Os primórdios da raça humana em nosso planeta

O Homem – Como era

As humanidades são sempre análogas. O ambiente é sempre o mesmo. A aparência física pode ser diferente, em função do meio ambiente, tipo de alimentação e dimensão ou esfera espaço-temporal ocupada num dado momento. Mas, em essência, as humanidades são sempre iguais.

Quando se fala de humanidades, lembramo-nos de negócios, aventuras amorosas, jovens, belas mulheres, conquistadores, aventureiros, automóveis de luxo, bebidas finas, velhos que passam com passos trôpegos, crianças que choram, mães que cultivam a esperança de dias melhores, padres que murmuram preces, guerras, rivalidades, disputas, conquistas, enfim, toda essa gama de qualidades, defeitos e acontecimentos que constituem os valores de uma sociedade humana em determinado tempo, lugar, dimensão e época.

As três primeiras raças

moaiNão seria exagero dizer que o planeta Terra começou a ser gestado no Ventre da Grande Mãe Cósmica em passados Manvantaras. Não tenho a menor idéia de quando foi isso e quanto tempo transcorreu desde que começou a se formar o vórtice de força ou Ponto Laya em torno do qual um dia se condensaria nosso planeta.

A Teosofia fala que a Terra recebeu a primeira onda de vida humana há cerca de 300 milhões de anos. Isso quer dizer que a Terra tornou-se habitável, para um determinado tipo de homem protoplasmático, há cerca de 300 milhões de anos. Essa criatura protoplasmática formou ou fez parte da primeira Grande Raça. E tão só do final da terceira raça-raiz até nossos dias passaram-se nada menos que 18 milhões de anos, diz a Teosofia confirmada pela Teologia Gnóstica.

Assim como um planeta leva 3 rondas para se consolidar ou se tornar material, denso, tridimensional, também uma humanidade, nas três primeiras raças, recapitula suas anteriores manifestações até aparecer como homem verdadeiro e completo, o que só acontece na quarta raça-raiz [quando desenvolve o intelecto].

A primeira raça humana a habitar a Terra viveu na calota polar do norte, e foi denominada raça boreal. Essa primeira raça foi totalmente protoplasmática, ou seja, não era uma raça humana dotada de corpo físico, e sim, de “protoplasma”, uma matéria semi-física e semi-etérica; poderia ser até tomada como uma forma gasosa nos dias de hoje. Era totalmente hermafrodita, como o Adão bíblico. Mesmo assim, ela evoluiu ou foi sendo aperfeiçoada ao longo de suas sete sub-raças e numerosas famílias, ao fim das quais se tornou mais condensada ou menos “gasosa”. De sua existência e passagem neste planeta, não há nenhum vestígio.

O sistema de reprodução da primeira raça foi por divisão, ou seja, a matéria dividia-se ao meio, como acontece até hoje com as células, e depois ganhava autonomia. Era como se o ser humano da época fosse uma gigantesca célula que se partia ao meio, dando origem, assim, a uma nova criatura. Esse processo, criado pela natureza, hoje, limita-se ao mundo celular [vale dizer: foi na primeira Raça Raiz que a natureza desenvolve esse tipo de inteligência natural ou instintiva e que até hoje está presente no mundo celular.

Do seio da primeira grande raça humana surgiu a segunda grande Raça-raiz, esta quase tão igual quanto aquela, embora bem mais condensada. Ou seja: mais física que etérica. A segunda raça foi denominada hiperbórea, porém sem nenhuma ligação com os hiperbóreos de que falam os historiadores da antiga Grécia [ainda que hajam reminiscências com aquela].

Das duas primeiras Raças humanas não sobrou vestígio algum em nosso planeta, visto que não criaram nada sólido como hoje entendemos essa palavra. Como eram de natureza protoplasmática, viviam mais para o psíquico do que para o físico. Além disso, não possuíam mente racional, que só foi aparecer no meio da quarta raça-raiz. Consequentemente, não podiam abstrair conceitos, não conheciam linguagem nem escrita. Só ao final da terceira raça o homem acordou para as coisas da matéria ou exteriores. A mulher foi a primeira a fazê-lo. Tal como a primeira, a segunda raça construiu suas cidades e civilizações dentro da quarta dimensão ou Plano Etérico e sua comunicação era telepática ou psíquica.

A segunda raça se reproduzia por brotação. A língua portuguesa, por um desses inexplicáveis atavismos, ao que tudo indica, é a única no mundo a possuir a expressão barriga da perna, que era justamente o lugar onde nasciam os esporões do novo ser. Coincidência?!

No começo da terceira raça-raiz, o sistema de reprodução mudou novamente, passando para um processo semelhante ao da exsudação ou algo parecido com gotas de suor. Daí o motivo deles também serem conhecidos, na literatura oculta, como “os filhos do suor”. No meio da terceira raça, o sistema de reprodução passou a ser ovíparo. Como ainda não havia acontecido a separação dos sexos, ou seja, “Eva ainda não havia sido formada da costela de Adão”, o gigantesco hermafrodita lemuriano paria um ovo, como fazem os crocodilos ou tartarugas e, de dentro desse ovo humano, saía uma gigantesca criatura portadora dos dois sexos.

Hoje, esse sistema está recolhido nos ovários da mulher, processo esse que demorou milhões de anos até se transformar totalmente e se tornar como é hoje, pois foi na terceira raça que aconteceu a separação dos sexos. Após a divisão do homem primitivo em duas metades, de cujo processo a Bíblia alegoricamente descreve como “tendo Adão entrado em profundo sono Deus lhe tirou uma costela…“, o homem passou a se reproduzir mediante a cooperação sexual ou copulação sexual. Isso quer dizer que hoje só reconstruimos energeticamente o Hermafrodita Divino quando estamos sexualmente unidos [evidentemente falo aqui do Sexo Tântrico ou Sexo Alquímico – nunca da bestialidade sexual praticada hoje em dia como mera diversão e prazer ou mesmo entre um casal comum e corrente].

A total separação dos sexos aconteceu há cerca de 11 milhões de anos. O homem da terceira raça, chamado de lêmure ou lemuriano, chegou a medir mais de 20 metros de altura. Sua aparência era algo semelhante a um gigantesco gorila, com cabeça ovoide e dotado de um único olho, no alto da cabeça. Mais tarde esse olho foi se recolhendo e hoje forma a glândula pineal. Só da metade em diante da 3ª raça, é que surgiram os dois olhos, e mesmo assim, um de cada lado da cabeça, semelhante aos peixes ou pássaros.

Na realidade, hoje não fazemos idéia de como foram nossos antepassados humanos. A chamada fisiologia humana mudou tanto e tantas vezes que nem os melhores ficcionistas conseguiram imaginar ou desenhar o homem antigo que habitava nosso planeta. A realidade, nesse caso, supera tudo e todos. Contudo, algumas pistas ou traços desse mundo esquecido ainda podem ser vistos aqui e ali. Basta prestar a atenção a algumas formas de vida que temos ao nosso redor. É que a vida “miniaturizou” aquelas antigas e gigantescas formas, além de haver dado beleza àquelas formas. O próprio homem hoje é lindo e corporalmente perfeito, mas, um dia foi agigantado e abrutalhado como um “big foot” [Pé Grande] – última reminiscência daqueles tempos, mesmo assim, “miniaturizado”.

A Ilha de Galápagos, no Pacífico, é hoje um zoológico de algumas espécies sobreviventes da antiga Lemúria e que foram “miniaturizadas” ao longo desses 18 milhões de anos. E Galápagos, fazia parte do continente lemuriano, exatamente como a Ilha de Páscoa – outro cenário rico para estudos de Antropologia Gnóstica.

Voltando aos lemurianos antigos, a coloração da sua pele era negra, como a dos africanos de hoje ou ainda mais escura. Só no final da história lemuriana foi possível aos “jardineiros da Terra” apurar uma coloração mais clara e menos carregada. Mesmo assim, o negro adquiriu uma tonalidade azulada nuns e avermelhada noutros. Apesar da aparência e de seu descomunal tamanho, os lêmures chegaram a dominar a ciência e as artes. Construíram gigantescas cidades, edifícios e casas, proporcionais ao seu tamanho.

Para finalizar, ou resumir, podemos citar que, apesar de serem monstruosos e feios por fora (sob a luz da atual estética), não só em tamanho como em aparência, por dentro eram seres de beleza divina. Eram absolutamente conscientes de que tinham em si um Deus e que eram, em verdade, uma raça de Deuses. Não é preciso dizer, então, que eles não tinham religião. Não precisavam, pois viam e tinham consciência desperta nas diversas dimensões da natureza. Para aqueles menos afeitos aos ensinamentos secretos, isso poderá se tornar meio incompreensível, porém, qualquer pessoa desperta vê e percebe o que acontece em todas as dimensões da natureza.

Os únicos testemunhos que restam da existência dos lemurianos são alguns registros mudos sob a forma de meia dúzia de colossos partidos. Os atuais “cientistas” afirmam que tais restos são produto de forças naturais cegas ou então que não são tão antigos quanto preconizamos. Tal como dizia Helena Blavastki, precursora da Teosofia, “a confusão está na ignorância dos nossos homens de ciência que não querem aceitar a verdade de que vários continentes já existiram e afundaram e de que existe uma lei periódica que se manifesta durante o manvantara“.

O resto do que foi o grande continente lemuriano, que floresceu onde hoje ondeiam as águas do Pacífico, desapareceu há uns 700 mil anos ou no período Eoceno.

Antropogênese – O Homem – Como se formou

santo oitoVimos até agora que, como ser espiritual, o homem procede de Deus e a Deus há de retornar. Contudo, o que procede e voltará a Deus não é, exatamente, “o homem”. Segundo o Bhagavad Gita, “aquela partícula de meu próprio Ser, transformada no mundo de vida em espírito imortal”, é muito mais que “homem”.

Sabemos que o estágio humano não é senão uma etapa do desenvolvimento do Homem Verdadeiro (Divino Anthropos). E o mineral, vegetal e animal não são mais nem menos que etapas embrionárias na matriz da natureza, para que a “Chispa”, Centelha ou Consciência se prepare convenientemente para nascer em corpo humano.

O estado humano é a etapa mais elevada de uma escala evolutiva natural em que o espírito e a matéria lutam entre si pelo predomínio. Quando, ao fim da luta, o espírito se ergue vitorioso, como senhor da matéria, como dono da vida e da morte, então pode penetrar na sua evolução super-humana. Essa oitava superior da evolução humana já não é mais natural. Precisa ser feita de modo consciente, deliberado, utilizando processos alquímicos e revolucionários.

Ensinar a re-evoluir a Consciência é o único propósito de todas estas abordagens, que tem por objetivo maior ensinar a caminhar com as próprias pernas.

O Homem – Como se formou

A origem do homem, do ser humano está em sua Mônada – o Raio individual e particular de cada um. A Mônada é a raiz mesma de cada homem ou mulher. É a Tríade Sagrada (Pai, Filho e Espírito Divino), a Coroa Sephirótica da Árvore Cabalística. É a origem de tudo que fomos, somos e seremos, pois dela provém, em desdobramentos sucessivos, a alma humana, a mente, nossas emoções e até nosso corpo físico.

Por sua vez, a Mônada, tem sua origem no que há de mais sagrado em todo Cosmos. A Teologia Gnóstica nos fala que cada Mônada tem seu Resplandecente Dragão de Sabedoria total e completamente absorto dentro do Grande Arquiteto do Universo. Este é o Bendito e amadíssimo Ancião dos Dias, a estrela da estrela, a luz de todas as luzes.

Logo, para cada homem ou mulher na terra, existe, no Espaço Infinito, absorto dentro do Seio do Eterno Criador, um Ancião dos Dias, cujos títulos conferidos são:

  • A Existência das Existências,
  • O Segredo dos Segredos,
  • O Ponto Primordial ou o Altíssimo.

A Origem de cada Bendito e Perfeitíssimo Ancião dos Dias está dentro dos Sete Raios da Creação, emanados das profundezas do Grande Arquiteto do Universo. O Ancião dos Dias é a Lei Absoluta para nós.

Tudo o que existe sob o firmamento foi gerado pelo Grande Arquiteto do Universo através das Consciências Logóicas [Dhyannis-Buddhas] ou Deuses pertencentes a um dos Sete Raios da Creação, que são:

  • Vida,
  • Ciência,
  • Amor,
  • Lei,
  • Força,
  • Mando
  • e Morte.

Cada Bendito Ancião pertence a um dos Sete Raios da Criação. Logo, cada Mônada, Alma ou Homem, vive, trabalha, ama, fala, sente, pensa, e segue a Senda Iniciática de acordo com os atributos pertencentes a seu Raio Particular, do qual foi emanado.

Por exemplo: costuma-se dizer que uma pessoa é do Raio do Amor ou da Justiça, porém isso é um erro. Na verdade uma pessoa não pertence a este ou àquele Raio, e sim o Ser ou o Bendito Ancião dos Dias desta pessoa é a encarnação perfeita do atributo principal de seu Raio. Ele é o próprio Amor, Sabedoria, Morte, etc. Quando o homem, através dos rigores da Alta Iniciação, chega a encarnar o Ancião dos Dias, torna-se, então, uno com seu Pai, e por isso transforma-se em Lei e em Verdade. Como Mestre ou Adepto, já não é mais um homem ou uma mulher, e sim a perfeita manifestação da Mística, do Amor, da Medicina, da Justiça, da Força, da Sabedoria ou da Morte.

É importantíssimo salientar que cada Raio é, em si mesmo, perfeito. Em outras palavras, reúne todos os atributos divinos, tais como sabedoria, amor, justiça, bondade, força, poder, humildade, caridade, cura, etc., porém seu atributo principal e consequentemente mais marcante é o nome que O expressa. Logo, o atributo principal do Raio do Amor é o Amor; da Justiça é Justiça e assim por diante.

Somente as pessoas despertas podem conhecer o Raio ao qual pertencem. Por isso, há que se avançar muito espiritualmente para descobrir a que Raio pertence nosso Amado e Bendito Pai. Outra forma, é através de um Mestre da Loja Branca, se tivermos a dádiva de conhecer um. Mesmo assim, um Mestre somente nos revelaria nosso Raio em casos muito especiais. Voltamos a frisar, que nenhum conhecimento humano, nenhuma ciência esotérica, nenhum estudante ou instrutor tem o poder de decifrar esse Mistério. Isso é um prêmio valiosíssimo que deve ser conquistado com méritos.

Alguns acreditam que a alma peregrina ou passa sucessivamente pelos diferentes Raios da natureza. Tal conceito é improcedente. No começo da vida, o Logos Demiurgo emana de si mesmo milhões, bilhões e trilhões de Chispas Virginais ou Centelhas de Vida. Essas Chispas são postas nas correntes evolutivas dos universos, sistemas solares e galáxias, como seres elementais. É assim que os atuais seres humanos um dia foram criaturas elementais do reino mineral; depois, do vegetal; mais tarde, do animal e por fim, no início da atual cadeia planetária, começaram a ingressar no reino humano. Esse processo de evolução das Chispas Divinas acontece ao longo das Rondas e das Raças.

Para ser mais específico: na primeira Ronda o Logos emana de si bilhões de chispas, as quais vão atuar no Reino Mineral do Mundo da Mente Cósmica. Dentre outras, com a finalidade de desenvolver em torno de si um corpo mental mineral ainda incipiente e, também, aquilo que, muito mais tarde, será o seu centro sexual. Na segunda Ronda, essa Onda de Vida, formada por bilhões de seres elementais é passada para o Mundo Astral e entra pelas portas do Reino Vegetal desse determinado corpo planetário, com a finalidade, dentre outras, de forjar um corpo emocional astral. Processo semelhante se repete na terceira Ronda, quando essa Onda de Vida ascende para o Reino Animal do Mundo Etérico, e ali desenvolve o centro instintivo-motor, dentre outras finalidades. É na Quarta Ronda que se ganha um corpo humano pela primeira vez e, então, deve-se desenvolver a mente racional, o que ocorre na Quarta Raça.

A evolução da alma humana sempre ocorre dentro do mesmo Raio, a começar pelos reinos elementais da natureza. Uma chispa ou essência da Medicina sempre “encarnará” em minerais, vegetais ou animais desse mesmo Raio. Assim ocorre o mesmo com as demais chispas ou essências dos demais Raios. Por exemplo: uma chispa ou essência do Raio do Amor somente encarnará em minerais, vegetais e animais desse Raio, como é o caso do coelho. Animais como a serpente ou o elefante pertencem ao Raio da Sabedoria. Alguns felinos ao Raio da Justiça e outros ao Raio da Força.

Como todo o Universo está baseado no sistema Trogo-auto-egocrático – que é a lei da alimentação recíproca dos mundos – tudo isso acontece de forma contínua, incessante, sempiterna, desde que o mundo é mundo. À medida que uns vão morrendo, outros vão nascendo, simultaneamente, em todas as escalas de vida, do micróbio às galáxias.

Portanto, a Chispa é a porção de Alma ou de Consciência que temos hoje dentro de nós, mas que, um dia, já foi mineral, planta e animal. Aqueles que seguirem o caminho da auto-realização do Ser [re-evolução de sua Consciência], encarnarão em si ou poderão se fundir com a sua própria Mônada Divina, sua própria fonte, sua própria origem cósmica. Então, como Jesus [Joshua Bem Pandira], poderão dizer: “Eu e o Pai somos Um”.

Cadeias, rondas e esquemas evolutivos

Como foi dito anteriormente, cadeia é a denominação que se dá ao conjunto de Sete Planetas através dos quais as Ondas de Vida (que formam as sucessivas humanidades em sucessivas dimensões) provenientes do Logos, nascem, crescem, se desenvolvem e morrem ou desaparecem. Uma cadeia planetária é constituída de modo semelhante aos sete corpos humanos, já mencionados anteriormente. Cada corpo, como cada planeta, tem vida própria, autonomia, consciência e trabalha ou elabora um tipo específico de energia, qualidades, virtudes, capacidades, competências, características, etc.

Uma cadeia não nasce ou não se forma, por assim dizer, de uma hora para outra, mas, sim, ao longo de idades inimagináveis, como vimos, descendo dos Planos mais elevados até alcançar nosso mundo material. Tomando-se o exemplo da Terra, na primeira Ronda, isso que hoje é o nosso planeta Terra, foi revestido de matéria mental. Em outras palavras: na primeira Ronda o Ser Cósmico que tem por corpo físico nosso planeta Terra, revestiu-se de matéria mental. Vamos dizer que nessa primeira Ronda ele formou ou forjou o seu corpo mental e durante esse tempo, sete Grandes Raças floresceram ali, naquela dimensão, de forma análoga ao que acontece hoje aqui no plano físico.

Na segunda Ronda, a Terra se revestiu de matéria astral. E, da mesma forma, ali houveram manifestações de vida, sendo que a mais densa delas, habitava a dimensão astral.

Na terceira Ronda, a Terra revestiu-se de matéria etérica, e suas Sete Grandes Raças se desenvolveram nessa dimensão e nesse mundo etérico.

Na quarta Ronda, a atual, a Terra tornou-se material, física, química, tal como a conhecemos hoje. Durante essa Ronda, nosso planeta se condensou, se solidificou, especialmente ao longo das três primeiras Grandes Raças, num período de tempo de centenas de milhões de anos.

A quinta Ronda acontecerá novamente no Plano Etérico, porém, agora, em seu arco ascendente (visto que nas primeiras Rondas, a vida cumpriu o arco descendente).

A sexta futura Ronda, daqui a incalculáveis bilhões de anos, se repetirá no Plano Astral.

Por fim, a sétima e última Ronda acontecerá no Plano da Mente Cósmica.

É importante não confundir Ronda com Raça. As Rondas tratam da formação e desenvolvimento de um planeta. As Raças tratam do surgimento e desenvolvimento das humanidades que aparecem e desaparecem em cada Ronda.

À medida que as Grandes Raças vão cumprindo seu tempo em cada dimensão/Ronda, o planeta ou corpo planetário vai ficando vazio e ao fim das idades cósmicas volta a ser poeira cósmica. Portanto, não é exagero dizer que existem luas físicas, luas etéricas, luas astrais e luas mentais; ou cadáveres planetários físicos, cadáveres planetários etéricos, cadáveres planetários astrais e cadáveres planetários mentais.

Novamente, é importante salientar que não devemos confundir Ronda com Raça. As Rondas são o processo de formação de um planeta. As Raças são o processo de formação das humanidades dentro de uma Ronda. Cada Ronda compreende Sete Grandes Raças. Por exemplo, agora estamos na quarta Ronda. Essa quarta Ronda se encarregou e ainda trata do processo de consolidação física do nosso planeta.

Evidente que essa atual Ronda gerará Sete Grandes Raças no plano físico de nosso planeta [faltam duas Raças ainda]. Depois que a sétima e última Raça desta Ronda tiver terminado seu ciclo, nosso planeta se converterá num cadáver ao longo do tempo, tal como aconteceu com a Lua no passado Manvantara (os próximos Posts abordaram as Raças e Sub-raças desta Ronda).

Findo o processo das Sete Rondas, o Ser Planetário volta a renascer no próximo Manvantara ou Dia Cósmico, reconstituindo gradativamente seus Sete Corpos Planetários, sendo que um deles sempre estará aqui, na terceira dimensão, quando amanhecer sua quarta Ronda.

Portanto, os planetas visíveis, aqui nesta dimensão, e pertencentes ao nosso sistema solar, são, por assim dizer, o Corpo Físico respectivo de cada uma das Cadeias em atividade neste momento, as quais, por sua vez, possuem outros planetas ou corpos planetários em outras dimensões da natureza.

Foi dito anteriormente, que cada Logos Planetário renasce ou reencarna sete vezes, o que equivale a dizer que o Ser Cósmico que mora nesses Sete Corpos planetários possui Sete Vidas. O tempo de vida dessas Sete Encarnações é denominado de Maha-Kalpa, perfazendo um total de 311.040.000.000.000 de anos.

As sete encarnações do Logos Planetário formam um Esquema Evolutivo Planetário. Quando todas as cadeias planetárias tenham cumprido suas sete encarnações então terá terminado o Grande Esquema Evolutivo Solar, findo o qual o próprio sistema solar entra em dissolução ou Pralaya.

Nenhum Mestre explicou ou deixou registrado em alguma cátedra o que acontece depois dessas Sete Encarnações planetárias…

Todo esse processo se repete eternamente, continuamente, com os planetas, os sistemas solares, com as galáxias, com os universos e com todos os mundos em todas as sete dimensões básicas de manifestação de vida.

Períodos cósmicos – Manvântaras, Pralayas e Yugas

Manvântara é uma palavra composta de Manu + Antara. Manu é o Deus, o Ser Guardião, o Regente, Logos ou Patrono de um ciclo de manifestação de vida. Antara significa “intervalo” ou “período”. Portanto, Manvântara quer dizer “período de governo de um Regente”.

Porém, este termo Manvântara também é usado para denominar outros ciclos de tempo, maiores e menores. Por isso, é difícil para nós, ocidentais, compreender esse sistema de cálculo cósmico, porque ele não emprega nossos anos solares ou terrestres.

14 Manava (plural de Manu) dividem o governo da vida durante um Dia de Brahman (= 4.320.000.000 anos), cabendo a cada Manu 306.720.000 anos. Vaivasvata é o nome do atual Manu, o sétimo, que começou seu governo na Atlântida.

Um Manvântara, como sinônimo de Dia de Brahman, representa 4.320.000.000 dos nossos anos e equivale, também, ao tempo de uma Ronda ou Kalpa (Kalpa, geralmente, é associado só ao Dia Cósmico propriamente dito, e não ao Dia e à Noite). Mas, também a um período de 71 Maha-yugas (36.720.000 anos) é dado o nome de Manvântara. Por isso mesmo, fica difícil saber exatamente a que se refere. Nesse caso, é preciso buscar pelo contexto para saber a que medida de tempo se refere.

Se ao Dia Cósmico somarmos outros 4.320.000.000 de anos por conta do Pralaya (ou Noite de Brahman), teremos o completo Dia de Brahman. 360 Dias de Brahman formam um Ano de Brahman; equivale a 3.110.400.000.000 (3 trilhões, 110 bilhões e 400 milhões) de nossos anos mortais. Cem Anos de Brahman formam um Maha Kalpa ou uma Idade de Brahman, equivalendo a 311.040.000.000.000 (311 trilhões e 40 bilhões) dos nossos anos terrestres ou mortais. Essa é a duração de um GRANDE DIA, que equivale ao tempo de nascimento e morte de um planeta, conforme nos mostra a Teologia Gnóstica.

Portanto, é preciso aprender a distinguir entre MANVÂNTARAS e MAHAVANTARAS, que são os pequenos e os grandes ciclos de atividades. Pralaya (Noite Cósmica ou Repouso ou Dissolução) é o oposto de Manvântara (que significa Dia Cósmico, Atividade). Existem Pralayas individuais, planetários, catenários (entre cadeias – já veremos o que significa isso), solares, cósmicos e universais.

Um Pralaya tem a mesma duração de um Manvântara, quando ligado a esse, e períodos próprios ou variados dentro de cada ciclo específico como, por exemplo, entre uma ronda e outra. Por isso não há como calcular as cifras exatas em anos terrestres de cada um desses ciclos. Como se não bastasse, a título de informação, os brâmanes subdividem ainda cada um desses dias, anos, ciclos e Kalpas em quatro idades ou Yugas, a saber:

  1. Satya Yuga ou Idade de Ouro tem uma duração de 4.800 anos divinos ou “ano dos deuses” que, multiplicados por 360 anos humanos, resultam 1.728.000 dos nossos anos terrestres.
  2. Treta Yuga ou Idade de Prata tem uma duração de 3.600 anos divinos ou “ano dos deuses” que, multiplicados por 360 anos humanos, resultam em 1.296.000 dos nossos anos terrestres.
  3. Dwapara Yuga ou Idade de Bronze tem uma duração de 2.400 anos divinos “ou ano dos deuses” que, multiplicados por 360 anos humanos, resultam em 864.000 dos nossos anos terrestres.
  4. Kali Yuga ou Idade de Ferro tem uma duração de 1.200 anos divinos ou “anos dos deuses” que, multiplicados por 360 anos humanos, resultam em 432.000 dos nossos anos terrestres.

Esses 4 Yugas somam 4.320.000 anos mortais e formam um Maha-yuga. Mil Maha-yugas somam 4.320.000.000 anos terrestres ou um Kalpa, que somados a outros mil Maha-yugas da Noite de Brahman, resultam em 8.640.000.000 que, multiplicados por 360 dias, formam um Ano de Brahman que, multiplicados por 100, resultam num Maha Kalpa ou Grande Idade ou simplesmente uma Idade de Brahman. Portanto, quando se fala em yuga é preciso considerar a que yuga se refere: de uma raça, de uma sub-raça, de uma Ronda, de um planeta, etc.

A Teosofia registra,  que a duração de um Kalpa é a mesma de uma Ronda: 4.320.000.000 dos nossos anos terrestres. No momento, estamos na quarta ronda ou na metade da vida total deste planeta, considerando-se o seu começo no Plano Mental e o seu fim igualmente no Plano Mental.

Também foi dito que 7 rondas acontecem dentro de uma cadeia planetária, formada, por sua vez, de 7 planetas – que equivalem aos 7 corpos ou 7 princípios constitutivos de um ser humano, conforme comentários anteriores.

Assim como acontece com o ser humano, também acontece com os planetas, com os sistemas solares, com as galáxias, com os universos e com os mundos. Terminado o tempo de vida, a alma, o ser que habita um corpo, um planeta, um sistema solar, uma galáxia, etc., muda após um período de descanso (pralaya), para um novo corpo, um novo planeta, um novo sistema solar, uma nova galáxia, etc. A Teologia Gnóstica diz que cada planeta dá sete Raças e morre. Só que essa “morte” não ocorre imediatamente. Dentro das escalas das idades cósmicas, isso acontece ao longo de milhões de anos.

Dissemos que após 7 rondas o ser ou alma ou anima mundi vai para um novo planeta. Dissemos também que essas rondas acontecem em torno ou ao longo de 7 planetas distintos localizados em diferentes dimensões da natureza, mas que formam um único e gigantesco corpo ou Ser Planetário, de forma análoga aos sete corpos do homem, abordadas anteriormente.

Falta-nos dizer ainda que a anima mundi (alma do planeta) evolui ao longo de 7 cadeias planetárias. Sete cadeias planetárias ou Sete Encarnações Planetárias formam um Esquema Evolutivo.

Agora, uma pergunta, sem resposta, para você refletir e meditar: Quantos Esquemas evolutivos existem em todo o universo neste momento? Sem dúvida, a vida é abundante e prolífica em todo o universo e em todas as dimensões.

Por exemplo, a nossa Lua atual era o corpo físico da anterior encarnação da Terra, ou seja, ela fazia parte da passada Cadeia Planetária, e era seu globo visível, material, localizado na terceira dimensão. Quando a sétima e última onda de vida deixou aquele planeta, ele começou a morrer, e o seu espírito planetário, por assim dizer, mudou-se para um novo corpo: a Terra.

Quando chegar o final do Dia Cósmico da Terra, esta se tornará um cadáver – como é hoje a Lua. No próximo Dia Cósmico, a alma da Terra ganhará corpo num outro planeta, o qual, no momento, existe só na mente do Logos Solar.

A Cosmogênese é um tema difícil. As escalas e as proporções das idades e períodos confundem nosso entendimento. Mas é importante ao menos ter uma ideia de como nascem, crescem e morrem os mundos, universos, planetas e galáxias. Por que tudo isso que ocorre fora de nós, repete-se numa escala microcósmica conosco. Por exemplo, os estágios iniciais de um feto no ventre materno repetem os mesmos processos, em poucas semanas, que a Terra viveu ao longo de bilhões de anos, quando ela mesma foi concebida no ventre cósmico.

No próximo Post vamos abordar e detalhar um pouco mais, na tentativa de lançar mais algumas luzes sobre a Cosmogênese, os seguintes pontos:

  • Cadeias planetárias
  • Rondas
  • Esquemas Evolutivos

Até lá.

Os progenitores do homem na terra

Observa o começo da Vida informe senciente. Primeiro, o Divino, o Um que procede do Espírito-Mãe; depois, o Espiritual; os Três provindos do Um, os Quatro do Um, e os Cinco de que procedem os Três, os Cinco e os Sete. São os Triplos e os Quádruplos em sentido descendente; os Filhos nascidos da Mente do Primeiro Senhor, os Sete Radiantes. São eles o mesmo que tu, eu, ele, os que velam sobre ti e tua mãe, Bhumi.

Toda esta Estância fala dos Pais da humanidade, os Piris. Também fala do processo de desdobramento do Logos, numa escala macrocósmica, até atingir nossa dimensão física. Isso significa, de forma análoga, que também fala dos desdobramentos da Mônada original nas diferentes esferas de consciência e de vida, desde o Plano Logóico até o Reino de Malkuth ou plano físico, tridimensional, dentro de uma escala microcósmica. Assim, do Absoluto ou Ain, vem o Pai-Mãe original, que dá origem à Coroa Logóica ou Pai-Filho-Espírito Santo. Estes são os Três provindos do Um e formam a Raiz da Mônada, o Sagrado Triamazikamno, já aludido nas Estâncias anteriores. Depois, vem Terceira Ordem ou a Divina Tríade Atman-Buddhi-Manas, que, para se manifestar em nosso mundo, desdobra-se no quaternário ou no Carro de Mercavah. A Divina Tríade, juntamente com o Quaternário Inferior, formam os Sete, justamente os Triplos e os Quádruplos em forma descendente, que nasceram ou foram emanados da própria mente do Primeiro Senhor, numa clara alusão que o segundo triângulo é proveniente do primeiro. Dentro desse quadro geral, cumpriria ainda destacar o papel e a individualidade de cada uma dessas partes autônomas e independentes do Ser. Porém, isso seria demasiado longo. Além do mais, já falamos um pouco do Septenário Humano no Post anterior e voltaremos a estudar esse mesmo assunto sobre a Árvore da Vida, em Posts futuros.

O Raio Único multiplica os Raios Menores. A Vida precede a Forma e a Vida sobrevive ao último átomo. Através dos Raios inumeráveis, o Raio da Vida, o Um, semelhante ao Fio que passa através de muitas contas.

Até hoje a ciência não sabe o que é a vida. Um óvulo é fecundado por um espermatozoide porque ambos possuem vida. Essa vida, em síntese, é Deus. Deus é Deuses, os Raios Menores, que tanto existem e trabalham em esferas macrocósmicas quanto em microcósmicas, na dimensão dos átomos. É assim que Deus é onipresente e a vida se perpetua eternamente.

Quando o Um se converte em Dois, aparece o Triplo, e os Três são Um; é o nosso Fio! o Coração do Homem-Planta, chamado Saptaparma. A Unidade Pai-Mãe, Adam-Kadmon se converte em Dois: Kether e Binah; Brahmâ e Shiva; Osires e Ísis. Da sua união vem Hórus, Vishnu e Chokmah.

Esta é a coroa logóica, a raiz da Mônada que nos liga ao Absoluto. O coração do Homem-Planta é uma alusão sagrada de Saptaparma, a planta de sete folhas, com os sete corpos do homem.

É a Raiz que jamais perece; a Chama de Três Línguas e Quatro Mechas. As Mechas são as Centelhas que partem da Chama de Três Línguas projetada pelos Sete – dos quais é a Chama – Raios de Luz e Centelhas de uma Lua que se reflete nas Ondas moventes de todos os rios da Terra.

Aqui, a raiz que jamais perece, é a Divina Tríade. As quatro Mechas são o Quaternário Inferior, proveniente da Tríade, que dança em incontáveis personalidades no mundo material de Maya durante todo um Manvântara, através de milhares de vidas, que são todos os rios da Terra.

A Centelha pende da Chama pelo mais tênue fio de Fohat. Ela viaja através dos Sete Mundos de Maya. Detém-se no Primeiro e é um Metal e uma Pedra; passa ao Segundo e eis uma Planta; a Planta gira através de sete mutações e vem a ser um Animal Sagrado. Dos atributos combinados de todos esses forma-se Manu, o Pensador. Quem o forma? As Sete Vidas e a Vida Una. Quem o completa? O Quíntuplo Lha. E quem aperfeiçoa o último Corpo? O Peixe, o Pecado e Soma…

Este Sloka é muito claro. Todos os 7 corpos estão ligados à Mônada, pelo invisível fio da vida. Porém, para que a Mônada tivesse corpo, este foi trabalhado nas anteriores Rondas nos reinos mineral, vegetal e animal, até ganhar mente intelectual ou racional em corpo humano. E vem a pergunta: quem é o autor de tudo isso? A própria Mônada! Quem o completa? O Quíntuplo Lha, a Consciência, a Essência, Manas. Quem aperfeiçoa o último corpo, o corpo físico? A própria vida, sintetizada no Sol (masculino), na Lua (Feminino) e no ser das Águas da Vida, que, no conjunto formam um símbolo do Ser Imortal.

Desde o Primeiro Nascido, o Fio que une o Vigilante Silencioso à sua Sombra torna-se mais e mais forte e radiante a cada Mutação. A Luz do Sol da manhã se transformou no esplendor do meio-dia…

Desde o Homem Primitivo, o Adão-Eva físicos, o Fio da Vida, o Fio Monádico, une o Vigilante Silencioso ou o Ser a todas as suas encarnações as quais, se souber utilizar, poderá torná-lo mais radiante ou mais consciente de si mesmo nos Planos Espirituais em que mora.

“Eis a tua Roda atual” – diz a Chama à Centelha. “Tu és eu mesma, minha imagem e minha sombra. Eu me revesti de ti, e tu és o Meu Vaham até o dia “Sê Conosco”, quando voltarás a ser eu mesma, e os outros tu mesma e eu”. Então os Construtores, metidos em sua primeira Vestimenta, descem à radiante Terra e reinam sobre os homens – que são eles mesmos…

No fim do Dia Cósmico todas as Centelhas Divinas retornarão às Chamas de onde saíram, no amanhecer da vida, no início do Manvântara. Quando isso ocorrer, “voltarás a ser eu mesma, e, os outros, tu mesma e eu”, porque a variedade é a unidade e a separatividade entre os seres só existe dentro da ilusão de Maya. No fim do Tempo, os Construtores ou Cosmocratores, recolhidos à sua própria Unidade são, praticamente, os únicos que sobram, e são eles mesmos que emanaram todas as Centelhas que acabam recolhendo para si quando o tempo termina.