a porta nos é franqueada; do contrário, temos que voltar noutra oportunidade com melhor preparo e estado de espírito. Por outro lado, na parte inferior da coluna temos o átomo das trevas, a antítese de Nous.

Esse átomo sempre intenta enviar suas hostes infernais para atacar os guerreiros de Nous. Porém, as portas do Reino sempre estão fechadas para eles. Se isso não acontecesse, o Inimigo Secreto estenderia seus domínios até as regiões celestiais, e com isso o mal não teria fim. O mesmo acontece no Macrocosmo. Se o mal não tivesse um limite, hoje o universo seria uma Babilônia, um prostíbulo, um cassino, enfim, o inaceitável, o inimaginável.

O homem é um reino dividido: até o umbigo ou metade da coluna imperam os átomos de Nous; a metade inferior é governada pelo rei do inferno, conhecido como Satã, o átomo do Inimigo Secreto. No sacro ou região inferior da coluna estão os arquivos do passado. Por esse motivo, O V.M. Samael, em seus livros, diz que o passado é Satã.

Se alguém quiser saber seu futuro deve penetrar, mediante a meditação profunda, nos luminosos arquivos localizados na cabeça e governados pelo átomo do Pai. Todo estudante ocultista conhece a lenda da guerra celeste, acontecida entre Lúcifer e Miguel.

O céu é a parte superior do Reino, e o inferno, como o nome diz, inferior. Muitas vezes Lúcifer tenta o homem enviando seus átomos para a cabeça. Quando o homem cai na tentação, significa que Lúcifer venceu. Se o estudante resiste ou vence a tentação, Lúcifer é derrotado. É assim que o Iniciado rouba fogo do diabo. A luz da sabedoria é proveniente do fogo de Lúcifer. Aliás, o próprio nome Lúcifer significa “o que faz luz”.

O Cristo sempre desce aos infernos não para acabar com os demônios, mas sim, para redimi-los. O estudante, qual redentor de seus átomos inferiores, nunca deve destruí-los, antes, levá-los ao reino superior. Quer dizer: deve sacar a luz aprisionada pelos demônios e, em fazendo isso, limpa as regiões inferiores do seu mundo atômico.

Portanto, o trabalho do Iniciado, como o do Cristo, quando desce aos infernos, é limpá-los. Recordemos um dos trabalhos de Hércules, o Cristo Solar dos gregos, que desceu ao Averno para limpar os estábulos de Áugias. Para isso, ele desviou as águas dos rios Aqueronte e Flagetonte, o que nos lembra os dois cordões ganglionares de Ida e Pingala, a serem estudados mais a frente.

O mal desintegra-se por si mesmo, desde que nos demos conta ou façamos consciência desse mesmo mal. Explicamos: ele se desintegra se assim o quisermos e à medida que o identificamos, analisamos, estudamos e o compreendemos em meditação, estudos e análises [essa disciplina é denominada de MORTE DO EGO e será abordada em Posts mais adiante].

O melhor ensino que podemos dar a nós mesmos e aos nossos filhos é a possibilidade da reeducação ou a auto-educação interna ou espiritual, aquela que ilumina todo o Reino com os raios solares provenientes do Íntimo.

A Força do pensamento concentrado

A luz é vibração do éter que atinge os olhos. O som é vibração do éter que faz vibrar o ouvido. O pensamento é vibração do éter que forma e impregna imagens na mente. Os pensamentos baixos e torpes atraem, ao corpo mental, materiais grosseiros, afastando, em decorrência, os átomos finos e rápidos (elevados). Se uma pessoa é nobre em seus pensamentos [o budismo fala dos 4 nobres pensamentos], atrairá para si vibrações dessa categoria. Note por aí, o quão importante é a educação da criança, infundindo-lhe pensamentos nobres ou o cultivo das Virtudes do Ser, como sempre ensinaram os grandes mestres.

A presença, em nosso meio, de um homem santo ou evoluído produz em nós vibrações superiores que nos ajudam a rejeitar, em nossa mente, a matéria grosseira. As altas vibrações de um Mestre ou Iniciado despertam na mente do estudante átomos de elevada frequência. Não é preciso conselhos para o estudante resolver seus problemas pessoais, basta-lhe que impregne sua mente com os pensamentos puros de um Anjo ou de um Mestre.

O homem é o único construtor e modelador de sua própria mente. As leituras e conselhos servem apenas para proporcionar material adequado para pensar, e o pensamento tem seu valor no uso que dele se faz. Porém, a leitura e os conselhos não formam a mente. O segredo, portanto, consiste em construir, mediante o pensamento puro e a alquimia, um corpo mental verdadeiro e apto a captar vibrações e manifestações do Íntimo e, ao mesmo tempo, emitir essas radiações aos demais. Porém, lembre-se: a melhor maneira de pensar é não pensar [raciocinar].

Por todas essas razões é que a concentração ganha um grande destaque nos exercícios esotéricos. Ensinam, os mestres de sabedoria, que é preciso desenvolver um grande poder de concentração para lograr as metas espirituais. Uma mente dispersa, que fica o tempo todo voando ou buscando novidades em diferentes autores e escolas, não está apta para a disciplina iniciática. Porém, é impossível ter pensamento concentrado com uma mente cheia de egos. Para lograrmos a verdadeira meditação, o verdadeiro pensamento concentrado, necessitamos, primeiro, esvaziar a mente. Esvaziar a mente quer dizer, literalmente, organizar a psique ou acabar com as causas que agitam a mesma mente: os egos.

O Poder da imaginação

Muitos se dedicam a fortalecer o poder da vontade. Porém, numa luta entre a vontade e a imaginação, a vontade sempre é derrotada. Por quê? A imaginação é a vontade do Íntimo sustentada pelo pensamento iluminado. E o pensamento sustentado é o pai de toda creação. Não existe nenhum outro caminho para se acercar do Íntimo que não seja a via da oração, da mística e da imaginação.

Mas, o que é imaginação? O que é fantasia?

É impossível para o homem comum distinguir as duas coisas no estado que se encontra hoje. De todo modo, vamos dizer que a imaginação é da natureza do Ser e a fantasia é da natureza do ego. Imaginação só é possível em uma mente organizada, limpa de egos. Enquanto a mente não estiver vazia e limpa, só poderemos fantasiar, jamais imaginar criativamente ou criar com o poder do pensamento.

O homem imagina-se como pensa; pensa como sente e sente como aspira (anela). Logo, para se pensar bem deve-se saber anelar.

A imaginação é o pensamento sustentado que fortalece a vontade. Mediante a vontade chega-se ao domínio da natureza física. Um homem de imaginação poderosa e desenvolvida pode esquadrinhar os mistérios de sua alma e os poderes latentes do seu Íntimo. Quem consegue chegar ao domínio de sua mente mediante o sábio uso da imaginação (Yantra-Yoga) adquire o poder de sujeitar todas as forças do universo e reger os fenômenos da natureza. Porém, repetimos: enquanto a mente não estiver limpa de egos é impossível a imaginação como ensinada aqui.

A mente divina é soberana no cosmos. Quando o homem, com sua imaginação, consegue conectar-se com sua mente, os poderes do homem se divinizam. Pela concentração, descobre-se a verdadeira natureza do objeto da concentração. É assim que se alcança o conhecimento de todos os pormenores de uma coisa, seja física, mental ou espiritual. Fixar a imaginação em alguém ou algo significa infundir nele nossos raios, nossa força e nossa presença, injetando nossos desejos, energias e aspirações.

A visão mental de um homem é tão penetrante que pode rasgar os véus que ocultam as verdades universais. Quem se abstrai do mundo externo e dirige sua concentração, mediante a imaginação, ao mundo do Íntimo, reconhece a única verdade do universo, sentindo-se o próprio Deus. É assim que o Iniciado se emancipa do mundo de trevas e ignorância, onde vive atualmente.

Atenção: A disciplina da mente, abordada aqui, não tem ligações com os famosos cursos e técnicas de poder mental. Esperamos que o estudante saiba apreciar a diferença. Os cursos de desenvolvimento mental, por desconsiderarem os aspectos divinos dessas práticas, geralmente acabam trazendo problemas e aborrecimentos aos seus praticantes, justamente porque prescindem da realidade, da vontade e das leis da vida. Noutras palavras: fortalecem e desenvolvem o Ego, tornando, assim, mais difícil o processo de esvaziamento da mente.

Nesta abordagem entregamos os primeiros elementos fundamentais das DUAS PRIMEIRAS JOIAS DA ORDEM DO DRAGÃO AMARELO.

Porém, esses ensinamentos só produzem resultado naqueles que já aprenderam a ciência do esvaziamento da mente ou da eliminação do ego.

Cérebro e pensamento

No cérebro, localizam-se os centros fisiológicos de atividade consciente; no cerebelo, os centros fisiológicos do subconsciente. Tanto num quanto noutro existem uma infinidade de filamentos nervosos que são os condutores das impressões captadas, interna e externamente. Ninguém, até hoje, explicou, satisfatoriamente, como funciona essa rede nervosa, como ela é influenciada e, por sua vez, influencia o corpo humano.

Os exemplos e situações abaixo poderão dar uma indicação dos efeitos que sofremos:

  1. A substância branca e cinzenta, que existe em nosso cérebro, deve ser excitada para que o organismo funcione (respiração, digestão, circulação, etc.). Essa excitação deixa de existir quando há asfixia ou outra situação anômala.
  2. A temperatura, a insolação, a raiva ou outro sentimento intenso aumenta essa excitação provocando o delírio.
  3. O álcool, as drogas e certas ervas aumentam essa excitação.
  4. O éter, o clorofórmio e os brometos, dentre outros, deprimem [e desmaiamos].

Esses são alguns meios físico-químicos de excitação-depressão do cérebro e cerebelo. Vejamos agora os meios anímicos:

  1. Tristeza e paixão podem levar à loucura ou à morte [se alimentados por muito tempo].
  2. Música, perfume e flor produzem alegria ou tristeza, dependendo dos fatores internos de cada um [o perfume do ser amado desperta-nos sentimentos ocultos].
  3. A meditação trabalha como excitador do cérebro, ainda que, também, e paralelamente, possa atuar como moderador das atividades cerebrais [e por isso gera estados de percepções extra-sensoriais].
  4. As orações, as emoções místicas e os sentimentos religiosos ou produzidos pela música dos grandes mestres igualmente atuam como estimulantes da atividade mental-espiritual [e por isso são indicados para estados adequados de meditação e de práticas místicas].

Poderíamos enumerar outros exemplos e situações, mas esses servem para ilustrar como somos estimulados e sensibilizados mediante acontecimentos, energias, luzes, perfumes, música, etc.

O Alimento do corpo astral

O alento [ar] é o grande alimento do corpo astral. Naturalmente, não fazemos referência ao ar físico, mas às suas propriedades metafísicas ou vitais. O ar, como alimento, deve passar e ser visto em suas sucessivas transformações. O ar é um composto de oxigênio, nitrogênio, azoto, vapor, anidrido carbônico, prana e éter cósmico. O oxigênio, em contato com a hemoglobina, transforma o sangue venoso em arterial.

Os demais gases atenuam a ação do oxigênio, sem o que, chegaríamos à morte. O éter, contido no ar, de forma invisível e até mesmo imperceptível para aparatos científicos modernos, formam a base energética do corpo vital e do corpo astral.

São muitas as pessoas que enfatizam a alimentação esquecendo por completo o ar e suas propriedades químicas, que é o alimento da alma, cujo parte física manifesta-se no sangue. Alguns cuidados muito simples são aconselháveis nesse pormenor. Por exemplo: evitar o uso de aquecedor em casa ou no quarto; não deixar flores e plantas no quarto de dormir (à noite a planta consome oxigênio); sempre que possível deixar porta ou janela aberta para renovação/circulação do ar.

Numa respiração, dita normal, os pulmões recebem uns 470 cm3 (0.47 litro) de ar. Numa respiração consciente, profunda e completa esse volume aumenta para quase 2 mil cm3. Após algum treino, uma pessoa adulta pode inalar até 5 mil cm3 ou mais a cada respiração [dependendo do tamanho de seu pulmão]. É importante saber também que a respiração dita normal não elimina o ar viciado. Só a respiração profunda elimina o ar viciado que ocasiona muitas doenças pulmonares e enfraquecem aos poucos o nosso organismo.

De todo modo é bom esclarecermos que existem outros alimentos refinados do corpo astral. Além dos já mencionados anteriormente, temos o Hidrogênio Si-12 – o mais completo deles, e falaremos disso em breve. Para o momento é suficiente dizer que isso que comumente as pessoas chamam de “corpo astral” precisa ser vivificado, e isso e feito com respiração correta, profunda, e pela fabricação do Hidrogênio Si-12, que é fabricado pela prática alquímica.

O Poder da respiração

O chamado corpo astral, invólucro da alma, tem um de seus principais alimentos na respiração. Por esse mesmo motivo devemos estudar até à perfeição o mistério da respiração para compreender, no futuro, como se deve desenvolver este corpo para os devidos fins. O homem que ainda não se desenvolveu plenamente (não se autorrealizou) tem seu corpo astral vagamente formado, mais parecendo uma névoa que um corpo de carne e osso (de matéria astral, logicamente).

Não vamos aqui descrever em detalhes como funciona o mecanismo da respiração. Apenas complementaremos o que já foi dito em Posts anteriores, salientando alguns aspectos que normalmente não são tratados nas enciclopédias médicas. Se os pulmões são o fole do corpo, através deles podemos nos comunicar com o corpo astral. Toda vez que alargamos a caixa toráxica numa inspiração profunda, alargamos também o corpo da alma. Não é, portanto, sem motivos que muitas técnicas de relaxamento e desdobramento começam com uma série de exercícios de respiração.

A respiração automática, dita normal, serve unicamente para manter o pequeno fio da vida. Porém, não é suficiente para manter a vida e fortalecer a ação do corpo astral ou corpo da alma, porque esse tipo de respiração não tem pressão e força suficientes para alcançar todo o corpo pulmonar. O oxigênio que chega aos pulmões pela respiração só tem o poder de transformar o sangue venoso em sangue arterial.

Outro detalhe: deve-se respirar pelo nariz não só porque ali existem filtros para aparar as impurezas e aquecer o ar antes de alcançar aos pulmões, mas sim, principalmente, porque é na base do nariz, no corpo etérico, que estão os dois canais da vitalidade (ida e pingala) que, depois de passarem pelo cérebro, descem pela coluna vertebral até os genitais (testículos e ovários).

Polaridades da respiração

Assim como a vida oferece os seus altos e baixos, dias e noites, alegrias e tristezas, também a respiração tem duas polaridades, que podemos denominar “solar” e “lunar” ou positiva e negativa. O estudante já deve ter observado que, às vezes, o ar é aspirado em maior quantidade pela narina direita e, outras vezes, pela esquerda. O que talvez poucos percebam é que essa alteração é cíclica e pode ser controlada por qualquer pessoa. Diz-se que uma respiração é positiva ou solar quando acontece pela narina direita e lunar ou negativa quando acontece pela esquerda.

A cada hora, em média, acontece a mudança. Isso significa que ora somos ativos, ora passivos; há ciclos de trabalho e de repouso; períodos mais quentes e mais frios. Neste contexto, se uma pessoa está deprimida, deve respirar pela narina direita porque assim fazendo, estará estimulando os átomos solares, injetando vitalidade ou força solar, capaz de vencer a depressão. Por outro lado, se uma pessoa está muito agitada, ela deve respirar pela esquerda (se for homem) ou pela direita (se for mulher); com isso se acalmará mais facilmente.

Existem duas maneiras de se controlar a respiração por uma narina. Se você quer respirar pela narina esquerda, deve usar ou colocar debaixo do seu braço direito um livro ou objeto qualquer. Os yogues na Índia usam um guarda-chuva ou bastão debaixo do braço. Com isso, ao cabo de alguns instantes, estará aspirando ar em maior quantidade pela narina esquerda. Outra maneira: para alguém respirar pela narina esquerda, deve deitar-se do lado direito. E vice-versa.

Com essas duas técnicas, os estudantes poderão controlar sua respiração de acordo com seu estado de ânimo ou necessidade física. Um trabalho físico intenso exige uma respiração positiva, solar. Um trabalho de meditação, de repouso, normalmente pede uma respiração pela narina esquerda.

Há momentos em que as duas narinas estão abertas permitindo intenso fluxo de ar vital. Esses são os melhores momentos para se fazer ou iniciar grandes tarefas, pois nesse caso, a força é dupla. Dizem as antigas tradições que todo grande feito do homem é conquistado nesses momentos. Por isso pedimos, à partir de agora, que o estudante preste bastante atenção na sua maneira de respirar. Se as vezes a cólera inflama sua aura, pode significar que durante todo o dia, devido a uma anomalia qualquer, respirou só com a narina direita. Desse modo a energia solar inundou todo seu sistema nervoso, desequilibrando-o.

Em resumo, a respiração, junto com a alimentação, forma a base da vida humana. É uma pena que o ser humano não tenha aprendido a respirar e a comer. Daí as doenças e desgraças que assolam nossas vidas, especialmente depois dos 40 anos.

Os Deuses atômicos

atomoUm dia, a Física logrará transpor os umbrais que separam a matéria do espírito. Mas, enquanto os cientistas esforçam-se e trabalham, no silêncio dos seus laboratórios, para romper essa barreira (e vão conseguir) que separa nosso mundo denso dos mundos etérico, astral, mental e espiritual, muitos yogues, místicos e adeptos do hermetismo já chegaram lá.

Infelizmente, seus métodos são individuais. Ou seja: cada qual deve fazer o trabalho por si mesmo. Ainda não existe um jeito de ir às outras dimensões com uma câmara de vídeo na mão para ali gravar imagens para posterior exibição ao público. Por enquanto, cada qual precisa ir buscar suas próprias imagens e experiências por meio do desenvolvimento de seus sentidos internos.

Enquanto isso, o homem comum, aprisionado à atmosfera deste mundo, mal percebe as propriedades metafísicas que se escondem nas dimensões internas da natureza. A vida é algo onipresente no universo. Existem os Deuses das Galáxias e existem os Deuses Atômicos. Existem os Deuses externos e existem os Deuses internos. Conhecer um pouco desse universo microscópico, penetrar no núcleo mesmo dos átomos e ali estabelecer contato direto com as inteligências e divindades atômicas, é um dos nossos principais objetivos desta abordagem.

A química sexual do átomo

Fracionar o átomo, produzir energia a partir da fissão nuclear, fabricar bombas atômicas ou construir aparelhos radioterapêuticos não nos parece conhecimento absoluto da natureza atômica. Apesar do aparente avanço científico no campo nuclear, verdade seja dita, apenas começamos a engatinhar nesses estudos. À luz da ciência do conhecimento oculto podemos considerar o elétron como a primordial cristalização disso que os orientais denominam akasha, do qual provém, por sucessivas derivações, as múltiplas substâncias e elementos químicos da natureza. Segundo o V.M. Samael Aun Weor, Avatar de Aquário e grande unificador gnóstico contemporâneo das culturas herméticas oriental e ocidental, “no universo existe só uma substância básica que, quando se cristaliza, recebe o nome de matéria e quando não se cristaliza, permanecendo no seu estado fundamental, recebe o nome de espírito universal de vida”.

Toda e qualquer unidade de vida é constituída de átomos. Todo átomo é um autêntico universo em miniatura, por sua vez, constituído de matéria, energia e consciência. O núcleo de um átomo é como o sol, em torno do qual gravitam os elétrons como se fossem planetas.

O núcleo atômico é igual em todos os materiais, o mesmo se aplicando para os elétrons. A única variável existente entre os diversos elementos químicos é o número de elétrons que gravitam em torno do núcleo. A expressão “gravitar” aqui utilizada é apenas força de expressão. Em Posts futuros vamos aclaramos que o elétron não gravita propriamente dito, apresentando antes comportamento de “onda”. Mas, a ciência até o momento ainda não definiu se o elétron é uma partícula ou se é onda ou as duas ao mesmo tempo.

A vida num átomo se processa tal como aqui em nosso mundo. Compreenderemos melhor isso se olharmos nosso sistema solar. Imaginemos que cada elétron seja um planeta, e o sol, o núcleo. Nós acreditamos, temos a ilusão de que grandes distâncias separam os planetas do sol. Porém, no fundo da questão, essas “imensas” distâncias são tão pequenas, proporcionalmente à galáxia, quanto aquelas que distanciam os elétrons do seu núcleo.

Tal como acontece em nosso sistema solar, nos elétrons existe vida inteligente; não a vemos nem podemos estudá-la porque ainda não dispomos de instrumentos para tal. Todos os elementos químicos, dispostos na Tabela Periódica, que nos ensinam nas escolas, nada mais são do que o resultado de sucessivas combinações sexuais (ou químicas, como queira o vosso entendimento) de átomos e elétrons.

Vejamos: o átomo masculino de Hidrogênio, com um só elétron, busca sexualmente o átomo feminino de Carbono, com seis elétrons, dando origem à átomos de Nitrogênio, com sete elétrons. Quando os átomos de Nitrogênio se casam novamente com os átomos de Hidrogênio, os filhos dessa união são os átomos de Oxigênio. “É assim que — ensina a metafísica do conhecimento oculto — o Terceiro Logos trabalha, continuamente, no gigantesco laboratório da natureza para criar, de forma contínua e incessante, novos elementos”.

Os cientistas pensam que isso se dá ao acaso, que não existe uma “inteligência” por trás desses fenômenos de combinação de elétrons. A ciência oculta diz abertamente que isso se dá ou é possível porque “existe” essa inteligência, e se não houvesse essa “inteligência natural” [Deus] nenhum fenômeno haveria [nem o universo existiria].

Logo, não chega a ser um exagero dizer que sempre que os cientistas explodem uma bomba atômica, um crime contra o Terceiro Logos é cometido, porque isso é uma violência contra a ordem natural das coisas que trabalha no sentido da coesão atômica.

Além do mais, todo clarividente percebe que a explosão nuclear libera inteligências atômicas extremamente densas, dotadas de terrível poder diabólico ou infernal, as quais infectam a “inteligência natural” existente nos átomos do cérebro humano.

As experiências atômicas, aliadas a outros desatinos de governos e homens de ciência deste século, que brincam de cabra-cega com os mistérios da natureza, é o que torna o fim desta humanidade algo irreversível. É essa classe de inteligências atômicas inferiores, liberada para o nosso meio físico-químico que vem impregnando o psiquismo das pessoas de crescente maldade e insensibilidade para com os valores espirituais.

As forças atômicas do homem

É ponto pacífico que o universo é construído à base de átomos. Os átomos são, por assim dizer, “os tijolos” dessa casa chamada “universo” ou Creação. O homem, em sua estrutura molecular, possui diferentes categorias atômicas. É necessário conhecê-las, aprender a manejá-las e, por fim, receber o conhecimento das idades, encerrado nos seus mundos.

Muitas são as escolas do tipo esotéricas ou ocultistas que ensinam seus chelas a desenvolver poderes ocultos tendo como ferramenta de trabalho, unicamente, a força da mente e da vontade. Acreditamos que esse procedimento é prejudicial e limitado. Vejamos por quê.

O corpo humano é uma forma complexa à qual concorrem muitas forças e experiências passadas. Para que possamos compreender a vida em suas infinitas manifestações, temos que conhecer as forças atômicas que vivem dentro de nós mesmos. Se quisermos uma evolução física, mental e espiritual temos que transplantar para nossa própria estrutura pessoal e interna átomos de natureza e vibração superiores. É como se, por meio desse sistema, importássemos átomos de elevadíssima categoria para melhorar, ensinar e aperfeiçoar aqueles átomos que já existem ou vivem dentro de nós.

Os centros atômicos que existem no homem assemelham-se a grupos de estrelas no firmamento. Cada átomo é uma minúscula inteligência que gira em sua própria esfera. Cada chakra é governado por um Deus Atômico. Quando o estudante interessado, mediante técnicas de desenvolvimento espiritual ou psíquico consegue penetrar em seus próprios universos atômicos, dá-se por conta de que o mundo externo é maya (ilusão). Mais tarde, no tempo, descobre que é parte integrante de um grande esquema universal de vida e, desses domínios internos, observará que na atmosfera do universo palpitam inteligências e existem países de inspiradoras e radiantes belezas (os paraísos elementais) onde lhe serão mostrados os segredos da própria creação do mundo.

Uma vez que o estudante entre em sintonia com os Deuses Atômicos, poderá atrair para si seus poderes. Uma advertência, apenas, fazem os grandes mestres: sem amor, santidade, castidade, pureza, humildade e mística nada é concedido. Por isso mesmo dizíamos, parágrafos atrás, que a concentração e o desenvolvimento das forças da mente e da vontade pouco representam em termos de desenvolvimento psíquico e espiritual. É preciso criar e desenvolver em nós uma permanente e contínua CONDUTA RETA.

Saiba, caro amigo leitor, que todo o progresso interno é dirigido e governado pelo nosso Sol Central (o Íntimo). Isso não invalida a realidade de que o homem é o resultado dos seus próprios pensamentos, porque são eles que atraem para seu mundo átomos de mesma índole. Pensamentos egoístas atrairão ou gerarão átomos egoístas, de categoria inferior; pensamentos nobres e altruístas, por sua vez, atrairão sempre uma classe de átomos de elevada vibração. É assim que melhoramos nosso campo magnético (aura) e nossas vidas.

Mas, o que é que gera pensamentos egoístas em nossa mente? Bem, isso será amplamente tratado em futuros Posts. Mas, em resumo, são os egos que carregamos em nossa mente os responsáveis por tais pensamentos e sentimentos. É isso o que amargura nossa existência. Eliminar esses egos é indispensável para mudar nosso universo interior.

Entretanto, desde agora mesmo podemos nos preparar para a criação em nossa vida de uma CONDUTA RETA. O próprio budismo fala disso desde há inúmeros séculos, porém, poucos compreenderam o que isso significa. Mais importante que compreender seu significado, é aprender a praticar e a viver a CONDUTA RETA.

E a chave da CONDUTA RETA está no exercício diário, contínuo e permanente de nossas virtudes ou valores espirituais, as quais são conhecidas na literatura sagrada de todos os povos de todos os tempos como Virgens, Donzelas, Princesas, Pedras Preciosas, Jaspe, Rubis, Diademas, Adornos, etc. Por exemplo, diz-se que Salomão – o mais sábio dos homens – dormia com 700 Donzelas e que no palácio de Krishna viviam mais de 15 mil Princesas. Isso suscita na mente degenerada dos historiadores e ateus do mundo de hoje a idéia de que Salomão possuía 700 concubinas e que ele era um degenerado sexual.

Ora, por aí se vê o quanto sabem esses pobres tolos que se apresentam como homens de saber em nossos dias acerca dos Mistérios sacros dos povos antigos. Nada! Pior ainda: Não querem saber nem aprender. Porém, o mais espantoso de tudo é que até no meio religioso, teológico e filosófico mundial vemos pessoas, estudantes, instrutores alimentando a crença que essas Virgens ou Donzelas não passam de invenção de algum tarado sexual.

Donzelas do Ser, Virgens, Princesas ou que outros nomes tenham ou possam ter  são nossas VIRTUDES SAGRADAS, as quais, vistas com os olhos espirituais [clarividência] se apresentam sob essa roupagem. No momento, temos mais EGOS atuantes no dia a dia que VIRTUDES. Isso é o que torna a nossa CONDUTA imperfeita. Portanto, desde agora mesmo temos que iniciar um lento, largo e paciente trabalho de inverter essa realidade interna.

ELIMINAR O EGO E EXPRESSAR VIRTUDES – Nisso se resume a chamada CONDUTA RETA. Porque, quanto mais Donzelas do Ser ou VIRTUDES expressarmos em nosso dia a dia, maior será o grau de desenvolvimento espiritual que poderemos alcançar.

Retomando o fio de desenvolvimento anterior, por exemplo, se o estudante sentir-se inclinado a estudar suas vidas passadas, deve penetrar nos seus próprios universos atômicos, porque é ali que se encontram os Registros Akáshicos da sua existência, desde o primeiro instante, nos reinos elementais. E serão as VIRTUDES DO SEU SER que o ajudarão a penetrar nos registros Akáshicos ou na memória da natureza.

Saiba, caro leitor e estimado estudante que poucas Virtudes desenvolvidas, significa pouca CONSCIÊNCIA DESPERTA e pouca Consciência Desperta quer dizer trevas, obscuridade, ignorância, limitações, etc…

Mas, conhecendo suas vidas passadas, poderá aprender com seus erros passados, consertar sua vida presente e recuperar seus atributos internos, perdidos em vista desses mesmos erros.

A ciência das vidas passadas é ensinada ao estudante a partir da sua TERCEIRA INICIAÇÃO MAIOR. Isso de fazer “regressão de memória” ou “terapia de vidas passadas” é como acender uma vela em plena luz do sol. [Claro, uma pequena vela acesa na noite pode alumiar uns quantos metros, mas só a luz do sol ilumina nosso dia existencial. A questão é: você se contenta com a luz da vela quando pode ter a luz do sol?].

Cada homem possui, dentro de si, átomos do Cristo. Esses átomos formam o Cristo Íntimo de cada um de nós. Quando, mediante a disciplina iniciática, o estudante consegue desenvolver esses átomos até elevados graus, torna-se um Cristo, um Ungido de Deus, cuja missão inicial consiste em redimir seu mundo interno das forças dos átomos inferiores que o crucificam na matéria. Poderíamos dizer, sem cair na religiosidade popular, que é o Cristo Íntimo que nos ressuscita dentre os mortos. Aliás, esse é o maior objetivo dos Mistérios Iniciáticos: fazer nascer o Cristo Íntimo para, mais tarde, chegar à própria encarnação do Cristo Cósmico.

A mística, a oração, os exercícios espirituais, a CONDUTA RETA nada mais objetivam do que levar o homem a fazer contato com as inteligências divinas que moram nos átomos do seu mundo. Cada pessoa é diferente de outra, em estrutura e em densidade atômicas. Quando uma pessoa, pela prática contínua da disciplina mística ou espiritual e, também, de outras técnicas das ciências herméticas consegue fazer contato com seus Deuses Atômicos, então, poderá governar seu próprio mundo, curar todas as suas doenças e promover as evoluções que julgar necessárias, pois cada parte e cada órgão do nosso corpo tem leis próprias.

Governar nosso universo interior significa transpor as barreiras que nos separam de nossa própria soberania. Essa é uma tarefa permanente. Só se chega a esse estágio quando se desperta a Consciência, quando o Ser Íntimo começa a cristalizar-se dentro de nós. A Consciência é o próprio Cristo Íntimo localizada no centro da Árvore da Vida. O trabalho iniciático, a ser abordado nos próximos Posts, consiste, portanto, em expandir e conquistar novos e mais amplos graus de Consciência, como aqui mencionado, até se chegar ao nascimento do Cristo Íntimo num primeiro momento, para, mais tarde, poder encarnar o Cristo Cósmico e, até mesmo, chegar a se converter num Imortal, num Ressurrecto.

O Átomo Nous

O átomo Nous é o Mestre Construtor de nosso Templo Interno, segundo a alegoria maçônica. Ele mora no sangue mais puro do coração, num local secreto do ventrículo esquerdo e, dali, exerce autoridade absoluta sobre todo o universo atômico humano. Logo, aquele que quer progredir no CAMINHO INICIÁTICO precisa despertar a atenção de Nous para seus anelos. Isso é feito com mística, devoção, busca, inquietude espiritual, oração, recolhimento e entrega ao Cristo Íntimo.

O corpo físico de um homem, examinado do exterior, parece bastante sólido. Porém, quando examinado com a vista interna [clarividência] não passa de uma envoltura gasosa; percebe-se, então, que ele funciona como uma espécie de muralha protetora contra forças e energias estranhas que tentam invadir e chegar até o Íntimo [é como uma roupa para nos proteger do frio e da chuva ou ainda da radiação].

Observe bem, estimado leitor, o quão importante é, então, conservar os pensamentos em paz e em harmonia [mente serena, mente vazia]. Toda vez que um pensamento de ódio, inveja, orgulho, cobiça, etc. penetra ou sai do nosso corpo, causa grandes estragos aos fiéis servidores atômicos. Isso explica a origem última de muitas doenças sem causa aparente.

Nossa educação, recebida em casa e na escola, desde pequenos, ensina-nos a pensar para fora, fazendo com que nos esqueçamos de nós mesmos. Isso criou uma situação deveras lastimável, fazendo com que raramente nossos pensamentos sejam provenientes do Íntimo.

Geralmente, em mais de 90% do tempo, é a nossa mente que se manifesta. Aqui, abre-se outro vasto horizonte e infinitas perspectivas. A educação espiritual  verdadeira tem direção radicalmente oposta à educação intelectual. Por isso, quem quiser progredir no caminho espiritual, cedo ou tarde compreenderá que deve renunciar e abandonar a via intelectual. Compreenderá, como diz a alegoria alquímica, que deve queimar os livros e purificar seus metais.

Se somos arquitetos de nossa própria vida, no momento que passarmos a ter consciência dessas simples verdades, poderemos moldá-la de acordo com as ordens e a vontade do Íntimo, e não à partir dos conceitos elaborados pela nossa mente. Os terapeutas corporais sabem que o corpo físico de uma pessoa sempre revela a natureza do caráter e da personalidade de seu dono [é como olhar uma roupa suja de graxa ou de cimento; sabemos que quem a usa é mecânico ou pedreiro]. Nós preferimos dizer que, em última análise, o corpo físico de uma pessoa conta a história de seus átomos.

Os átomos do inimigo secreto

Na parte inferior da coluna vertebral mora o Inimigo Secreto, que tem sob seu comando exércitos inteiros de átomos infernais. É esse átomo que se opõe à vontade do Íntimo. Na guerra que mantém constantemente com as hostes de Miguel, o Anjo Atômico Guerreiro, que mora na parte superior da coluna, quase sempre sai vencedor. O homem vive prisioneiro da atmosfera do mundo de maya porque ele, o OPOSITOR Secreto, Lúcifer ou Satan, estendeu seus domínios até o plano mental do homem. Sempre que nos propusemos manter pureza de pensamentos e sentimentos, por exemplo, ele solta suas legiões atômicas para desviar nossos propósitos.

Os átomos inferiores ou moradores dos infernos atômicos jamais respondem à voz do Íntimo. Isso nos faz lembrar o fato de que, analogamente, a humanidade jamais atende aos preceitos dos seus profetas e dos Cristos que vêm a terra de tempos em tempos. Todo nosso carma está ligado aos átomos negros, que acabam se cristalizando em Egos. Todas as más ações praticadas pelo homem, no fundo, têm origem nesses átomos, vivas inteligências que moram em nossos próprios universos atômicos. Quando o estudante, mediante a Iniciação, vence as potestades negras (representadas ou sintetizadas em seu EGO), então estará apto a ser recebido nos templos de sabedoria que existem nos mundos internos (atômicos).

Todo aquele que se propõe seguir o CAMINHO INICIÁTICO encontrará, no devido tempo, seu guardião do umbral dos mistérios. Esse guardião foi criado por nós mesmos. Ele é o reflexo do que somos internamente. Por ser de natureza elemental ou atômica, pode adquirir a forma que quer. Normalmente, assume a figura daquilo que mais nos apavora. A prova do Guardião do Umbral é decisiva para aqueles que querem a Iniciação; quem fracassa, cai escravo do guardião interior.

A ciência do inimigo secreto domina o mundo de hoje. Se todos os homens pusessem maior atenção ao que pensam e, depois, ao que materializam através da palavra ou da ação, seria possível uma grande transformação, interna e externa. Porém, infelizmente, já é um pouco tarde para grandes mudanças voluntárias.

Os Mestres do círculo protetor deste mundo sabem que esta humanidade está perdida, já foi julgada e condenada e a sentença está em execução. A medida que avançamos em anos neste III milênio, avançamos também para a Grande Catástrofe, prevista para muito breve, conforme relatam as Escrituras Sagradas.

Hoje, mudanças podem ser possíveis isolada e individualmente. Mas, não há como negar: o poder do inimigo secreto é muito grande. É preciso muito trabalho prático, muita meditação e muita oração para inverter essa situação. Por isso mesmo a parte prática é a mais importante. É preciso praticar e praticar muito. Uns quantos minutos diários não são suficientes. Na medida que cada qual for compreendendo a natureza de seu próprio trabalho interno, é preciso ir aumentando o tempo.

É preciso saber, desde o começo, que a MEDITAÇÃO é o alimento diário do sábio ou daquele que aspira a ILUMINAÇÃO. Veja-se o caso do Mestre Meng Shan, citado em Posts anteriores. Como vimos, é pelo pensamento que atraímos para nossa esfera os átomos — de luz ou de trevas. O Íntimo sempre nos avalia e nos julga através da nossa aura ou atmosfera. Se nossa aura está carregada como céu na iminência de tempestade, o Íntimo nos abandona, pois, sabe que sua voz não será ouvida. Portanto, temos que atrair e gerar sempre átomos evoluídos, limpos e puros se quisermos modificar, para melhor, nosso campo magnético e sermos ouvidos por Nous em nossos anelos iniciáticos [e para isso temos que ter mente vazia, mente serena, e para obter esse estado, é preciso meditar muito e ter conduta reta]. Essa prova, ou demonstração de querer seguir o CAMINHO INICIÁTICO  normalmente dura sete anos.

Quando crianças nem repelimos nem atraímos átomos do Inimigo Secreto. É dessa forma que elas se protegem, por algum tempo, da sua influência nefasta. As crianças são como elementais: são o que são, nem boas nem más. Na realidade estão além do bem e do mal dos adultos. Por isso se defendem das influências atômicas. Noutras palavras, poderíamos dizer que os infernos atômicos das crianças estão vazios [por assim dizer]. Com a educação e com o passar do tempo elas começam a atrair, para seu baixo-ventre, esses átomos, que, alojando-se, estabelecem ali seus domínios tenebrosos e, com isso, modificam seu comportamento. São esses átomos que dão origem, mais tarde, aos eus psicológicos, que serão estudados em outros Posts mais adiante [e formam isso que é o subconsciente mais profundo].

Os átomos não são atraídos unicamente no começo de uma vida. Na realidade, trazemos de berço átomos satânicos muito antigos. Os piores são aqueles provenientes da Lemúria. Esses átomos antigos são de difícil transformação, exatamente pela sua idade. O passado do homem dormita na atmosfera dos seus átomos brancos e negros de acordo com as ações realizadas. O pensamento descontrolado têm a capacidade de despertar sua energia, e essa, espalha-se primeiro pela atmosfera individual; dali, estende-se pela atmosfera dos demais, iniciando uma reação em cadeia.

Exemplo: um artista com sua música ou sua pintura, de acordo com sua obra, pode elevar ou abaixar a vibração da atmosfera de uma época ou daqueles que fazem contato com sua obra. Veja-se o caso da Renascença, em plena Idade Média, quando imperavam as trevas na Europa. Nesse caso, foi um acontecimento positivo. Hoje, temos o rock e outros ritmos — que formam a música das baixas esferas; quanto mais pesada, mais densa é a sua vibração e mais inferior a sua influência sobre nossa mente e nossas emoções. O mesmo se aplica às obras surrealistas, com suas cores baixas e densas.

Lembre-se, estimado leitor: a música é energia sonora. Ela penetra e vai até onde outros tipos de energia não alcançam. A música, nos tempos de Pitágoras, era usada para curar, desenvolver poderes e modificar estados de ânimo. A musicoterapia moderna é apenas um longínquo e pálido reflexo atávico dessa ciência arcana.

A porta de entrada dos átomos negros são os sentimentos e os pensamentos de ódio, tristeza, depressão, rancor, inveja, ira, luxúria, etc.. Uma pessoa se degenera muito rapidamente quando cai ou se entrega ao domínio do Inimigo Secreto, também denominado de Satã Interior ou EGO com suas mil caras; este devora suas vítimas no forno das paixões e dos desejos. Sempre que alguém se debilita, afasta-se do seu Íntimo, deixando, consequentemente, de receber sua luz solar que infunde vida e ânimo (alma). O resultado disso é a queda nos infernos atômicos [perda de Consciência ou a Consciência mergulha para esferas bem inferiores, conforme a natureza do pensamento, desejo ou emoção].

O homem tem, dentro de si, uma força capaz de transformá-lo em Deus. Essa força é de natureza atômica, elétrica ou alquímica. Essa força está radicada no centro sexual, a qual merecerá grande destaque mais adiante. Por ora, saiba o leitor que nossas forças criadoras existem para nos dar poder, vida e luz. A energia, fabricada em nosso laboratório sexual, quando sabiamente acumulada e transformada, após passar por processos alquímicos específicos, é uma riqueza capaz de enobrecer nossa vida, dando-nos felicidade, vida e abundância. Por outro lado, o destino de todo devasso é a doença e a miséria, física e moral, nesta ou em vidas futuras.

Reencarnação e retorno

reencarnacaoMesmo hoje, num tempo de grande abertura cultural, científica e religiosa, há ainda quem peça provas “científicas” de que a reencarnação exista. O mais interessante, cumpre notar, é que os que pedem tal prova são os que menos prova dão da autenticidade de suas crenças, dogmas e teorias.

É demonstração de tolice e ignorância querer “prova” sobre um assunto tão transcendental como o é reencarnação. No fundo, querem essas pessoas acreditar no infinito quando este tenha se tornado finito – algo impossível. Além do mais, cadê as “provas” dos absurdos que dizem certos “cientistas” acerca de suas teorias?

Pior que isso: milhares de pessoas lembram suas vidas anteriores e ainda há quem peça provas. Os incrédulos não aceitam provas, mesmo que elas sejam apresentadas aos milhares. Se hoje alguém prova uma coisa, amanhã outro prova outra, num eterno jogo sem nenhuma relação com a realidade da vida. Além disso, não há como “provar” nada aos cegos e adormecidos. É perda de tempo. Por isso, não provamos nada nem queremos dar prova de nada. Quem quiser comprovar, o fará por si só, aprendendo e vivendo a verdade ensinada pelo Cristo.

Pior de tudo é que nesse jogo absurdo não faltam aqueles que acreditam em teorias descabeladas, como a da origem do homem, que defende a idéia de uma absurda ascensão do reino animal sobre o reino humano [como se o macaco pudesse gerar um humano]. Seria o mesmo que dizer que os Anjos ou os Deuses descendem dos Homens.

O que diz a ciência

Por enquanto, o único meio de se conhecer as vidas passadas é lembrando-se delas. Isso exige um certo treino de memória, um mergulho ao próprio subconsciente – “algo perigoso” no entender de alguns psicólogos [e estão certos]. Em alguns países, como no Canadá, insere-se uma agulha em determinada região cerebral, e a pessoa se lembra de cenas de suas vidas passadas. É como se os impulsos elétricos, liberados pela agulha no cérebro, acionassem certas regiões do córtex, despertando a lembrança de antigas e passadas atividades. Porém, os céticos religiosos e materialistas aceitam isso como prova?!?

Como todos sabem, até o momento ainda não se inventou nenhum aparelho para se visitar vidas passadas ou estudá-las na memória da natureza, embora isso não esteja tão distante assim das conquistas da ciência. Assim, resta-nos só uma alternativa: cada qual deve buscar suas próprias provas e suas vivências pessoais. É o que aborda amplamente estes posts: COMPROVAR POR SI MESMO [até mesmo porque “provas” podem ser forjadas e aquilo que a gente toca pessoalmente, não].

É sabido também que os “parapsicólogos” católicos e os “teólogos” jogam tudo que se relaciona à reencarnação na vala comum do “código genético”; pois deveriam fazer o mesmo com suas crenças. Se possuíssem formação holística, esses “parapsicólogos” e “doutores em Deus” compreenderiam e saberiam que o “código genético”, sua muleta predileta, é, precisamente, a forma como a Lei Divina perpetua as vidas humanas, animais, vegetais e minerais em toda a Creação.

É hora, estimados leitores, de nos tornarmos sérios. O caminho espiritual nada tem a ver com isso que chamam de “ciência”. Isso que chamam de ciência não pode ser usado como método de investigação nos mundos superiores. A ciência é empírica, mecânica, materialista. Logo, não pode ir além da esfera tridimensional dos objetos que estuda. Joseph Banks Rhine criou a parapsicologia justamente para resolver esse problema. Mas alguns insistem em aplicar postulados científicos apenas onde é conveniente aos seus próprios dogmas.

Devemos partir do princípio que qualquer realidade, fenômeno, explicação, tese ou revelação, deve, obrigatoriamente, ser coerente com a natureza e suas leis. Qualquer afirmação ou postulado que contrarie a natureza não pode ser verdadeiro, porque vai contra as leis divinas e, sabemos, Deus não nega a si mesmo porque deixaria de ser Deus. Evidência disso: Se um homem não gera um Deus, um macaco não gera um homem, nem uma árvore gera um animal.

Portanto, pregadores do absurdo, reexaminem suas teses e seus preceitos; levantem vossos olhos dos livros adulterados e olhem para longe, para o Infinito e contemplem Deus e sua maravilhosa Creação; ampliem a visão, abram suas mentes e seus corações e deixem que a natureza vos mostre seus segredos e tornem-se dignos de recebê-los.

Deveriam os “doutores” teólogos ter em mente, por exemplo, que a reencarnação foi abolida dos evangelhos canônicos já no século IV depois de Cristo, num dos primeiros Concílios da Igreja. Logo, saibam que o que tanto eles negam hoje, um dia já foi parte de sua doutrina. Lembrem-se, também, que os cristãos primitivos daquele tempo, que se opuseram à mutilação dos evangelhos do Cristo, foram qualificados de hereges, e suas obras, consideradas apócrifas. Mas, a verdade e a realidade ainda está em sua Igreja, enterrada em velhos pergaminhos da sua famosa biblioteca, no Vaticano, onde não querem ver.

Vejamos, agora, alguns estudos de pessoas sérias e devotadas à ciência, sem abrir mão da religiosidade natural do ser humano. Jean Millay, por exemplo, é uma estudiosa da matéria. Durante mais de 6 anos lecionou parapsicologia na Northern University, na Califórnia, tendo realizado diversas pesquisas com seus alunos. Tempos atrás, quando esteve no Brasil, para participar da prévia do Congresso Internacional de Parapsicologia e Psicotrônica, declarou: “Certas pessoas receiam a morte, mas quando compreendem que já passaram da vida para a morte e desta para a vida repetidas vezes começam a perder o medo”.

A Universidade de Virgínia, nos EUA, também tem uma vasta experiência e uma série de estudos realizados sobre “viagens fora do corpo”, e é baseado neles que a dra. Ross constatou, após estudos pessoais, que “há vida após a morte”. Porém, entre tantos outros estudiosos, queremos destacar aqui o trabalho da médica e psicóloga americana Hellen Wanbach, a quem seus pacientes, quando submetidos à regressão de memória, afirmaram ter escolhido seus próprios pais antes do nascimento. Eis um diálogo mantido entre a dra. Hellen e uma paciente:

— Você escolheu nascer?
— Sim, escolhi. Parece ser esse o destino dos seres ajudados, mas eu sabia que teria que fazer uma escolha.
— Como se sente diante da perspectiva de um novo nascimento?
— Sinto-me um tanto conformada. Não me sinto alegre, mas também não estou triste.

A própria dra. Hellen testemunha: “Minhas pesquisas me mostram que algo novo está crescendo enquanto as antigas estruturas entram em colapso. Este algo novo parece ser o raiar de uma consciência da existência que se encontra além de nossa estreita vida física de receber e gastar; de fome de poder e segurança; de medo de enfermidades e da morte. Cada um de nós está ligado, através da consciência, aos vastos horizontes e incontáveis “cidades de Deus”, no universo além de nossos sentidos”.

A Reencarnação na Filosofia

Até a metade do século XX, no Ocidente, somente a Filosofia se interessou pela reencarnação, além de algumas correntes de cunho religioso que mais se apoiavam na crença que na realidade e na lógica transcendentais. Vejamos agora algumas dessas correntes filosóficas e suas propostas:

  • Transmigração
    • Passagem de um corpo a outro, segundo a doutrina de Pitágoras.
  • Pré-existencialismo
    • Doutrina segundo a qual as almas foram produzidas antes de serem infundidas nos corpos. Platão, em Fedom, diz: “(…) antes da alma descer ao corpo e nele se submergir houve de existir lá na região pura das ideias (…)”.
  • Metempsicose
    • O homem primeiro se encontra na região da matéria bruta; desse estado passa à matéria vegetal. Dura anos nesse estado até não mais se lembrar do que foi no estado mineral a causa da luta. Logo, de planta passa à animal, e o estado de vegetal não lhe vem à memória senão pela inclinação que sente pela terra (inclinação esta semelhante a que a mãe sente pelo filho). Novamente do estado animal é tirado para o humano. Um dia abandonará a inteligência humana, sofrerá transformações, atravessará milhares de existências até que, por fim, seja salvo pela Pura Inteligência cheia de amor e desejo” .
  • Animismo
    • Esta é uma doutrina filosófica segundo a qual à alma humana se atribuem identidade, unidade, substancialidade, espiritualidade, simplicidade e imortalidade que a tornam como forma substancial do organismo, assinalando-lhe as qualidades de ser princípio primeiro de todas as operações do composto humano. Aristóteles, com seu tratado Da Alma, é o criador do animismo.
  • Panteísmo
    • Este sistema identifica totalmente ou tende a identificar totalmente com Deus todas as coisas.
  • Emanatismo
    • Sistema filosófico-religioso adepto da creação por emanações (de ondas de vida, poderíamos acrescentar).
  • Ontologia
    • Parte da Metafísica que trata do Ser em geral e de suas propriedades transcendentais. A ontologia vem a ser a ciência ou o estudo do Ser.

O Dogma da Ressurreição

O mundo ocidental, de tradição e formação católico-cristã, está acorrentado ao dogma da ressurreição, segundo a visão da sua Igreja. Ora, o dogma da ressurreição dos vivos e dos mortos está calcado em cima da ressurreição de Jesus. Apoiados nisso, os teólogos cristãos defendem que um dia todos os mortais ressuscitarão. Algo impossível, visto que o próprio livro sagrado alerta, e a Igreja confirma na Quarta-feira de Cinzas, que “és pó e ao pó retornarás”.

O que existe é uma terrível confusão aliada à ignorância sobre a natureza de Jesus e de seu processo de cristificação. São Tomás de Aquino diz que “o homem que há de ressuscitar deve ressurgir perfeito”. Ora, a perfeição só existe em Cristo; para se cristificar, é preciso encarnar o próprio Cristo – um Mistério que só aqueles privilegiados que frequentam a biblioteca secreta do Vaticano conhecem. Claro, isso é o que sempre ensinou e ainda hoje ensina a Gnose Cristã.

Santo Agostinho confirma: “Os elegidos ressuscitarão em toda a perfeição da natureza”. Por mais incrível que pareça, a própria Igreja confirma que o homem não será perfeito se a alma não voltar e se unir com seu corpo. Só que isso deve ser feito em vida. A origem de toda a polêmica está na questão ou na crença errônea de que o homem já possui sua alma. Sim, um homem tem alma (Essência) mas não a possui. Diz o ensinamento oculto que todos os seres humanos têm alma mas poucos a possuem (ou a tem encarnado em si mesmos).

A ressurreição é só para homens perfeitos, que se realizaram em si mesmos, que se uniram com sua alma divina e imortal. Quando, mais adiante falarmos da Iniciação, esclareceremos em profundidade toda essa questão. Por ora, limitemo-nos ao exposto. Agora, pensar e pregar que algum dia, num futuro remoto, os cadáveres sairão de suas tumbas, isso é desconhecer por completo qualquer doutrina espiritual, seja qual for. Isso sim é uma crença absurda, uma impossibilidade científica, matemática e espiritual.

A Reencarnação e o Retorno

O Bhagavad-Gita – o sagrado livro do Senhor Krishna – diz textualmente o seguinte: “O Ser (Atman) não nasce, não morre, nem se reencarna. Não tem origem, pois é eterno e imutável, o primeiro de todos; mesmo quando lhe matam o corpo físico, continua existindo”.

Há uma outra passagem do Senhor Krishna: “Tal como alguém que se despoja de suas roupas velhas, vestindo-se com outras novas, o Ser deixa seu corpo alquebrado e entra em outros corpos”.

Veja-se agora esta passagem do evangelho canônico, para que não fique dúvida de nossos sadios propósitos:

“E saiu Jesus e seus discípulos para as aldeias da Cesaréia de Filipo. No caminho perguntou Jesus:
— Quem dizem os homens que eu sou?
E eles responderam:
— João Batista; e outros, Elias; e outros ainda, um dos Profetas.
— E vós, quem dizeis que eu sou?
Respondeu Pedro:
— Tu és o Cristo”.
(Evangelho de São Marcos)

Continuamos com o Bhagavad-Gita: “Ao deixar o corpo, tomando a senda do fogo, da luz, do dia, da quinzena luminosa da lua e do solstício setentrional, os conhecedores de Brahmâ vão à Brahamâ”.

Isso significa que o yogue que morre e segue pelo caminho do fumo ou da quinzena obscura da lua ou do solstício meridional, chegará, fatalmente, à esfera lunar, retornando em seguida a este mundo de carne e osso. Esses dois caminhos devem ser considerados permanentemente. O primeiro leva à emancipação e o segundo ao retorno. Sem mais rodeios, podemos declarar que o Ser, encarnado nalguma criatura perfeita, pode voltar a se reencarnar. “Quando o Senhor (Atman) toma um corpo ou o deixa, ele se associa com os seus sentidos ou os abandona, indo-se como a brisa que leva consigo o perfume das flores”.

“Dirigindo os ouvidos, os olhos, os órgãos do tato, do gosto, do olfato e também a mente, ele experimenta os objetos dos sentidos”.

“Os ignorantes, alucinados, não veem quando Ele toma um novo corpo, deixa-o ou faz experiências. Por outro lado, aqueles que têm os olhos da sabedoria, veem-No”.

Como testemunho extraordinário da doutrina da reencarnação bem vale a pena meditar neste versículo de Krishna: “Ó Bharata, todas as vezes que as religiões decaem, prevalecendo a irreligião, encarno-Me novamente para proteger os bons, destruir os maus e estabelecer a verdadeira religião. Por isso reencarno-Me em diferentes épocas”.

De todos esses versículos do Senhor Krishna e do evangelho de São Marcos, acima apresentados, tiramos as seguintes conclusões:

  • Os conhecedores de Brahmâ (os que encarnaram seu próprio Ser) vão à Brahmâ; se quiserem voltar, para trabalhar numa grande causa, assim podem fazer, pois são livres para escolher.
  • Quem não dissolve o ego, depois da morte seguirá o caminho do fumo e da lua negra, retornando, obrigatoriamente, a este mundo, pois não têm direito à escolha.
  • Só o Ser tem direito à reencarnação; o ego retorna, reincorpora.

Mesmo com a eliminação das passagens mais claras sobre a doutrina da reencarnação nos textos canônicos dos evangelhos católicos ainda é possível encontrar vestígios de que a reencarnação é possível – pelo menos entre os Profetas.

Reencarnação é uma palavra bastante exigente; reencarnação é para aqueles que atingiram a individualidade; significa “incorporação do divino no humano”. A humanidade como um todo retorna, pois ainda não atingiu o Adeptado ou a individualidade. Para atingir a individualidade é preciso encarnar o Ser.

A morte significa recomeçar uma nova vida com possibilidades de se repetir todos os acontecimentos da existência precedente. Acrescente-se a eles suas consequências, positivas ou negativas.

A repetição de dramas, cenas e tragédias é um axioma da lei do retorno ou da recorrência. Os protagonistas dessas encenações são as diferentes entidades que formam nosso ego. Acabemos com a trupe e não mais haverá espetáculos.

Se na passada existência, aos 25 anos, tivemos uma aventura amorosa, é normal que nesta vida o eu de tal compromisso buscará o outro eu dos seus sonhos aos 25 anos. Nesse caso, os eus dele e dela se buscam telepaticamente até se reencontrarem e repetirem a mesma cena amorosa. Uma paixão a primeira vista é um bom exemplo disso.

Lamentavelmente nossa personalidade, que deveria servir ao Ser, tornou-se escrava da legião de eus e instrumento pelo qual esses eus pagam seus compromissos. Essa mecanicidade deve ser rompida, se quisermos, de fato, que um novo sol brilhe no céu de nossa vida.

A lei da recorrência e do carma obedece a esse processo cíclico. É assim que pagamos nossos compromissos e é assim, o pior de tudo, que assumimos novos compromissos e novas dívidas para serem pagas no próximo retorno.

No mais, devemos sempre continuar trabalhando intensamente, fazendo a parte que nos cabe, para que os resultados se tornem realidade dentro do nosso universo interior.